O amor é amor é amor origem

O que é esquerda pequeno-burguesa?

2020.12.01 01:08 Ckaaiqoos O que é esquerda pequeno-burguesa?

A pergunta é de natureza retórica: é o que buscarei responder. Não marco como ''teórico'' porque minhas observações ainda estão em nível abstrato, no entanto busco enrigedecer a concepção de esquerdo pequeno-burguesa para além do seu comum uso ambíguo e torna-la uma categoria definida o suficiente para a crítica.
A maior dificuldade dessa tarefa é a ambiguidade da pequeno-burguesia como classe e como termo. Primeiramente ela é definida como uma classe de pequenos proprietários e comerciantes atuando no nível local, podendo possuir total autonomia sobre a propriedade (no caso por exemplo de um lojista e de um advogado atuando em uma firma independente) ou parcial (no caso de um gerente de supermercado que responde a sua emrpesa). O termo porém foi reinterpretado de Kierkegaard dentro de uma perspectiva existencialista e subjetiva, conceituando uma ''mentalidade pequeno-burguesa'' caracterizada pela excessiva praticidade; pragmatismo e frieza em lugar da imaginação e espiritualidade. O conceito de ''mente pequeno-burguesa'' tornou-se mais conhecido que o conceito de pequeno-burguesia.
É em consequência disso que a pequeno-burguesia passou a abrandar para incluir grupos como professores universitários, burocratas, militares profissionais e outros que tecnicamente são proletários. No entanto todos esses grupos previamente mencionados ainda compartilham uma característica que podem a caracterizar como classe: uma espécie de gerencialismo da ordem burguesa que implica necessariamente na traição da classe proletária e em interesses materiais reacionários. Assim policiais, mesmo não estando particularmente bem-abastados em comparação a advogados, podem ser também caracterizados como pequeno-burgueses se abandonarmos as definições de Marx e nos adaptarmos a ressignificação do termo ao longo do tempo mas mantendo alguma semblância de teoria.
Pois bem, é a partir daqui que podemos discutir ideologias.
Para Trotsky e outros autores menos polêmicos, a pequeno-burguesia encontra sua expressão ideológica primariamente no fascismo. Sua tendência de empobrecimento ao longo do tempo no desenvolvimento natural do capitalismo em decorrência da monopolização da sociedade exige uma espécie de terrorismo contra o status quo para se salvar. A pequeno-burguesia pretende criar uma nova ordem social e atacar a alta-burguesia, porém não tem êxito em seus objetivos porque a alta-burguesia mobiliza o terrorismo da pequeno-burguesia contra esta última. Em termos concretos podemos ver isso em como o Nazismo teve maior parte do seu apoio em termos NÚMERICOS na aristocracia proletária e nos pequenos burgueses porém acabou sendo um regime da alta burguesia.
Que características a esqueda pequeno-burguesa ''paz e amor'' possivelmente poderia compartilhar com o fascismo? ''Democrata''?
Para responder essa questão, podemos recorrer à estranha condenação desse segmento da esquerda da ''polarização'' como um fenômeno atual. Ora, a polarização sempre existiu! As contradições materiais entre os interesses do proletariado e da burguesia expressaram no socialismo utópico, no ludismo, na guerra fria, na ofensiva neoliberal privatista, nas guerras nacionalistas interimperialistas, na colonização e suas formas de resistência. Por que esses ilustres cientistas políticos só a enxergaram agora?
Se pensarmos melhor, isso lembra em muito o fascismo. O fascismo, confrontado com as guerras e a miséria dentro de sua grande e honrada civilização, entra em dissonância cognitiva. Ou a sociedade teria sido desde o começo falha (a posição do marxismo) ou a atual instabilidade é em decorrência de uma ameaça externa. Porém como o fascismo é pequeno-burguês, ele é incapaz de ver a primeira possibilidade como plausível, ele generaliza a sua situação passada de conforto para a nação e cria um mito fetichista da grandeza da nação.
Assim como o fascismo, o PSOLismo nasce de uma classe social confortável ameaçada pelos balanços no status quo que busca restaurar este. Esta esquerda fabrica os mais loucos mitos de uma ''burrice coletiva'' que só teria vido a tona nos recentes anos e clama pela restauração da ''democracia e normalidade''. Se o seu candidato não é eleito, como Boulos, condenam veementemente os trabalhadores como burros e incapazes de raciocínio crítico.
Assim, a esquerda pequeno-burguesa ''democrata'' tem um caráter essencialmente anti-democrata! Ela vê a desilusão do proletariado com a esquerda tradicional e o rechaça em vez de entrar numa autocrítica, numa espécie de paternalismo confuccionista de ''eu sei quais são seus interesses materiais mesmo que eu não os compartilhe, pois eu sou melhor e mais bem-educado''. A democracia da qual ela fala é a ''democracia'' liberal da gerência de uma máquina estatal burguesa pois tem um caráter ineremente elitista e agressivo aos movimentos populares.
Especificamente no Brasil, a socióloga Evelina Dagnino traça as origems dessa esquerda numa ''confluência perversa''. Por um lado, a ordem neoliberal em construção nos anos 90 pelo consenso de Washington e pelos governos Itamar Franco e FHC. Por outro, a construção de mecanismos democráticos para o poder popular e a abertura do Estado. Esses processos ineremente contraditórios são solucionados pela incorporação dos mecanismos de poder popular à ordem burguesa. Surgem então grandes ''conselhos de políticas públicas'' sem nenhuma conexão com o pleito popular e sua luta e que se colocam acima das massas ao mesmo tempo que pretendem responder por elas, mas são condicionadas pela ordem neoliberal e respondem em realidade a esta.
Portanto, não se enganem: a esquerda pequeno-burguesa não ''esquece'' de atacar o liberalismo ao priorizar as lutas identitárias. Pelo contrário, o ênfase cada vez maior em negros vereadores; atores e empresários é seu interesse material direto. Desejam ascender no sistema e não combatê-lo. Contentam-se com alterar a superestrutura (a linguagem, a cultura e a religião) em vez da infraestrutura (as condições de produção e reprodução da vida condicionadas pela luta de classes) para proteger suas sensibilidades pessoais. Se é fato que o termo ''galinha preta'' tem cunho racista e deve ser abandonado, é também verdade que a grande massa de negros nunca se preocupou com essa questão: a brutalidade policial e a pobreza tomam mais a atenção.
Em nenhum lugar isso é tão visível como no feminismo. Inicialmente ele é um movimento exclusivamente proletário das mulheres que dependem da venda da força de trabalho para sobreviver mas sequer podem vender sua força de trabalho diretamente, estão proibidas de participarem do trabalho assalariado e dependentes no proletário assalariado masculino. A luta pela sua emancipação primariamente econômica cria uma classe de mulheres pequeno-burguesas majoritariamente brancas que se distancia das suas origens. Qual é o efeito prático disso? É um feminismo que defende a prostituição como forma de empoderamento! A indústria pornográfica! Instituições capitalistas particularmente monstruosas e exploratórias mas que significa ascensão para um grupo muito específico de mulheres que tem as condições de ditar os termos de sua prostituição num ''livre trabalho sexual'', não enxergando que as mulheres trans periféricas dependem da prostituição como meio de subsistência.
Portanto, a esquerda pequeno-burguesa compartilha de muitas características com o fascismo. Da mesma forma que o fascismo utiliza-se de um discurso vazio nacionalista para criar um estado terrorista subserviente a burgueisa, a esquerda pequeno-burguesa utiliza-se de adornos socialistas também para criar um estado terrorista subversiente a burguesia.
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2020.11.28 00:00 altovaliriano O Stark em Winterfell - Bran e o Rei Pescador

Texto original: https://asoiaf.westeros.org/index.php?/topic/125401-the-winged-wolf-a-bran-stark-re-read-project-part-ii-asos-adwd/page/3/&tab=comments#comment-6823505
Autor: SacredOrderOfGreenMen / float-freely-forever
O texto abaixo é uma tradução.
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ASOIAF tem sido chamada de "uma carta de amor à democracia" pela forma como critica impiedosamente o feudalismo e a monarquia e por (aparentemente) não dar a nenhum rei um POV (apenas a duas rainhas), ao mesmo tempo em que apresenta todos os homens que são capazes de sentar no trono ou usar uma coroa como sendo, em última análise, indignos. Há Robert Baratheon, o Rei Devasso; seu sucessor, o rei Joffrey, cuja reivindicação foi baseada em uma mentira e mostrou-se ineficaz e inadequado ao papel de todas as formas possíveis; Viserys, o Rei Pedinte, seu pai Aerys, o Rei Louco e muitos outros. Renly, Stannis, Balon, Euron. Todos ficam aquém ou falham.
O feudalismo é exibido como uma ordem social inerentemente violenta, supérflua e repugnante em quase todos os aspectos. Todos os aspectos, exceto um: os Starks, e em particular a narrativa da realeza mágica que existe em torno de Bran.
"O Stark em Winterfell" é a encarnação do Rei Pescador em ASOIAF, uma figura lendária da mitologia inglesa e galesa que está espiritual e fisicamente conectado à terra, e cujas fortunas, boas e ruins, são espelhadas no reino. É uma história que, ao contar como o rei é mutilado e depois curado pelo poder divino, valida essa monarquia. O papel de "O Stark em Winterfell" é feito para ser o que seu criador, Brandon o Construtor, foi: uma fusão de opostos aparentes – homem e deus, rei e vidente verde, e o monólito que é seu assento é tanto castelo quanto árvore, uma "monstruosa árvore de pedra" (AGOT, Bran II).

"Era diferente quando havia um Stark em Winterfell"

Um ditado que existe na família é invocado por Ned e Catelyn em AGOT quando da viagem para o Sul: "Tem de haver um Stark em Winterfell sempre".
Por que? Quando falada, a frase é entoada, quase como um leigo medieval da Igreja Católica a repetir uma oração em latim, não entendendo completamente o que as palavras significam, mas sabendo que elas são importantes de alguma forma.
Outras Grandes Casas não vivem com essa restrição: Jon Arryn esteve ausente do Vale por grande parte de 14 anos, sem uma data clara para voltar [...]. Nestor Royce era seu regente. Um primo distante de Tywin Lannister, Damion, é deixado para governar, e ninguém parece particularmente preocupado que nenhum Lannister do ramo principal vivesse lá. Doran Martell prefere governar a partir dos Jardins de Água.
É o Liddle que Bran encontra nas montanhas do Norte que nos dá a razão mais clara e explícita do porquê sempre deve haver um Stark em Winterfell:
Quando havia um Stark em Winterfell, uma donzela podia percorrer a estrada do rei usando o vestido do dia de seu nome e nada sofrer, e os viajantes encontravam fogo, pão e sal em muitas estalagens e castros. Mas agora as noites são mais frias, e as portas estão fechadas. (ASOS, Bran II)
Até certo ponto, Bran também já havia articulado isto:
Já tinha idade suficiente para saber que não era realmente por ele que gritavam… Era a colheita que festejavam, Robb e suas vitórias, o senhor seu pai e o avô e todos os Stark desde há oito mil anos que aclamavam. Mas, mesmo assim, aquilo fez com que inchasse de orgulho. (ACOK, Bran III)
Quando há um Stark em Winterfell, a terra é pacífica e o povo não morre de fome. Ter um Stark em Winterfell é, por definição, ter uma boa senhoria. O fato de que os nortenhos dependem dos Starks para sua própria sobrevivência está implícito para muitos de seus vassalos, e muitas vezes são as Casas que traçam sua própria existência a eles que são os mais fanáticos em sua lealdade.
Lyanna Mormont, cuja Casa recebeu terras de Rodrik Stark raivosamente rejeita as exigências de Stannis por lealdade, escrevendo: "A Ilha dos Ursos não reconhece nenhum rei que não o Rei do Norte, cujo nome é STARK."
Outra jovem senhora do Norte, Wylla Manderly vocifera contra as mentiras de Freys sobre Robb e do desagravo (fingido) de seu pai: "os lobos nos acolheram, nos alimentaram e nos protegeram contra nossos inimigos. [...]. Em troca, juramos que seríamos sempre homens deles. Homens dos Stark!“ (ADWD, Davos III)
Bran nos diz em AGOT que, nos Clãs das Montanhas (entre outros), "quando a neve caísse e os ventos gelados uivassem do norte, [...] os agricultores deixariam seus campos congelados e fortificações distantes, carregariam suas carroça" e se refugiaram na vila de inverno de Winterfell. Quando os homens dos clãs dizem a Asha que eles preferem que seus "homens morram lutando pela garotinha de Ned do que sozinhos e famintos na neve, chorando lágrimas que vão congelar em suas bochechas" também é provável que estejam fazendo uma tentativa desesperada de recuperar seu refúgio.
Por conta da vila de inverno, ser o Stark em Winterfell é um cargo imensamente importante que não tem equivalente em nenhum outro lugar. Significa ser um governante prático que conhece seus súditos intimamente e que cuida deles quando o inverno chega – algo que eles recordam constantemente. Ned pratica isso em seu próprio governo em Winterfell:
O pai costumava dizer que um senhor devia comer com seus homens se esperava conservá-los. Arya um dia o ouviu dizer a Robb: “Conheça os homens que o seguem e deixe que eles o conheçam. Não peça aos seus homens para morrer por um estranho”. Em Winterfell, havia sempre um lugar extra à sua mesa, e todos os dias um homem diferente era convidado a juntar-se a eles. (ACOK, Arya II)
Na mitologia da Europa Ocidental, (tendo em conta que a Europa Ocidental é a principal inspiração de GRRM para Westeros), há um conjunto de lendas sobre o chamado Rei Pescador. O Rei Pescador, também conhecido como o Rei Mutilado ou Rei Ferido, contém dentro de sua linhagem o rei bretão Arthur e o rei galês Bran, o Abençoado.
Para os ingleses, o Rei Pescador é um dos guardiões do Santo Graal. Ele foi ferido ou mutilado e, como resultado, é infértil, e é sustentado apenas pelo poder do Graal. Por sua vez, sua terra se torna infértil e estéril também, e o único alimento possível ali é peixe, daí vem seu nome. Em algumas versões, o pai é o Rei Ferido e seu filho é o Pescador. O usuário do Tumblr theelliedoll analisa essa conexão, escrevendo em seu metatexto:
O sentido do Rei Pescador como um personagem mítico não é tanto as particularidades de seu caráter ou mesmo de sua lesão, mas o simples fato de que sua aflição (sexual) é transferida para suas terras. O mito pressupõe assim uma conexão mística, inextricável e empática entre rei e reino que exige do rei uma virilidade potente e generativa, e assim o mito funciona como a narrativa simbólica que articula uma ideologia dominante no poder [da Europa Medieval, a inspiração de Westeros para GRRM]. Essa ideologia de poder é a ideia da divindade do rei, que é em si inseparável das noções de herança e primogenitura.
O mito do Rei Pescador funciona então simplesmente como uma estratégia de legitimação da autoridade real e, consequentemente, de uma monarquia cada vez mais absolutista, percebida (e culturalmente representada) como a única forma imaginável de governo.
O Stark em Winterfell é o equivalente de ASOIAF ao Rei Pescador, cujas infortúnios pessoais são espelhadas na própria terra. Há pelo menos dois casos na história em que o Rei do Inverno é referido como "O Stark em Winterfell" [no Brasil, traduzidos como “Stark de Winterfell”]:
"O Stark de Winterfell queria a cabeça de Bael" (ACOK, Jon VI)
"O Stark de Winterfell teve de dar uma mão [para parar a rebelião na Patrulha da Noite]” – (ASOS, Jon VII)

"Ele é o jovem Rei Arthur" - GRRM, sobre Bran

Há um personagem, na narrativa, que é chamado por outros e chama-se Stark em Winterfell: Bran, filho de Lorde Eddard e Lady Catelyn:
Sou o príncipe. Sou o Stark em Winterfell.
É o Stark em Winterfell, e o herdeiro de Robb. Tem de parecer principesco – juntos, vestiram-no de forma condizente com um senhor.
Era um Stark em Winterfell, filho do seu pai e herdeiro do irmão e quase um homem-feito.
-(ACOK)
E que também detém os intimamente associados títulos de príncipe e herdeiro de Winterfell:
Ele era o Príncipe de Winterfell, filho de Eddard Stark, quase um homem-feito e, além disso, um warg
"também é o nosso príncipe, o filho de nosso senhor e o verdadeiro herdeiro de nosso rei" (Meera para Bran)
Jojen fitou-o comseus olhos verde-escuros. – Não há nada aqui que nos faça mal, Vossa Graça.
Ele é o nosso príncipe. -(Meera para Samwell Tarly)
De noite, todos os mantos são negros, Vossa Graça. -(Jojen para Bran)
A história de Bran também é muito semelhante à encarnação galesa do Rei Pescador: Bran, o Abençoado, que lutou contra um exército de guerreiros mortos-vivos (wights) que foram continuamente revividos por um caldeirão mágico (O Coração do Inverno). Seu meio-irmão, (Jon Snow) se esconde entre os mortos após uma batalha a fim de ser jogado no caldeirão (Jon, veja bem, poderia muito bem estar dentro de Fantasma, cujo nome foi a última palavra que ele falou, e a Patrulha da Noite poderia muito bem ter entrado em colapso agora, sem falar na própria Muralha) e ser capaz de destruí-lo , mas morre no processo. Ele tem um nome muito semelhante a um dos outros títulos do Rei Pescador: o Rei Ferido. A história o chama, e ele chama a si mesmo, repetidamente, de "quebrado".
apenas quebrado. Como eu, pensou.
Bran – ele falou, sem vontade. Bran, o Quebrado. – Brandon Stark. – O menino aleijado.
mas quem se casaria com um garoto quebrado como ele?
Através das brumas dos séculos, o garoto quebrado só podia observar.
O sofrimento de Bran por causa de sua mutilação e a própria Winterfell estar "quebrada" estabelece uma ligação empática entre rei e reino.
GRRM disse o seguinte de Tolkien, quem ele admira:
O Senhor dos Anéis tinha uma filosofia muito medieval: que se o rei fosse um bom homem, a terra prosperaria. Olhamos para a história real e não é assim tão simples. Tolkien pode dizer que Aragorn se tornou rei e reinou por cem anos, e ele foi sábio e bom. Mas Tolkien não faz a pergunta: qual era a política fiscal de Aragorn? Ele manteve um exército permanente? O que ele fazia em tempos de inundação e fome?
-GRRM também implicitamente fez a pergunta: Como os seres humanos, que são falhos e mortais, podem virar monarcas perfeitos, como o Rei Pescador deveria ser? A história de Bran, entrelaçada com a de seu antepassado Brandon, o Construtor, é sua resposta a essa pergunta. Desde o início, os Starks foram preparados pelos Deuses Antigos. A lenda westerosi diz que o Construtor teve a ajuda de gigantes, e usou a magia dos Filhos da Floresta para construir a Muralha. Quando Catelyn olha nos olhos da árvore-coração de Winterfell, ela pensa que eles são "mais velhos do que Winterfell. Se as lendas eram verdadeiras, tinham visto Brandon, o Construtor, assentar a primeira pedra; tinham visto as muralhas de granito do castelo crescer à sua volta. (AGOT, Catelyn I)
Jon Snow, outro que não é um Stark pela linha masculina, tem pesadelos em que as Criptas "não são seu lugar" e recusa a oferta de Stannis para ser o Senhor quando ele percebe, "o represeiro era o coração de Winterfell... mas para salvar o castelo, Jon teria de arrancar esse coração até suas antigas raízes e entregá-lo ao faminto deus de fogo da mulher vermelha. Não tenho o direito, pensou. Winterfell pertence aos deuses antigos" (ASOS, Jon XII)
Quando Rickon levou os Walders para as Criptas, Bran ficou furioso: "Você não tinha o direito! [...] Aquele lugar é nosso, dos Stark!
Não é por acaso que os contos sugerem que a árvore-coração, "o coração de Winterfell" é dito ter testemunhado o trabalho do Construtor. Na verdade, no Norte, a árvore-coração é usada como testemunha para votos de todos os tipos, incluindo casamentos e contratos. Ramsay e "Arya" dizem seus votos em frente a uma árvore-coração, e Jojen diz a Bran que os filhos da floresta não tinham "nem tinta, nem pergaminhos, nem linguagem escrita. Em vez disso, tinham as árvores, e os represeiros acima de tudo”.
Juntando o que aprendemos sobre a história da Casa Stark em O Mundo de Gelo e Fogo, pudemos ler como o crescimento de seu domínio não era só reflexo do crescimento de Winterfell "ao longo dos séculos como se fosse uma monstruosa árvore de pedra", mas que havia um propósito mais profundo para as guerras que eles travaram. Eles mataram o warg Gaven Greywolf na "Guerra dos Lobos" e o Rei Warg da Ponta do Dragão Marinho, matando seus vidente verdes e levando suas filhas como prêmios.
Estes podem ter sido os eventos históricos que levaram Haggon a dizer: "Ao sul da Muralha, os ajoelhadores nos caçariam e nos matariam como porcos..". Theon Stark, o Lobo Faminto, matou o Rei Marsh e casou-se com sua filha, e é comum rumores de que os crannogmanos se casaram com os Filhos da Floresta. Com base na visita de Howland à Ilha das Faces e ao status de Jojen como um sonhador verde podemos supor que eles têm estreitas conexões com a magia do Deuses Antigos, tenham se casado ou não.
A razão para essas guerras contra outros praticantes da magia do Norte remonta a Brandon o construtor, que eu vou supor também foi o Último Herói, uma vez que foram Winterfell e a Muralha que conseguiram alcançar o que o Último Herói estava determinada a fazer:
E assim, enquanto o frio e a morte enchiam a terra, o último herói decidiu procurar os filhos da floresta, na esperança de que sua antiga magia pudesse reconquistar aquilo que os exércitos dos homens tinham perdido.
Isso remonta a um grande pacto que ele fez com os Filhos há 8000 anos: em troca da ajuda mágica destes, de ser o único legítimo possuidor dessa magia, e ter o mandato para conquistar o Norte, o Construtor e seus descendentes dariam sacrifícios aos Deuses Antigos, preservariam seus represeiros e manteriam os Outros à distância. Todo o propósito do lema da Casa Stark é expresso em "O Inverno está Chegando". Não é um vanglória – como é comumente observado –, é algo mais. É uma justificativa para o direito deles de governar. Ao absorver a magia no sangue do Rei Warg e do Rei Marsh, os Reis do Inverno estavam agindo conforme o pacto. Assim como o Rei Pescador, ou seja, o Rei Arthur, protegeu o Santo Graal, também os Starks mantêm a árvore-coração, tirando dela poder e legitimidade.
É muito provável que o próprio Construtor tenha sido um vidente verde, fundindo-se com a árvore-coração como parte de seu pacto com os Deuses Antigos para se tornar o primeiro Stark em Winterfell. "Bran" significa "corvo" em galês e Corvo de Sangue diz a Bran que as mensagens foram enviadas por corvo entrando-se na pele deles:
Foram os cantores quem ensinaram aos Primeiros Homens a enviar mensagens por corvos... mas, naqueles dias, as aves podiam dizer as palavras. As árvores se lembram, mas os homens esquecem, então agora escrevem a mensagem em pergaminho e amarram em volta da perna da ave com quem nunca compartilharam a pele. (ADWD, Bran III)
Isso não é um acidente, pois GRRM afirmou que os nomes de seus personagens foram escolhidos com "uma boa quantidade de reflexão". Apenas dois indivíduos na narrativa tem a capacidade confirmada de entrar na pele de corvos, e ambos são vidente verdes. Dizem que os reis da Era dos Heróis – o Construtor entre eles – viveram por centenas de anos, exatamente o que os verdes fazem, usando os represeiros como uma espécie de aparelho de manutenção sobrenatural da vida na velhice. Jojen aprofunda nossa compreensão do papel dos represeiros quando diz:
Quando
[os cantores e vidente verdes]
morriam,
entravam na floresta,
em uma folha, um galho ou uma raiz,
e as árvores se lembravam
Todas as suas canções e feitiços, suas histórias e orações, tudo o que sabiam sobre esse mundo. Os cantores acreditam que os represeiros são os antigos deuses.
Quando cantores morrem, eles se tornam parte dessa divindade.
(ADWD, Bran III)
Se o Construtor era de fato um vidente verde, e a árvore-coração de Winterfell seu repouso final (lembre-se daquela lagoa preta bacana ao lado, que ninguém nunca tocou o fundo) – como há fortes evidências de que ele seria – então isso significa que a jornada de Brandon esteve, desde o início, sob o olhar direto de seu ancestral. Quando Bran fala pela primeira vez da árvore-coração, ele diz que "sempre o assustara; as árvores não deveriam ter olhos, pensava Bran, nem folhas que se parecessem com mãos”.
À medida que o preparo de Bran como herdeiro do Construtor continua, ele cai cada vez mais sob sua influência, atraído pelos represeiros cada vez mais, especialmente para a árvore-coração:
Bran sempre gostara do bosque sagrado, mesmo antes, mas nos últimos tempos achara-se cada vez mais atraído para lá. Até a árvore-coração já não o assustava como antes. Os profundos olhos vermelhos esculpidos no tronco claro ainda o observavam, mas, de algum modo, agora tirava conforto disso. Os deuses olhavam por ele, dizia a si mesmo, os deuses antigos, deuses dos Stark, dos Primeiros Homens e dos Filhos da Floresta, os deuses do seu pai. Sentia-se seguro à vista deles, e o profundo silêncio das árvores o ajudava a pensar. Bran passara a refletir muito desde a queda; a refletir, a sonhar e a falar com os deuses. (ACOK, Bran VI)
Era uma árvore estranha, mais esguia do que qualquer outro represeiro que Bran tivesse visto e desprovida de rosto, mas pelo menos fazia-o sentir que os deuses estavamali com ele (ASOS, Bran IV)
A árvore-coração em Winterfell viu a colocação da primeira pedra, e foi no Bosque Sagrado que Bran fez sua última escalada sobre as paredes de Winterfell. Verão notavelmente uivava com medo, como se sentindo que algo terrível estava prestes a acontecer do mesmo jeito que Vento Cinzento fizera nas Gêmeas:
Estava no meio da árvore, deslocando-se com facilidade de galho em galho, quando o lobo se pôs em pé e começou a uivar.
Bran olhou para baixo. O lobo calou-se, olhando-o através das fendas de seus olhos amarelos. Um estranho arrepio o atravessou, mas recomeçou a trepar. Uma vez mais o lobo uivou.
Quieto – gritou. – Senta. Fique. Você é pior que a minha mãe – os uivos seguiram Bran até o topo da árvore quando, por fim, saltou para o telhado do armeiro e para fora de vista.
Os Deuses Antigos (e Corvo de Sangue) estão fortemente implícitos em ter previsto seu destino, assim como Summer sentiu. Eles têm inteiramente a intenção de que ele desempenhará seu papel na saga e cumprirá o pacto, quer ele queira ou não:
– Muito dele se transformou em árvore – explicou a cantora que Meera chamava de Folha. – Ele viveu além de seu tempo mortal e, ainda assim, permanece aqui. Por nós, por você, pelos reinos dos homens. Apenas uma pequena força permanece em sua carne. Ele tem mil olhos e um, mas há muito para ver. Um dia, você saberá.
Observei-o por um longo tempo, observei-o com mil olhos e com um. Vi você nascer, e o senhor seu pai antes de você. Vi seus primeiros passos, ouvi sua primeira palavra, fiz parte de seu primeiro sonho. Estava observando quando caiu. E agora finalmente você veio até mim, Brandon Stark, embora a hora seja tardia.
(Bran II e III, ADWD)
A resposta da GRRM à pergunta "Como pode um mortal se tornar um rei perfeito?" é evidente na narrativa de Bran: Apenas tornando-se algo não completamente humano, tendo características divinas e imortais, como a um represeiro, fundidas em seu ser – e, portanto, tornando-se mais ou menos do que completamente humano, dependendo de sua perspectiva.
Este é o único tipo de monarquia ao qual GRRM confere legitimidade, do tipo onde o rei sofre em sua jornada e é quase desumanizado pelo bem de seu povo. O Último Herói (o Construtor) em sua busca pelos Filhos, viu todos os seus 12 companheiros morrerem. Jojen agora está perto da morte, e diz a Bran que:
[…] Terra e água, solo e pedra, carvalhos, olmos e salgueiros, estavam aqui antes de nós, e ainda permanecerão quando tivermos ido.
Assim como você – disse Meera. Aquilo entristeceu Bran. E se eu não quiser permanecer quando vocês se forem?, quase pergunto.-(Bran, ADWD)
Bran viverá mais que seus amigos, Meera e Jojen. Embora ele se reencontre com seus irmãos Arya, Sansa, Rickon e até mesmo Jon, e sua vida com eles seja feliz, Bran viverá mais do que eles também, e que seus filhos. Ele viverá mais que Nymeria, Cão Felpudo, Fantasma e até Verão. Corvo de Sangue lhe disse:
Tenho meus próprios fantasmas, Bran. Um irmão que amava, um irmão que odiava, uma mulher que desejava. Através das árvores, ainda os vejo, mas nenhuma de minhas palavras jamais os alcançou. O passado permanece no passado. (Bran, ADWD)
Através da árvore-coração de Winterfell, Bran será na velhice como Corvo de Sangue é agora, "meio cadáver e meio árvore, [...] parecia menos um homem do que uma sinistra estátua feita de madeira retorcida" e imerso nas memórias de uma infância feliz que está perdida para ele: Ele e Arya correndo brincando com espadas de gravetos no bosque sagrado; escalando as paredes de pedra enquanto Arya e Sansa têm uma luta com bolas de neve; o pai que se senta ao lado do fogo falando "suavemente da era dos heróis e das crianças da floresta"; uma mãe ordenando-lhe para descer antes que caia; ele, Jon e Robb treinando no pátio.
Perto do fim de sua vida, Bran não será tanto um ser humano. Mais como um veículo e canal das energias mágicas que são a fonte do poder da Casa Stark. Ele será um rei quando "nunca pediu para ser um príncipe", um vidente verde quando "era com a cavalaria que sempre sonhara": Ele será o Stark em Winterfell, preso ao lugar primeiro pela paralisação de suas pernas e sua ligação com o lobo gigante e as árvores, depois por sua ligação física com a própria árvore-coração.
Seja qual for a barganha faustiana que o Construtor fez para ajudar os Filhos, é claro que ele não apenas se ofereceu: ele ofereceu seus herdeiros. A jornada de Bran, seu preparo como Senhor, warg e agora vidente verde é processo que possivelmente levará milhares de anos em construção. O próprio Bran vê seu papel de Senhor, o Stark em Winterfell, como seu destino, sua única escolha:
Por que teria de desperdiçar seus dias ouvindo velhos falando de coisas que só compreendia parcialmente? Porque está enfraquecido, lembrou-lhe uma voz no seu interior. Um senhor na sua cadeira almofadada podia ser aleijado. [...] Mas um cavaleiro no seu corcel de batalha não podia. Além disso, era o seu dever. (ACOK, Bran II)
Depois que ele olhou profundamente para o Coração do Inverno, o Corvo de Três Olhos disse a ele: "Agora você sabe por que você deve viver... porque o inverno está chegando."

A Nova Era

A extensão da ajuda dos Cantores a Bran, Casa Stark e o reino traz à mente a pergunta: Por quê? Por que fariam isso? Eles vivem em uma caverna protegida, e estão à beira da extinção em qualquer caso, então o que importa para eles que a humanidade em Westeros possa ser dizimada? A Resposta está na previsão de Folha dos anos que estão por vir:
Foram para baixo da terra – Folha respondeu. – Nas pedras, dentro das árvores. Antes dos Primeiros Homens chegarem, toda esta terra que você chama de Westeros era nosso lar, e mesmo naqueles dias éramos poucos. Os deuses nos deram longas vidas, mas não grandes números, para não saturar o mundo, como os cervos saturariam a floresta se não existissem lobos para caçá-los. Aquela era a aurora dos dias, quando nosso sol estava nascendo. Agora ele se põe, e este é nosso longo minguar. Os gigantes estão quase desaparecidos também, eles que eram nossa perdição e nossos irmãos. Os grandes leões das montanhas do oeste foram mortos, os unicórnios se foram, os mamutes são apenas algumas centenas. Os lobos gigantes sobreviverão a todos nós, mas sua hora também chegará. No mundo que os homens fizeram, não há espaço para eles, ou para nós.
(Bran III, ADWD)
Folha está prevendo a morte de todas as raças mágicas e anciãs do mundo, até mesmo lobos gigantes. Dado que a magia dos represeiros inclui poderes de profecia, talvez ela esteja correta, talvez não. O que é relevante, no entanto, é o que não foi previsto que acabaria: os represeiros e os sacrifícios de sangue dados a eles são de onde vem magia de Westeros. Onde um assentamento humano declinou, os represeiros retornam, como Brienne descobriu nos Sussurros e Bran no Fortenoite. Ambos encontraram represeiros jovens, magros e sem rosto. A civilização ândala, que teme e queima madeiras selvagens, também está morrendo, a medida que o Sul entra em colapso por meio da violência e da fome.
A explicação está nos represeiro, e na ajuda a Bran e, por extensão, ao reino: os filhos pretendem que a humanidade seja herdeira da administração das árvores sagradas que guardam as almas de seus ancestrais e sua memória. A humanidade, ao contrário dos Cantores, se reproduz rapidamente, e qualquer que seja a origem exata dos Outros (seja como arma criada pelos Cantores que saiu pela culatra, ou como alguns teóricos sugerem, troca-peles que realizaram o que Varamyr não conseguiu fazer através de bebês masculinos como as oferendas de Craster, ou algo totalmente diferente), foi apenas com a chegada da humanidade que os Outros entraram para os registro histórico. Os Outros agem como uma ferramenta cósmica contra uma humanidade que esgotaria a terra como "como os cervos saturariam a floresta se não existissem lobos para caçá-los."
Os Outros são os lobos para caçar humanos, o gelo para trazer equilíbrio ao fogo. Os Starks em Winterfell agem como um dos guardiões desse equilíbrio, a tranca em um portão que mantém à distância um poder sombrio na terra, assim como os valirianos eram para o que estava nas profundezas das Quatorze Chamas. Eles manterão esse equilíbrio até que talvez eles, por sua vez, encontrem o mesmo destino que os Cantores e sejam substituídos por outro invasor de Essos. Não surpreeende que Winterfell pareça ter sido projetado tendo em mente a luta contra os Outros e suas criaturas.
Sugere-se que a Ordem Sagrada dos Homens Verdes tenha se combinado de alguma forma com a terra se analisarmos sua pele verde, aura mágica e a administração de um poderoso bosque de represeiros, e é certo que desempenharão algum papel neste projeto, embora ainda não esteja muito claro qual é esse papel, assim como os detalhes desse projeto.

Conclusão

Há uma relação entre as diferentes figuras míticas e as fontes de seu poder:
Em todo caso, há um esboço de força sobrenatural, e até mesmo divindade, na entidade que age como uma ponte entre presente e algo muito maior: Winterfell para o passado antigo, o represeiro para a divindade e o Santo Graal para o deus-criador cristão. A imagem do Rei Pescador em ASOIAF é criada a partir da fusão do papel do Rei do Inverno ao vidente verde, e, por sua vez, a de Winterfell à árvore-coração. Ela se baseia em uma série de enxertos entre seres diversos e distintos, como afirma este meta-texto:
Simbolicamente, o enxerto imagina a súbita junção de coisas diferentes - uma fusão que pode ser perturbadora ou transformadora. O enxerto representa não apenas uma prática horticultural, mas também uma forma de compreender as fronteiras permeáveis e produtivas entre eu e outros, humanos e não humanos, bem como as conexões entre passado, presente e futuro...
Talvez o mais importante, enxertando noções de primogenitura e ideias estritas de parentesco, introduzindo incerteza em distinções renascentistas entre alto e baixo, animais e plantas, humanos e não humanos.
O Stark em Winterfell por sua natureza é destinado a ser um vidente verde, e sua ligação com o castelo é inseparável de sua ligação com a árvore-coração. Através disso, por sua vez, Winterfell adquire o aspecto de uma árvore, assim como o represeiro tem aspectos de pedra. Cada um se torna como o outro, fundido em praticamente um ser, assim como o rei adquire qualidades de divindade e, no caso do Criador Cristão, o deus é pensado como um rei ("rei dos reis, que do teu trono olha para ti"). Winterfell, nunca se diz ter sido "construído" na narrativa. Em vez disso, "Milhares e milhares de anos antes, Brandon, o Construtor, erguera [raised] Winterfell e, segundo alguns diziam, a Muralha." -(AGOT, Bran IV). "Criar" [raise], da maneira que você "cria" uma criança ou cultura, é a maneira pela qual você lida com algo que é orgânico, vivo, com sensibilidade própria. Bran também nota que aqueles que "construíram" Winterfell "nem sequer tinham nivelado a terra; havia colinas e vales por trás dos muros de Winterfell”.
Winterfell é assimétrico e irregular, como as coisas vivas e orgânicas são. Esta imagem está fortemente impressa nela que se diz que "o edifício fora crescendo ao longo dos séculos como se fosse uma monstruosa árvore de pedra, com galhos nodosos, grossos e retorcidos, e raízes que se afundavam profundamente na terra." Cada um feito mais forte por essas relações, com o Stark em Winterfell servindo como um ducto humano.
Da mesma forma que Winterfell se torna como uma árvore, o represeiro tem aspectos de não ser de alguma forma do mundo de carne e osso. Um Blackwood observa sobre um represeiro: "Por mil anos não mostrou nem uma folha. Quando se passarem mais mil anos, ela se transformará em pedra, [...]. Represeiros não apodrecem”.
Muitas vezes na narrativa, a madeira é comparada com osso, liso e branco, e osso é um tecido do corpo que permanece muito tempo após a morte, separado da carne viva. O Construtor também está associado com Ponta Tempestade. "Uns diziam que os filhos da floresta o ajudaram a construí-lo, dando forma às pedras com magia; outros afirmavam que um garotinho lhe tinha dito o que fazer, um garoto que cresceria para se tornar Bran, o Construtor”. -(ACOK, Catelyn III)
Entender o Construtor como um Rei Pescador resolve muitas contradições na história história dele, especialmente a ideia de que um homem procurou por uma raça de seres que fizeram suas casas de madeira e folha para aprender a construir um castelo de pedra. Havia um propósito muito além do aprendizado; ele foi propor uma união: a civilização humana e a floresta primordial, para criar um monólito que é tanto castelo quanto árvore, governado por um homem que é rei e xamã. Como deveria ser. E como será, pelo único rei em Westeros que GRRM e sua história valorizam e honram:
Brandon Stark, o herdeiro de Winterfell, filho de Lorde Eddard e Lady Catelyn.
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2020.11.27 13:34 BlindEyeBill724 Seienden, Heidegger e as experiências da plenitude do Ser, um breve ensaio

Seienden, Heidegger e as experiências da plenitude do Ser

Assim Wolfam Eilenberger fala de Heidegger:
“Para Heidegger, a angústia é o exemplo de vivência de uma perda abrangente de sentido, que expõe - no vazio e na falta de vínculo resultantes - o olhar para o verdadeiro fundamento do Dasein em questão. E expõe de tal maneira que esse fundamento em si não comparece, não existe, não está dado ou assegurado por nada nem ninguém! No modo da angústia, o Dasein experiência a efetiva falta de chão e o possível caráter ordinário da própria existência de todos os entes [Seienden].”
Ainda que poste, e administre, uma página de apologética, creio que muito do que penso pode ser restringido ao âmbito da razão natural, desvenciliável, e não sou santo ou carola o bastante para postar somente sobre tópicos teológicos, ainda que o julgue fundamental¹. A própria ascensão da alma à compreensão natural (e me expresso dessa forma cônscio de que pode irritar e me contradizer) é útil à “apreensão” do divino, ademais. É claro que os limites da razão natural são discutíveis. Lendo esse trecho sobre Heidegger, não pude deixar de enxergar aí um exemplo de um niilismo tipicamente moderno (mais, o niilismo é, desde o princípio, um movimento tipicamente moderno), não digo para discutir, nem afirmo categoricamente “Heidegger = niilista” não conheço o suficiente de Heidegger para dizê-lo. O que me chamou a atenção é essa experiência que, creio, já senti e creio que muitos já sentiram, essa “perda de sentido” esse “fundamento em si” que “não comparece”, que “não está dado ou assegurado por nada nem ninguém”.
Essa experiência de ausência de sentido parece-me contrapor ao que considero fundamental à vida filosófica e espiritual, a saber, a experiência de plenitude do sentido, aqui, é certo, a primeira coisa que se pode arguir, creio, é que essa experiência de plenitude de sentido têm raízes na minha concepção religiosa, creio que não, pode ser argumentado que elas têm raízes fisiológicas, mas não religiosas, e digo o porquê, o porquê creio que se inserem dentro da razão natural. Sem entrar em detalhes, tive três experiências, num aperto de mão de um tio durante uma festa de aniversário na infância, numa espécie de paralisia do sono enquanto dormi ouvindo Beethoven e subitamente acordei, e na faculdade quando realizava exercícios de memorização de idéias e, na casa das duas dezenas, tive novamente essa impressão aguda, mais ainda, ao contar para minha mãe sobre as características dessas impressões e como me parecem fundamentais ela disse que sentiu algo parecido só depois dos cinquenta anos, enquanto lavava a louça em seu trabalho! Qualquer unidade ou relação entre esses eventos e a religião me parece extremamente frágil.
Tampouco digo que essa experiência é uma experiência do divino, meu tópico não é esse e eu não entraria de supetão numa discussão tão acirrada mesmo dentro da teologia. Havia sintetizado à um amigo filósofo da seguinte forma, na busca das características distintivas dessas experiências:
1-Na primeira experiência da infância se destaca a felicidade imensa, logo, a felicidade imensa faz parte da potencialidade sentimental do que chamo de experiência extraordinária;
2-Na experiência na faculdade, quando estava memorizando diversas ideias, o que se destacou foi uma experiência vívida de uma separação do ambiente, desde daquela época eu expressei o ocorrido como uma sensação de deslocação temporal, como se tivesse um tempo diferenciado, quero evitar essa expressão pois implica problemas muito grandes por ora, mas digamos que uma consciência aguda da interioridade seja a nota distintiva dessa segunda experiência;
3-Na terceira experiência, a da música ao acordar, pode-se alegar que foi uma espécie de paralisia do sono sem medo, o que se destacou aqui foi a percepção da beleza (no caso da música de Beethoven), e uma sensação de completude, porque não quis nem me mexer, mas fiz normalmente depois que passou.
A sensação de completude pode, se não me falha a memória, ser elencada como elemento unificador das três experiências, então, temos dois elementos, a “extraordinariedade”, dito de outro modo, a “inesquecibilidade” duas palavras que sequer existem mas cujo sentido é compreensível. Das três temos os seguintes elementos distintivos, a felicidade imensa, a consciência aguda da interioridade e a percepção da beleza. Essas experiências são o que eu chamo de experiências extraordinárias, mas podemos chamar de “experiências da plenitude do sentido” e me colocam num lado diametralmente oposto àquele de Heidegger (neste trecho) e dos niilistas.Essa experiência pode ser aproximada de outras quais também já foram registradas, peak experiences, experiência oceânica, etc, num contexto secular.
Se eu fosse partir de um common ground entre teístas e ateístas teria de atribuir ao homem a capacidade de projetar-se no real de tal forma que não só teria por si meios de enxergar de forma niilista o mundo devido ao seu vazio interior, mas teria meios de enxergar o mundo como portador de sentido por características igualmente imanentes (meramente psicológicas). Porém, como parto do pressuposto que o Ser é pleno de sentido, me mantenho na razão natural quando pontuo que, ao contrário, parece que Heidegger acabou sucumbindo à projeção de si no mundo enquanto a experiência de plenitude do Ser é, ela sim, originária, um ato intuitivo que vai no mesmo sentido de uma apreensão noética [da plenitude do Ser]. Ah! Quanta coisa se confunde neste tópico, por exemplo me parece que muita baboseira New Age é escrita se confundindo esse pontos, outros querem diluir as religiões nessas experiências selvagens de sentido, mas o fundamental é esta visão:
Como diz Einstein:
“A emoção mais bela que podemos experiência é a mística. Ela é a propagadora de toda verdadeira arte e ciência. Aquele para quem essa emoção é estranha ... está, por assim dizer, como morto. O que é impenetrável para nós existe realmente, manifestando-se como a mais alta sabedoria e a mais radiante beleza, que nossas entorpecidas aptidões podem compreender somente em suas formas mais primitivas – este conhecimento, está sensibilidade, está no centro da verdadeira religiosidade. Neste sentido, e unicamente nele, pertenço à classe dos homens devotamente religiosos. ”
Veja que, de fato, é uma experiência, experiência que não se pode reduzir à experimentos, imprevisíveis, vão da louça à Beethoven, uma paisagem, acredito que a vista de um besouro poderia causá-las, assim como um toque numa mulher amada pode causar uma ereção. O que eu proponho é uma filosofia que parte não da constatação do vazio, mas da plenitude do Ser, o que não é, exatamente, a mesma coisa que a religião necessariamente, ainda que eu o articule assim.
Na verdade, devo dizer é que estou somente, isso é, na forma qual compreendo, retornando às bases da filosofia clássica, essa experiência é, ou está próxima do thaumazein², o espanto, o assombro perante o ser que está na base da vida intelectual de amor à verdade [é seu princípio sempre operante, arkhe], parece-me que, aliás, tudo o que se tendeu a ver como pessimismo no pensamento antigo pode ser um equívoco neste ponto, Marco Aurélio, em suas meditações tidas como pessimistas, realizava ali exercícios filosóficos tradicionais que o mantinham centrado no que percebe ser um sentido, um Logos. Mesmo o ateísmo antigo, e creio que minhas futuras pesquisas me levarão à isso, não deságua no niilismo porque mantinha uma percepção do Logos, uma admiração pelo sentido que se mantinha no thaumazein, que ainda criam possível por sua percepção do real, tão diversa da moderna. O atomismo, o caos, realçava o milagre da existência, mas como proceder dessa forma hoje?
Existe, aqui, uma diferença fundamental. Existem trechos que exaltam a beleza do cosmos na literatura ateísta, acho que devo ter visto um em Carl Sagan, mas hoje temos uma experiência meramente estética sem fundamento metafísico, parece-nos meramente uma brincadeira sem conteúdo que, na hora do aperto dramático, desvanece de nossa consciência, pois seriam meros lampejos ilusórios de uma psique sem sentido possível, a modernidade não consegue reconhecer facilmente nenhum conteúdo objetivo às qualidades, à experiência consciência.
Mas eu erraria se dissesse que a experiência do vazio seja somente uma “projeção”, ela é sim equivocada em minha visão em suas projeções ontológicas sobre um suposto vazio do real, mas têm um fundamento. A experiência humana em sua totalidade vai de acordo com uma perspectiva (surpreendentemente) tomista³, e pode ser apreendida nessa tensão entre a experiência da dependência total e da vacuidade da criatura, ou seja, a experiência do vazio, de um lado, e uma experiência da plenitude do Ser, o thaumazein, do outro. Eis o que temos, o dia e a noite, que cada um se guie na tempestade. É claro, não é que toda a experiência do vazio se baseie na apreensão puramente real, nem que todos as experiências de plenitude sejam puras, podendo existir confusões, influências psicossomáticas diversas. A projeção de Heidegger só seria errada na medida em que fosse uma projeção de uma experiência parcial numa teoria concreta do Ser (na totalidade), ainda que, é desnecessário dizer, não seja fácil tratar do Ser em Heidegger num breve ensaio, e que não pretendo tratar de sua filosofia, mas somente refletir sobre um trecho em sua universalidade. De toda forma….
...Es freue e sich, Wer da atmet im rosigten Licht!
[Regozije-se aquele que aqui em cima respira, na rósea luz!
Schiller, Der Taucher .]”
__________
¹O leitor pode me compreender como um Walter Benjamin sem seu talento, digo, o Benjamin de 1919-1929, que vemos em Wolfam estava mais interessado com temas teológicos, isso é, vejam-me como um Walter Benjamin sem talento e sem interesse no marxismo, ah, se eu encontrasse uma mulher que me aproximasse, qual Benjamin, ao marxismo (falo de Asja Lacis)! Mas casei, a situação existencial passou. Que o connoisseur de Walter Benjamin perdoe meu tom brejeiro.
² Já que estamos falando em Heidegger, em https://filoinfo.net/node/163
"[...] os pensadores gregos, Platão e Aristóteles, chamaram a atenção para o fato de que a filosofia e o filosofar fazem parte de uma dimensão do homem, que designamos dis-posição (no sentido de uma tonalidade afetiva que nos harmoniza e nos convoca por um apelo).
Platão diz (Teeteto, 155 d): mala gar philosophou touto to pathos, to thaumazein, ou gar alle arkhe philosophias he haute. "É verdadeiramente de um filósofo este pathos — o espanto; pois não há outra origem imperante da filosofia que este."
O espanto é, enquanto pathos, a arkhe da filosofia. Devemos compreender, em seu pleno sentido, a palavra grega arkhe. Designa aquilo de onde algo surge. Mas este "de onde" não é deixado para trás no surgir; antes, a arkhe torna-se aquilo que é expresso pelo verbo arkhein, o que impera. O pathos do espanto não está simplesmente no começo da filosofia, como, por exemplo, o lavar das mãos precede a operação do cirurgião. O espanto carrega a filosofia e impera em seu interior.
Aristóteles diz o mesmo (Metafísica, 1, 2, 982 b 12 ss.): dia gar to thaumazein hoi anthropoi kai nyn kai proton erxanto philosophein. "Pelo espanto os homens chegam agora e chegaram antigamente à origem imperante do filosofar" (àquilo de onde nasce o filosofar e que constantemente determina sua marcha).
Seria muito superficial e, sobretudo, uma atitude mental pouco grega se quiséssemos pensar que Platão e Aristóteles apenas constatam que o espanto é a causa do filosofar. Se esta fosse a opinião deles, então diriam: um belo dia os homens se espantaram, a saber, sobre o ente e sobre o fato de ele ser e de que ele seja. Impelidos por este espanto, começaram eles a filosofar. Tão logo a filosofia se pôs em marcha, tornou-se o espanto supérfluo como impulso, desaparecendo por isso. Pôde desaparecer já que fora apenas um estímulo. Entretanto: o espanto é arkhe — ele perpassa qualquer passo da filosofia. O espanto é pathos. Traduzimos habitualmente pathos por paixão, turbilhão afetivo. Mas pathos remonta a paskhein, sofrer, aguentar, suportar, tolerar, deixar-se levar por, deixar-se con-vocar por. E ousado, como sempre em tais casos, traduzir pathos por dis-posição, palavra com que procuramos expressar uma tonalidade de humor que nos harmoniza e nos con-voca por um apelo. Devemos, todavia, ousar esta tradução porque só ela nos impede de representarmos pathos psicologicamente no sentido da modernidade. Somente se compreendermos pathos como dis-posição (dis-position) podemos também caracterizar melhor o thaumazein, o espanto. No espanto detemo-nos (être en arrêt). E como se retrocedêssemos diante do ente pelo fato de ser e de ser assim e não de outra maneira. O espanto também não se esgota neste retroceder diante do ser do ente, mas no próprio ato de retroceder e manter-se em suspenso é ao mesmo tempo atraído e como que fascinado por aquilo diante do que recua. Assim o espanto é a dis-posição na qual e para a qual o ser do ente se abre, O espanto é a dis-posição em meio à qual estava garantida para os filósofos gregos a correspondência ao ser do ente."
³Eis uma tradução do filósofo Josef Pieper feito pelo lendário professor da USP, Jean Lauand:
“O mundo está constituído de tal forma que quem o compreendesse a fundo poderia ser precipitado num abismo de tristeza: o próprio Verbo de Deus feito homem teve de padecer uma morte terrível e infamante. E no fim dos tempos, ocorrerá o domínio universal do mal. Tomás de Aquino ensina que o dom da ciência (que permite conhecer o que é este mundo) corresponde à bem-aventurança: “Bem-aventurados os que choram...”.
Quem pensa nisto (e o ser humano não precisa necessariamente de uma reflexão consciente para aperceber-se dessa realidade) pode muito bem verter lágrimas e cair na mais profunda depressão; depressão que, aliás, não tem porque ser considerada “infundada” ou “sem objeto”, uma vez que a criatura procede do nada. Mas a criatura é também – para além de qualquer medida concebível – tão intensamente mantida na existência pelo Amor de Deus que, quem considera este fundamento e sabe reconhecê-lo, pode facilmente ser invadido pela alegria (também aparentemente “infundada” e efetivamente não causada por nenhum motivo externo próximo e determinado). Uma alegria tão arrebatadora que, pura e simplesmente, extravasa a capacidade de recepção da alma. Como é que fica então o meio-termo, o “normal”? E por que meios é essa normalidade regulada? Talvez pelo estado fisiológico do aparelho hormonal das glândulas ou do sistema nervoso.”
E continua Lauand: “Assim, segundo Tomás, a criatura é dúplice em sua estrutura fundamental: por um lado, participa do Ser (e da verdade, da bondade, da beleza...) de Deus; mas, por outro lado, é treva, enquanto procede do nada. E essa estrutura dúplice projeta-se num apelo contraditório ao homem (também ele criatura...) em seu relacionamento com o mundo: daí a “normalidade” da “psicose maníaco depressiva existencial” ou, como se diz hoje, do transtorno bipolar.”
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2020.11.23 17:02 BlindEyeBill724 A teodiceia e o problema do mal e o sofrimento

A teodiceia e o problema do mal e o sofrimento

Necro recentemente postou uma tradução dessa entrevista com Stephen Fry, o tópico subjacente é aquele que chamamos de teodiceia, a defesa da bondade e perfeição divina quanto ao fato do mal e do sofrimento no mundo, primeiramente preciso agradecer ao Necro pela tradução. Espero que consiga trazer alguma luz sobre a perspectiva cristã a respeito, isso é, segundo meu parco entendimento.
Foi postado originalmente em ->
https://www.reddit.com/ateismo_bcomments/jz7a6stephen_fry_sobre_deus_transcrição_e_tradução_nos/?utm_source=share&utm_medium=web2x&context=3
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Tradução (de Necro):
Entrevistador: Suponha que seja tudo verdade, e você caminha até os Portões Perolados e é confrontado por Deus. O que Stephen Fry diria a ele, a ela ou aquilo?
Stephen Fry: Eu basicamente - isso é teodicee - eu acho que diria; "Câncer ósseo em crianças? Do que se trata? Como você ousa? Como você ousa criar um mundo em que haja tanta miséria que não é nossa culpa? Não é certo, é totalmente, totalmente mal. Por que eu deveria respeitar um caprichoso, mesquinho Deus estúpido e mesquinho que criou um mundo tão cheio de injustiça e dor? É o que eu diria.
Entrevistador: E você acha que você iria entrar?
Stephen Fry: Não, mas eu não gostaria. Eu não gostaria de entrar em seus termos. Eles estão errados. Agora se eu morresse e fosse Plutão, Hades e fossem os 12 deuses gregos, então eu teria mais trabalho porque os gregos eram ..., eles não fingiam não ser humanos em seus apetites, em seus caprichos e em sua irracionalidade. Eles não se apresentavam como sendo oniscientes, sábios, gentis, benéficos. Porque o deus que criou este universo - se foi criado por um deus - é claramente um maníaco, um maníaco absoluto, totalmente egoísta, total. Temos que passar nossa vida de joelhos agradecendo a ele? Que tipo de deus faria isso? Sim, o mundo é muito esplêndido, mas também contém insetos cujo ciclo de vida é para penetrar nos olhos das crianças e torná-las cegas. Eles comem para fora dos olhos. Por quê? Por que você fez isso conosco? Você poderia facilmente ter feito uma criação na qual isso não existisse. Simplesmente não é aceitável.
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Ainda que não consiga fazer por hora uma exposição sistemática da Teodiceia, que é um tema, aliás, muito difícil, não só intelectualmente, mas existencialmente, pois o sofrimento humano merece muito respeito, pondero, porém, o seguinte:
1-Quantos às representações:
1.1- As descrições são simbólicas, servem de facilitador à inteligência, o literalismo não é uma posição aceita e defensável em todos os casos. A vida no post-mortem (os ateus deverão perdoar-me a expressão) é um problema seríssimo, não tanto quanto a sua possibilidade, mas à sua natureza. As expressões simbólicas, portões, cidades, ilhas, são imagens que tentam apreender algo dessa existência, o raciocínio é mais ou menos o seguinte: -As explicações surgem da apreensão de uma unidade subjacente à multiplicidade, isso também servia no plano das qualidades, dos conteúdos da consciência (que são negados por princípio pela cosmovisão moderna-científica como meramente subjetivos, só o quantitativo seria real propriamente, os antigos consideravam o belo e o bom como conteúdos objetivos), ora, logo chegaram à uma intuição de um Princípio, uma unidade última. Isso conjuntamente acontecia com uma apreensão simbólica do real (a inteligência não consegue prosseguir claramente sem o auxílio de imagens), da mesma forma que a luz do Sol ilumina todas as coisas esse Princípio dá inteligibilidade (analogicamente visibilidade) à todo o real (todo o mundo, como Sol faz), o oceano, por exemplo, possui a insinuação do infinito, etc. Ora, são formas de se aproximar imageticamente de uma apreensão confusa que só adquire um desenvolvimento mais claro na filosofia (pensemos primeiramente aqui na filosofia grega), três processos devem ser aplicados para se ganhar inteligibilidade aqui, uma "desantropomorfização" (ou seja, mostrar que o Princípio se diferencia do humano, essa confusão é fácil de se fazer porque o ser humano é bastante peculiar no kosmos), e uma "desimagetização", distanciar o Princípio das formas simbólicas usadas para apreende-lo confusamente, é o método apofático que em Aristóteles se encontra na teoria da abstração e em Platão no método aferético, essa conquista na inteligibilidade do Princípio é incorporado no Cristianismo, por absorção histórica, e pela própria Bíblia, igualmente houve um esclarecimento quanto às consequências lógicas do Princípio, não tenho palavras, criarei uma, "principiação", ficou claro que o Princípio tinha de ser único, é o Uno de Plotino, o Bem de Platão e o Motor Imóvel de Aristóteles (a réplica, o que causou a causa primeira? seria recebida com uma risada por todos esses filósofos), essa tensão politeísmo x monoteísmo estava implícita mesmo dentro de politeísmo, como se vê na própria mitologia grega, com alguns mitos, para não entrar em mitos específicos fiquemos com o fato da Hierarquia do Olimpo e o próprio fato simbólico de existir uma Teogonia, uma história dos surgimento dos deuses, fato que aponta à um Princípio. Ora, a forma literal não pode ser usada, assim, como argumento contra a inteligibilidade do afirmado, pois o que se busca apreender não é uma semelhança literal que as palavras não sejam semelhantes não se significa muito, é claro que haverá variáveis culturais, a questão é que o discurso nunca esgotaria, por definição, o assunto qual se trata, todos estão quase na mesma pindaíba quando o assunto é se tratar do Princípio (claro que isso tudo é absurdo se se parte de prima da cosmovisão moderna, mas isso é tópico de metafísica, por hora, só estou dando uma introdução). A dificuldade de inteligir o Princípio é tema famoso da filosofia, não só antiga, mas moderna (vide algumas reflexões de Wittgenstein), vejam porque, se um mesmo princípio explica os aspectos quantitativos e qualitativos do real, é claro que não pode ser nem completamente quantitativo nem completamente qualitativo. Todo meu intuito aqui é mostrar por onde se vê o quão baixo é o buraco, pois a questão é esta, o "buraco é mais embaixo", os antigos também distinguiam entre intellectus e ratio, a inteligência enquanto articulação discursiva e inteligência enquanto apreensão intuitiva, o moderno acaba pensando muito na ratio, a intuição não é a mesma coisa que a ratio, meio que é a diferença entre “demonstração” e “mostração”. Coisas simples se encontram aqui, por exemplo, árvores sagradas, vacas, a questão é que um simbolismo é aceito como sagrado em determinada comunidade por uma semelhança analógica com o Princípio, dá para se dizer que tudo tem um certo aspecto analógico, é algo que se deriva de uma postura social quanto ao sagrado e sua expressão simbólica, nada aqui de absurdo a não ser, é claro, que se analise a coisa por uma perspectiva completamente diversa da clássica (todas as coisas terem alguma forma de analogia é o que São Tomás de Aquino chamava de Analogia Entis)
1.2- Faço essa crítica das representações porque me parece um pouco de retórica tirar sarro das expressões religiosas, o que não me parece muito produtivo (é claro, os religiosos cometem os mesmos equívocos muitas vezes, não to aqui para dizer quem é concretamente o melhor), por exemplo, falar “e fosse Plutão, Hades e fossem os 12 deuses gregos”, acaba caindo numa confusão que eu penso ter esclarecido um pouco no parágrafo anterior, mas pelo menos é algo mais próximo da verdade, e isso um cristão pode facilmente admitir. Outro equívoco um pouco maior de representação é confundir a ideia de “Deus”, “deuses” com seres imaginários como unicórnios e dragões, ainda que exista algo de analogia sempre possível, pensar em “Deus”, “deuses” como categorias puramente imaginárias é um tanto confuso, a imaginação pura não tem nada a ver com toda essa discussão acerca do Princípio, do simbolismo, etc, nossa consciência tem uma certa “intencionalidade”, o que uma pessoa intenciona ao falar dos deuses não tem nada a ver com a intenção subjacente à uma pessoa que cria imagens arbitrárias em sua mente, claro, nenhum dos dois tem meios de prova empírica de acordo com o método científico, e por tomarem ambos nesse aspecto que partem do pressuposto que são iguais, mas isso é um pressuposto que na cosmovisão clássica soaria muito frágil.
1.3- Outro tópico paralelo é o da complexidade da Bíblia (me parece que isso pode ser levantado) , porque o discurso não é mais claro? Ora, não seria pretensioso crer que a Bíblia tenha que ser um livro escrito segundo uma cosmovisão que só viria a existir mais de mil e quinhentos anos depois? Ela não parece contraditória simplesmente pela perspectiva qual adotamos? A filosofia clássica , por exemplo, tem em seus textos um princípio não de informação, mas de formação da alma (isso foi percebido justamente a partir da percepção das contradições do pensamento clássico), a ideia não era transmitir uma doutrina, mas realizar a elevação do aluno ao bem, a Bíblia não pode um princípio semelhante? Ela tem de ter uma linguagem simples e simbólica, ademais, sua contradições podem ser remetidas à complexidade mesma do Princípio, é claro, muita das alegadas contradições podem ser resolvidas com o uso da razão, pela meditação no Princípio e pela análise do mundo natural (o que não significa necessariamente a análise científica, falo da análise a partir da razão natural, que é basicamente toda inteligência do homem sem necessidade de uma Revelação), o mundo natural é uma espécie de outro livro, pois também escrito analogicamente por Deus. Na própria filosofia grega se vê que muitas vezes é mais o Princípio que se revela do que nós que o alcançamos (penso em Plotino principalmente, mas se vê antes), a ideia não era absurda na cosmovisão clássica justamente pela consciência que tinham disso. É claro, não estou nem arranhando a questão, eu só to dando os primeiros lampejos necessários à inteligibilidade do problema. Ver por exemplo a ideia de “portões perolados” com a ideia bíblica de que ninguém viu o que espera a alma no paraíso, são contraditórios, mas se apreende algo quando se considera a tensão entre simbolismo (portões perolados, algo belo que simboliza a passagem) e ninguém jamais viu (precisão inteligível, pois quebra o vício representacional comum).
2.Quanto à questão mesma, o mal e o sofrimento;
Nunca me estenderia o suficiente nesse tópico, o que eu posso oferecer são lampejos da visão comum somados às minhas próprias perspectivas, fundadas no que eu sei de Teodiceia. Me concentrarei num breve trecho, e devo dizer que esse tópico é bem mais complexo do que o anterior:
“Porque o deus que criou este universo - se foi criado por um deus - é claramente um maníaco, um maníaco absoluto, totalmente egoísta, total. Temos que passar nossa vida de joelhos agradecendo a ele?”
Fry esta, sem dúvida, no caminho certo, esta realizando, quer queira quer não, um esclarecimento, pois reconhece uma contradição na natureza de Deus, está fazendo uma crítica, ainda que errada, a partir de um conceito correto de Deus, Deus se existir tem que ser perfeito, pois é Princípio, mas o mundo não é perfeito, é mal, o criador (na filosofia clássica diriam o demiurgo) deve ser mal, logo, Deus não existe, pois não pode ser perfeito, nem ao menos bom. É verdade que se Deus é um maníaco ele não é Deus, a não ser que estivéssemos num mundo fictício onde tudo esteja invertido, como nas histórias de terror de Lovecraft, os nos desvarios gnósticos. E se o mundo for realmente mal temos um problema. Existem algumas coisas que devem ser ditas:
-O mundo ser perfeito não implica que picanhas assadas deem em árvore, que tenhamos uma vida eterna sem nenhum risco, estaríamos agindo assim como crianças mimadas, e isso seria uma corrupção à nossa própria existência, a situação do mundo atual jamais fez com que os filósofos clássicos deixassem de cantar elogios ao Logos de todo o universo, por que?
-Para que o ser e não o nada, por que o Princípio engendraria o kosmos? É um ato de expansão (digo, é claro, num sentido muito limitado, o discurso Teológico não é a mesma coisa que a Lógica de Theos, que escapa por definição de toda criatura), transbordamento, não é um ato de fechamento egóico (é um ato de amor, eis a analogia suprema de Cristo), se fosse egoísta não teria criado nada, querer um mundo perfeito para nossos desejos é simplesmente realizar um fechamento, na perspectiva cristã e do pensamento clássico o que temos que fazer é abandonar a ilusão de querer que o universo se dobre à nossa vontade (isso não é uma crítica à ciência, não enquanto ela seja um desejo de compreensão autêntico, na modernidade há, de fato, um interesse na dominação, conhecimento é poder, como disse, se não me falha a memória, Francis Bacon). Mas para que abandonar o prazer? Por uma alegria maior que se encontra próxima do Princípio, origem de toda alegria e bem e prazer, para alcançá-la temos que realizar uma espécie de Imitatio Dei, imitação de Deus, do Princípio, em seu transbordamento amoroso. Que prazer e que alegria são esses, são ilusões post-mortem? Promessas vazias? Esse aqui é outro ponto da experiência religiosa, um tópico que eu preferia abordar numa exposição mais avançada, de um lado a experiência é simbólica-lógica (por simbolismo e aproximação noética do Princípio) por outra ela é de certa forma unitiva e extática, essa experiência é como se fosse uma “amostra”, mas ela não se insere nas experiências tidas como válidas nos experimentos científicos. Por exemplo, da mesma forma que o avanço e a comprovação de alguns aspectos da física quântica exigem laboratórios milionários, que realizam experiências de ponta e conhecimentos matemáticos avançados por parte dos físicos para serem interpretadas, existem experiências espirituais extraordinárias, que se dão em situações extraordinárias (p.ex, em mosteiros, com santos, etc), da mesma forma é construída uma relação de confiança com os dados obtidos pelos laboratórios e pelos membros dessa tradição (o físico quântico se aproxima da verdade da matéria, o místico do Princípio, de forma que a comum das pessoas não conseguem alcançar), relação de confiança entre esses membros e demais pessoas que assentem à essas tradições, nestes termos sociológicos-analógicos, são o mesmo, mas nem toda experiência desse tipo se dá numa “elite espiritual”, existem experiências extáticas em situações extremamente prosaicas, elas estão muito próximos das experiências estéticas (da arte), mas esse tópico é muito complexo.
-Então, da mesma forma que crianças mimadas acabam se tornando pessoas infelizes e superficiais, um mundo sem sofrimento nos levaria à superficialidade e ao desespero (aqui podemos pensar na narrativa simbólica do Éden, podem querer conversar sobre a árvore do conhecimento, mas por hora escapa ao tópico). O sofrimento não é, igualmente, a mesma coisa que desespero, que não raro está vinculado ao fechamento da consciência à um sentido que ultrapassa toda nossa miséria, Viktor Frankl, criador da logoterapia, teve grande parte de seu insight quando se tornou prisioneiro num campo de concentração alemão, ele se perguntou o por que algumas pessoas ficavam depressivas enquanto outras permaneciam sãs e, em certa medida, eram felizes? Elas encontraram um sentido (a logoterapia enfoca a questão do sentido e sua relação com a psiquê). O sofrimento serve para ser aliviado, pela Imitatio Dei e o sofrimento em nós mesmos tem um sentido também espiritual. Isso tem tantas analogias e semelhanças com a cosmovisão clássica que eu me estenderia demais se as deslindasse.
-Agora, o sentido espiritual do sofrimento não significa que devemos chicotear nossas costas e que eu to dizendo que compreendo o porque crianças nascem mortas e tanta desgraça há no mundo! Longe disso. Agora, se sabemos que a morte e essas coisas são um mal deve-se ao fato de que reconhecemos pela própria inteligência que a existência é um bem, é daí que se dá o próprio absurdo de sua perda, sem isso a apreensão do que dizemos se torna ela mesma absurda. Obviamente não sou um otimista num sentido ingênuo como satirizou Voltaire na famosa sátira (Cândido), o que possuo é uma espécie de otimismo ontológico, a aceitação do argumento pressupõe uma distinção entre nossa experiência psicológica e a estrutura do real, e que deve existir, por ser bom, um esforço consciente de adaptação da realidade psicológica à realidade mesma.
-E aqui repetirei uma reflexão que compartilhei anteriormente e ecoa a posição clássica sobre a prioridade ontológica do bem sobre o mal. Se só pode o mal existir como sombra de um bem, de forma que só podemos sentir fome pelo fato primeiro de termos o bem maior de existirmos e termos, primeiramente, uma barriga, devemos dizer mais, com Dickens, que “a dor de partir não é nada em comparação com a alegria do reencontro”, que a dor da fome é infinitamente menor do que o prazer de comer, que a própria morte pertence à dialética de nosso encontro conosco, que a própria privação não existe per se. O que devemos admitir, então, é uma terrível verdade, a que o próprio sofrimento é não tanto uma ausência da felicidade, mas é a própria felicidade de existir, e que somos nós que não compreendemos o verdadeiro significado da felicidade intrínseca à toda existência qual incluí, em si mesma, o que convencionamos chamar de sofrimento. Dizer que a vida é sofrimento seria o mesmo que dizer que quando jogamos um feixe de sombras criamos a luz por consequência. Tudo que se vê no fim é a própria luz. Se o abismo parecesse estender-se ao infinito, ainda assim seria a gotícula de luz que traria a ele visibilidade , e sobre ela jamais o veríamos triunfar.
-A justiça desse mundo depende do post-mortem, da questão da imortalidade da alma que, para os antigos e os cristão, é algo que se intui, ainda que confusamente, da seguinte forma, a ordem no kosmos é imaterial, pode-se pensar nas leis da natureza, como a compreenderíamos se não tivéssemos uma parte imaterial? Não é absurdo crer que perdure tendo em vista a duração dos fenômenos naturais. É claro, longe de mim discutir isso agora, e nem estou argumentando, estou citando um ponto en passant.
Por fim, dizer “temos que passar nossa vida de joelhos agradecendo a ele?” é realmente absurdo, tendo-se em vista que ele é o Principio por detrás do andar das próprias pernas. Próprio Princípio da inteligibilidade e da criatura mesma que, intelectual, espanta-se com o mal e busca remediar as moléstias deste mundo.

É isso, qualquer consideração, opinião, acréscimo, correção, é só mandar. Abraços a todos.
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2020.11.20 15:15 BlindEyeBill724 Praeambula Fidei, artigo do Prof.Edward Feser

Praeambula Fidei, artigo do Prof.Edward Feser


Segue a tradução do artigo do Prof.Edward Feser em torno do Praeambula Fidei (por que isso é importante à apologética cristã, ver o post introdutório deste subrredit¹), encontrado originalmente em → http://edwardfeser.blogspot.com/2012/01/point-of-contact.html, com alguns outras traduções contextuais para que o leitor tenha acesso facilitado. Também realizarei alguns comentários quando julgar pertinente, espero que aproveitem algo (os comentários seram precedidos de CT, comentário do tradutor).
PONTO DE CONTATO
Bruce Charlton identifica seis problemas para os apologistas cristãos modernos² e propõe uma solução. Suas observações são todas interessantes, mas eu quero me concentrar no primeiro e mais fundamental dos problemas que ele identifica, que é que o conhecimento metafísico e moral que mesmo os pagãos tinham no mundo antigo não pode mais ser tomado por certo:
O cristianismo é um salto muito maior da modernidade secular do que do paganismo. O cristianismo parecia a conclusão do paganismo - um ou dois passos adiante na mesma direção e construindo sobre o que já estava lá (na cosmovisão clássica, CT): as almas e sua sobrevivência além da morte, a natureza intrínseca do pecado, as atividades de poderes invisíveis e assim por diante. Com os modernos, não há nada sobre o que construir (exceto talvez memórias de infância ou realidades alternativas vislumbradas através da arte e da literatura).
Desse problema seguem-se muitos outros, continua Bruce:
O Cristianismo moderno, conforme experimentado pelos convertidos, tende a ser incompleto - precisamente porque o Cristianismo moderno não tem nada sobre o que construir. Isso significa que o Cristianismo incompleto moderno carece de poder explicativo, parece ter pouco ou nada a dizer sobre o que parecem ser os principais problemas da vida. Por exemplo, o Cristianismo moderno parece não ter nada a ver com política, direito, arte, filosofia ou ciência; habitar um reino minúsculo e cada vez menor, isolado das preocupações diárias. O cristianismo moderno frequentemente exclui milagres; pecado original; o nascimento virginal, a encarnação e a natureza dual de Cristo; A morte, ressurreição e expiação de Cristo; a Santa Trindade; anjos, demônios e guerra espiritual invisível e assim por diante - mas sem esses e outros elementos, o cristianismo não se mantém unido nem satisfaz o anseio humano.
E
O Cristianismo moderno muitas vezes parece superficial - parece confiar demais no ditame das Escrituras e da Igreja - isso porque os modernos carecem de uma base nas percepções espontâneas da Lei Natural, do animismo, do senso de poder sobrenatural ativo na vida cotidiana. O Cristianismo moderno (após a primeira onda de experiência de conversão), portanto, parece seco, abstrato, legalista, proibitivo, não envolvente, sem propósito.
Como se costuma dizer, leia tudo. Acredito que haja muita verdade no que Bruce tem a dizer. Para ter certeza, nem por um momento penso (e presumo que Bruce não pense) que o Cristianismo realmente é "superficial", "incompleto", "seco", "sem propósito", desprovido de “Poder explicativo”, com “nada para construir” por meio de um terreno comum com a modernidade secular, etc. Muito pelo contrário. Mas concordo que pode parecer assim para muitas pessoas modernas. (Parecia mais ou menos assim para mim em meus dias ateus, antes de descobrir o que o Cristianismo, e em particular o Catolicismo, realmente disse - isto é, o que seus maiores representantes realmente sustentaram historicamente, em contraste com as distorções do cristianismo, seja liberal ou fundamentalista, que o substituiu em grande parte da opinião pública.)
O problema, em parte, é de circunstâncias históricas e culturais. Veja um exemplo simples, a descrição cristã de Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Para as pessoas modernas, esse tipo de conversa pode soar insuportavelmente piegas; na verdade, às vezes acho isso insuportavelmente piegas, a menos que o contexto seja capaz de neutralizar as terríveis associações culturais que passaram a cercá-lo. Portanto, se estou ouvindo uma referência a Jesus como Senhor ou Salvador no contexto da Missa (seja a forma extraordinária ou a forma ordinária celebrada de forma digna), isso não me incomoda de forma alguma; mas se o ouço proferido por um televangelista, sinto (talvez como um Dawkins ou um Hitchens sentiriam) uma necessidade irresistível de mudar de canal.
Pense, porém, nas associações que uma palavra como “Senhor” teria para alguém no mundo antigo ou medieval - faria lembrar um imperador ou um aristocrata. Pense no que "Salvador" significaria em um contexto cultural onde antigas comunidades locais estavam sendo engolidas por impérios implacáveis ​​e aparentemente invencíveis, e onde sistemas morais rigoristas como o estoicismo e o neoplatonismo competiam pela lealdade da intelligentsia - isto é, digamos, onde as pessoas tiveram uma sensação contínua de estarem em perigo físico real e de fracasso moral pessoal contínuo. Uma descrição de Jesus de Nazaré como "Senhor" e "Salvador" teria o reverso das conotações sentimentais e efeminadas que os secularistas ouvem agora - pode trazer à mente um Constantino severo cavalgando para o resgate a cavalo, digamos, em vez de um Mister Rogers com cabelo comprido e sandálias, pronto com um sorriso e um Band Aid para nossa estupidez espiritual.
Combine a política igualitária, a moral fácil e a riqueza relativa e a estabilidade social das últimas décadas, e poucas pessoas no mundo secular moderno estão procurando por um Senhor ou Salvador no sentido que os antigos e medievais teriam entendido. Adicione a isso o fato de que "Jesus é o Senhor!" tornou-se a expressão de uma religiosidade emocional e terapêutica veiculada por meio de camisetas, adesivos de para-choque e música ruim produzidos em massa, e toda a ideia é destinada ao secularista moderno a parecer ininteligível e repulsivamente cafona. (Raspe um Novo Ateu e você frequentemente descobrirá que este é o tipo de coisa contra a qual ele está reagindo, e tudo o que ele conhece do Cristianismo.)
Então, isso é parte do problema. Mas isso pode ser remediado se os proponentes de uma forma de cristianismo muscular e intelectualmente rigorosa - ou seja, do cristianismo simpliciter, como existiu historicamente - redescobrirem sua herança ancestral. Com isso, eles redescobrirão também a herança do mundo pagão e encontrarão nela os recursos para se comunicarem com o homem moderno, na verdade com qualquer homem. Os aristotélicos e os neoplatônicos sabiam que Deus existe, sabiam que o homem não é uma criatura puramente material, sabiam que o bom e o mau são características objetivas do mundo e que a razão nos direciona a buscar o bem. Eles sabiam dessas coisas através de argumentos filosóficos que não perderam nada de sua força, argumentos que foram recolhidos e refinados por pensadores cristãos e que informaram a grande tradição escolástica.
Como o Papa Leão XIII expressou belamente em Aeterni Patris, os tesouros intelectuais dos pagãos são como os vasos de ouro e prata que os israelitas tiraram do Egito, prontos para serem empregados a serviço da verdadeira religião. Assim, a Escolástica, cujo renascimento esta encíclica promoveu, felizmente, adotou tudo o que era de valor no pensamento de gregos e romanos, judeus e árabes. Com filosofia como com arte, literatura e arquitetura, se você quiser aprender o que os maiores não-cristãos têm a oferecer, venha para a Igreja, que o absorve e protege - honrando nossa natureza divinamente dada e seus produtos, mesmo enquanto ela cria eles mais elevados pela graça. Ela lembra ao homem o que ele já sabe, ou pode saber, por meio de seus próprios poderes, antes de revelar a ele verdades que ele não poderia chegar por conta própria. Ela fala com ele em sua própria língua - a linguagem da teologia natural e da lei natural, que são, em princípio, acessíveis a todos, e não têm prazo de validade. Até os secularistas modernos conhecem essa linguagem, pois não são menos humanos do que seus ancestrais pagãos. O problema é que eles falam isso apenas no nível de escola primária ou mesmo no jardim de infância, enquanto o maior dos antigos pelo menos tinha proficiência relativa ao ensino médio. Mas, por meio da educação, eles, como os antigos pagãos, podem ser preparados para o trabalho de pós-graduação proporcionado pela revelação divina.
Esta é, obviamente, a ideia do que Tomás de Aquino chamou de praeambula fidei - os preâmbulos da fé, pelos quais a filosofia abre a porta para a revelação (onde a fé e a revelação, tenha em mente, corretamente entendidas, não são de forma alguma contrária à razão, mas um desenvolvimento - expliquei como na primeira metade de um post anterior³). Mas isso nos leva a outro problema. Como o fariseu que despreza a piedade e virtude sincera do samaritano, alguns cristãos desprezam a teologia natural e a lei natural como ímpias ou pelo menos questionáveis. Eles desprezam a natureza humana e, com ela, qualquer compreensão não-cristã de Deus e da moralidade, como algo totalmente corrupto e sem valor; ou eles estão dispostos, pelo menos verbalmente, a afirmar essa natureza, mas apenas se ela for efetivamente absorvida na ordem da graça, como o monofisista que está disposto a reconhecer a natureza humana de Cristo apenas se primeiro ela for completamente divinizada. Na primeira tendência, somente a fé e as Escrituras devem ser suficientes para trazer alguém ao Cristianismo, os preâmbulos que se danem. Sobre este último, a natureza humana é concebida de uma forma que (para tomar emprestado uma frase do Papa Pio XII) ameaça "destruir a gratuidade da ordem sobrenatural" ao elevar o natural ao sobrenatural, tratando de fato a teologia natural e a lei natural como se apenas o cristão pudesse entendê-los corretamente. Em ambos os casos, o cristianismo pode vir a parecer uma questão de mero diktat (como diz Bruce Charlton) - fideísta, inacessível e irrelevante para o mundo dos não crentes.
A primeira tendência, obviamente, está associada a Lutero e Calvino, embora seja justo reconhecer que há protestantes que resistiram a ela. Ao mesmo tempo, sua própria resistência é frequentemente resistida por seus correligionários, como é ilustrado por uma famosa disputa entre os teólogos protestantes do século 20 Emil Brunner e Karl Barth. Brunner argumentou que a teologia natural representa um "ponto de contato" entre a natureza humana e a revelação divina, pelo qual a primeira pode ser capaz de receber a última (embora mesmo Brunner qualifique sua noção de "teologia natural", para que não implique a certeza da existência de Deus apenas pela razão natural como é afirmado pelo catolicismo). Barth respondeu com raiva (em uma obra com o título conciso "Não!"), Rejeitando qualquer sugestão de que a natureza humana contribui com algo para o "encontro" entre Deus e o homem e argumentando que qualquer "ponto de contato" necessário foi ele próprio fornecido pela revelação, em vez do que a natureza humana. Isso é um pouco como dizer que a bola de bilhar A bate na bola de bilhar B ao atingir, não a superfície de B, mas uma superfície fornecida por A. Se for inteligível, isso apenas empurra o problema para trás: Como a superfície fornecida por A em si tem alguma eficácia vis-à-vis B? E como o “ponto de contato” fornecido pela própria revelação faz qualquer contato com a natureza humana?
Também é justo apontar que alguns pensadores católicos modernos têm opiniões que pelo menos flertam com a segunda tendência que descrevi acima - embora em parte sob a influência de Barth. Hans Urs von Balthasar procurou encontrar Barth no meio do caminho, rejeitando a concepção do estado natural do homem desenvolvida dentro da tradição tomista e central para a Neo-Escolástica promovida por Aeterni Patris de Leo (uma concepção que eu descrevi em um post recente sobre o pecado original). Nessa visão tradicional, o objetivo natural dos seres humanos é conhecer a Deus, mas apenas de uma forma limitada. O conhecimento íntimo e “face a face” da natureza divina que constitui a visão beatífica é algo a que não estamos destinados por natureza, mas é um dom inteiramente sobrenatural que se tornou disponível a nós somente por meio de Cristo. No lugar dessa doutrina, Balthasar colocou o ensino de seu colega proponente da Nouvelle Théologie Henri de Lubac, que sustentava que esse fim sobrenatural é algo para o qual somos ordenados pela natureza. Se é mesmo coerente afirmar que um dom sobrenatural pode ser nosso fim natural, e se o ensinamento de Lubac pode, em última análise, ser reconciliado com a doutrina católica tradicional da "gratuidade da ordem sobrenatural" reafirmada por Pio XII, há várias décadas tem sido assunto de feroz controvérsia. Mas a implicação aparente (mesmo que não intencional) da posição defendida por de Lubac e Balthasar é que não existe uma natureza humana inteligível à parte da graça e à parte da revelação cristã. E, nesse caso, é difícil ver como poderia haver uma teologia natural e uma lei natural inteligível para alguém ainda não convencido da verdade dessa revelação.
Relacionado a isso está a tendência de Etienne Gilson de tirar a ênfase do núcleo aristotélico do sistema de Tomás de Aquino e apresentá-lo como uma "filosofia cristã" distintiva. Como Ralph McInerny argumentou em Praeambula Fidei: Thomism and the God of the Philosophers, a posição de Gilson, como a de Lubac, ameaça minar a visão tradicional tomista de que a filosofia deve ser claramente distinguida da teologia e pode chegar ao conhecimento de Deus à parte da revelação. Essas visões, portanto, “involuntariamente [corroem] a noção de praeambula fidei” e “nos conduzem por caminhos que terminam em algo semelhante ao fideísmo” (p. Ix).
O livro de McInerny, junto com outras obras recentes como O Desejo Natural de Ver Deus de Lawrence Feingold de acordo com São Tomás de Aquino e Seus Intérpretes e Natura Pura de Steven A. Long, marcam uma recuperação há muito esperada dentro do pensamento católico convencional de uma compreensão da natureza e graça que já foi moeda comum, e à parte da qual a possibilidade da teologia natural e da lei natural não pode ser adequadamente compreendida. Nem, eu diria, outras questões cruciais podem ser apropriadamente entendidas à parte dele (como o pecado original, como argumento na postagem vinculada acima). A confusão entre o natural e o sobrenatural também pode estar por trás de uma tendência em alguns escritos católicos contemporâneos de enfatizar exageradamente os aspectos distintamente teológicos de algumas questões morais. Por exemplo, uma exposição da moralidade sexual tradicional que apela principalmente ao Livro do Gênesis, a analogia do amor de Cristo pela Igreja ou a relação entre as Pessoas da Trindade pode parecer mais profunda do que um apelo (digamos) ao fim natural de nossas faculdades sexuais. Mas o resultado de tal ênfase teológica desequilibrada é que para o não crente, a moralidade católica pode (novamente para usar as palavras de Bruce Charlton) falsamente "parecer confiar somente no ditame da Escritura e da Igreja" e, portanto, apelar apenas para o relativamente "minúsculo e encolhido reino” daqueles dispostos a aceitar tal afirmações. Não conseguirá explicar adequadamente àqueles que ainda não aceitam os pressupostos bíblicos da "teologia do corpo" do Papa João Paulo II ou de uma "teologia da aliança da sexualidade humana", apesar de seus méritos, exatamente como o ensino católico é racionalmente fundamentado na natureza humana, em vez do comando divino ou eclesiástico arbitrário. A graça não substitui a natureza, mas a aperfeiçoa; e um relato que enfatiza fortemente o primeiro sobre o último está fadado a parecer infundado.
O próprio falecido percebeu isso, quer todos os seus expositores o façam ou não. Em Memória e Identidade, ele diz:
Se quisermos falar racionalmente sobre o bem e o mal, devemos retornar a Santo Tomás de Aquino, ou seja, à filosofia do ser [ou seja, à metafísica tradicional]. Com o método fenomenológico, por exemplo, podemos estudar experiências de moralidade, religião, ou simplesmente o que é ser humano, e tirar delas um enriquecimento significativo de nosso conhecimento. Porém, não devemos esquecer que todas essas análises pressupõem implicitamente a realidade do Ser Absoluto e também a realidade do ser humano, ou seja, ser uma criatura. Se não partirmos dessas pressuposições “realistas”, acabamos no vácuo. (p. 12)
E no capítulo V da Fides et Ratio ele advertiu:
“Há também sinais [hoje] de um ressurgimento do fideísmo, que não reconhece a importância do conhecimento racional e do discurso filosófico para a compreensão da fé, na verdade, para a própria possibilidade de crença em Deus. Um sintoma atualmente difundido dessa tendência fideística é um “biblicismo” que tende a fazer da leitura e exegese da Sagrada Escritura o único critério de verdade
Outros modos de fideísmo latente aparecem na escassa consideração concedida à teologia especulativa, e em desdém pela filosofia clássica da qual os termos da compreensão da fé e da formulação real do dogma foram extraídos. Meu venerado Predecessor, o Papa Pio XII, advertiu contra esse descaso com a tradição filosófica e contra o abandono da terminologia tradicional.”
E o Catecismo promulgado pelo Papa João Paulo II, citando Pio XII, afirmava que:
A razão humana é, estritamente falando, verdadeiramente capaz por seu próprio poder natural e luz de alcançar um conhecimento verdadeiro e certo do único Deus pessoal, que zela e controla o mundo por sua providência, e da lei natural escrita em nossos corações pelo Criador. (par. 37)
Há uma razão pela qual o primeiro Concílio Vaticano, embora insistindo que a revelação divina nos ensina coisas que não podem ser conhecidas apenas pela razão natural, também ensinou que:
A mesma Santa Mãe Igreja sustenta e ensina que Deus, a fonte e o fim de todas as coisas, pode ser conhecido com certeza a partir da consideração das coisas criadas, pelo poder natural da razão humana.
E
Não só a fé e a razão nunca podem estar em conflito uma com a outra, mas elas se apoiam mutuamente, pois por um lado a razão justa estabeleceu os fundamentos da fé e, iluminada por sua luz, desenvolve a ciência das coisas divinas ...
E
Se alguém disser que o único, verdadeiro Deus, nosso criador e Senhor, não pode ser conhecido com certeza das coisas que foram feitas, pela luz natural da razão humana: seja anátema.
E
Se alguém disser que a revelação divina não pode se tornar crível por sinais externos e que, portanto, os homens e as mulheres devem ser movidos à fé apenas pela experiência interna ou inspiração privada de cada um: que seja anátema.
E
Se alguém disser ... que os milagres nunca podem ser conhecidos com certeza, nem a origem divina da religião cristã pode ser provada deles: que seja anátema.
O objetivo de tais anátemas não é resolver por decreto a questão de se Deus existe ou se os milagres realmente ocorreram; obviamente, um cético ficará comovido, se for o caso, apenas por receber argumentos reais para essas afirmações, não pela mera insistência de que existem tais argumentos. Os anátemas são dirigidos ao cristão subjetivista e fideísta que rejeitaria a exigência do ateu de que a fé fosse dada uma defesa objetiva e racional e que, assim, faz do Cristianismo motivo de chacota. Pregar o cristianismo aos céticos sem primeiro definir o praeambula fidei, e depois reclamar quando eles não o aceitam, é como gritar em inglês com alguém que só fala chinês e, em seguida, descartá-lo como um tolo quando ele não o entende. Em ambos os casos, embora certamente haja um tolo na foto, não é o ouvinte.
________________________
¹- Em https://www.reddit.com/ApologeticaCrista/comments/jx3m63/uma_breve_introdu%C3%A7%C3%A3o_pessoal_%C3%A0_apolog%C3%A9tica_crist%C3%A3/
²- Os pontos de Bruce Charlton quais o Prof.Edward Feser se refere, e quais não cita em seu artigo são os seguintes:
  1. A ausência de judaísmo
O Cristianismo moderno tem que passar sem os séculos de tradição judaica desenvolvendo uma compreensão da natureza de Deus, os profetas e suas profecias, a vida devocional dos Salmos etc; mas os cristãos modernos têm que descobrir tudo isso do zero e por si próprios, e muitas vezes não conseguem.
  1. Confusão
A vida moderna é hedônica, distraída - frequentemente drogada. Consequentemente, as pessoas muitas vezes não sabem ao certo a natureza da vida. Além disso, nas últimas décadas, a cultura dominante tem sido ativamente contra o Bem. A arte moderna é anti-beleza, as filosofias modernas são anti-verdade, a moralidade moderna é uma inversão do Direito Natural. A propaganda (implícita e explícita) inculca que os ideais espontâneos dos humanos (religião nativa, diferenças sexuais, família, nação, lealdade, coragem) estão errados. Em suma, os modernos estão profundamente (deliberadamente) confusos sobre questões profundas. Portanto, os apologistas cristãos modernos têm que explicar a condição humana, a natureza básica da vida; antes de explicar como o cristianismo é a resposta.
  1. Inoculação anticristã
A cultura dominante agora se inocula especificamente contra o Cristianismo e os pré-requisitos do Cristianismo. Ele fornece argumentos prontos, fundamentados no hedonismo materialista moderno, para serem usados ​​contra todas as evidências ou etapas de argumentação que possam levar ao Cristianismo, se rigorosamente seguidas. A apologética cristã não pode avançar um passo sem eliciar esses slogans, e a impaciência moderna, a distração e um curto espaço de atenção fazem o resto. Que esses argumentos materialistas hedônicos sejam circulares, incoerentes e infundados é irrelevante na prática; porque eles efetivamente bloqueiam o desenvolvimento de uma metafísica alternativa da qual sua invalidade seria aparente.
3- http://edwardfeser.blogspot.com/2011/09/modern-biology-and-original-sin-part-ii.html
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2020.11.20 13:12 darkstep1312 seguidores cultistas loucos de Hiram Abiff brasileiros

Brasil:

Padre Antonio Diogo Feijó – sacerdote paulistano. Lutou pela Independência. Foi deputado e ministro da Justiça.
Lamartine de Azeredo Babo – músico carioca. Um dos mais completos compositores brasileiros.
Rui Barbosa – jurisconsulto baiano. Assombrou o mundo em Haya, na Holanda, ganhando o apelido de “Águia de Haya”. É considerado o maior jurista do Brasil.
Antonio Castilho de Alcântara Machado D’Oliveira – Advogado e Jornalista paulistano. Foi um dos mais importantes e originais representantes do movimento modernista brasileiro.
Victor Brecheret – escultor paulistano. Fundador da escola modernista e autor do Monumento às Bandeiras, localizado no Ibirapuera.
Lauro Severiano Müller – Militar e estadista catarinense, da cidade de Itajaí. Elaborou as leis de construção e funcionamento dos portos. Ajudou muito na ampliação das estradas de ferro.
Menotti Del Picchia – Poeta, jornalista, romancista, contista, cronista e ensaísta paulistano. Um dos arautos do Movimento da Semana de Arte Moderna, em 1922.
Joaquim Saldanha Marinho – político pernambucano. Deputado, senador e governador de São Paulo e Minas Gerais.
Antônio Carlos Gomes – compositor campineiro. O maior compositor clássico brasileiro. Autor da Ópera “O Guarani”.
Quintino Ferreira de Sousa Bocaiúva – político fluminense. Propagandista republicano, foi redator dos primeiros decretos da república.
Alfredo da Rocha Vianna Filho – “O Pixinguinha” – compositor carioca. É considerado o Pai da Música Popular Brasileira. “Carinhoso” é o seu mais expressivo sucesso.
José Joaquim de Andrade Neves / Barão do Triunfo – Militar de Rio Pardo, no Rio Grande do Sul. Um exemplo de soldado militar.
Luiz Gonzaga – Músico, compositor e cantor pernambucano. Um dos grandes nomes da música popular brasileira, é considerado do “Rei do Baião”.
Joaquim Gonçalves Lêdo – jornalista carioca. Prócer da República e redator do manifesto de fevereiro de 1832. Vetor da fundação do Grande Oriente do Brasil.
Oscar Lorenzo Jacinto de La Inmaculada Concepción Teresa Diaz – “O Oscarito”– considerado um dos maiores comediantes do cinema brasileiro.
Francisco Glicério de Cerqueira Leite – Jornalista e político da cidade de Campinas (SP). Um dos artífices da Campanha Republicana. Foi vereador, deputado e senador. Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil.
Manoel Deodoro da Fonseca – Militar e político da cidade de Alagoas (hoje Deodoro) (AL). Proclamou a República do Brasil, sendo seu primeiro presidente.
Júlio Cesar Ferreira de Mesquita – Jornalista, advogado, escritor e político da cidade de Campinas (SP). Foi diretor e proprietário do jornal O Estado de São Paulo. Deputado e senador, Júlio de Mesquita foi um dos mais brilhantes jornalistas do Brasil.
Nilo Procópio Peçanha – Advogado e político da cidade de Campos (RJ). Um dos mais ardorosos defensores da Campanha Republicana e da Abolição da Escravatura. Foi deputado, ministro de Estado, vice-presidente e presidente da República. Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil.
Prudente José de Moraes Barros – Advogado, literato e político da cidade de Itu (SP). Foi deputado provincial, senador, governador do Estado e primeiro presidente civil do Brasil. É considerado um dos homens públicos mais honestos e patrióticos de nossa história.
Francisco Rangel Pestana – Jornalista, advogado e político da cidade de Iguaçu (RJ). Fundador de vários jornais, entre eles, “A Província de São Paulo” que se tornaria “O Estado de São Paulo”. Foi deputado provincial, senador, vice-presidente do Estado do Rio de Janeiro e governador do Estado de São Paulo, no triunvirato após a Proclamação da República.
Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon – Dom Pedro I –Príncipe Regente, nascido no Palácio de Queluz, nos arredores da cidade de Lisboa. Foi o primeiro imperador do país. Proclamou a Independência do Brasil, no dia 7 de setembro de 1822. Em 1824, outorga a primeira Constituição brasileira.
Mario Marinho de Carvalho Behring – Engenheiro e jornalista da cidade de Ponte Nova (MG). É o fundador das Grandes Lojas Brasileiras.
Francisco Jê de Acayaba Montezuma/ Visconde de Jequitinhonha – Advogado e político da cidade de Salvador (BA). Um dos precursores do abolicionismo, foi deputado, conselheiro de estado e senador. Foi um dos fundadores do Instituto da Ordem dos Advogados Brasileiros. É fundador do Supremo Conselho do Grau 33o. do Rito Escocês Antigo e Aceito.
Octávio Kelly – Advogado, jornalista, político e professor da cidade de Niterói (RJ). Foi deputado estadual, juiz federal, membro do T.R.E. do Rio e membro do Supremo Tribunal Federal. Grande inteligência e cultura. Foi Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil.
Francisco Rorato – Contabilista, nasceu na cidade de Guaxima, município de Conquista (MG). Apaixonado pelo jornalismo, fundou vários jornais e a Editora Jornalística A Verdade. Idealizador e construtor do Templo Maçônico da Grande Loja. Foi Grão-Mestre da GLESP. É considerado um dos maiores vultos da história da maçonaria.
Júlio de Mesquita Filho – Jornalista e advogado da cidade de São Paulo (SP). Foi diretor do jornal O Estado de S. Paulo. Fundador do Jornal da Tarde e Rádio Eldorado. Coordenador e maior líder civil do Movimento Constitucionalista de 1932.
Jânio da Silva Quadros – Professor, advogado e político da cidade de Campo Grande (MTS). Foi vereador, deputado, prefeito, governador e presidente da República. Orador carismático e político de profunda erudição.
Hervê Cordovil – Músico, compositor e maestro da cidade de Viçosa (MG). No Rio de Janeiro estudou piano e fez músicas com grandes compositores, como Noel Rosa, Lamartine Babo, Adoniram Barbosa e Luiz Gonzaga. É considerado um gênio da música popular brasileira.
Alfredo D’Escragnole Taunay/ Visconde de Taunay – Militar, escritor e político da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Foi governador dos estados de Santa Catarina e Paraná. Dedicou-se à crítica literária, música e pintura. “Retirada da Laguna” e “Inocência”, são suas principais obras. Foi membro fundador da Academia Brasileira de Letras.
Venceslau Bras Pereira Gomes – Advogado e político da cidade de Brasópolis (MG). Foi vereador, deputado, governador do Estado de Minas Gerais e presidente da república.
Cesário Nazianzeno de Azevedo Mota e Magalhães Júnior – Médico higienista e político da cidade de Porto Feliz (SP). Fundador da Escola Politécnica e da Escola de Farmácia de São Paulo. Lançou as bases da Escola Agrícola de Piracicaba. Executou o saneamento do Porto de Santos. Combateu a cólera, varíola e extinguiu a febre amarela.
Hypólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça – Jornalista e advogado da cidade de Colônia do Sacramento (República Oriental do Uruguai). Fundador do 1o. órgão da imprensa brasileira, “Correio Brasiliense”. Prócer da Independência do Brasil, é considerado o Pai da Imprensa Brasileira.
Adhemar Pereira de Barros – Médico e político da cidade de Piracicaba (SP). Foi prefeito e governador de São Paulo. São destaques de sua administração as áreas de Saúde Pública, Educação e Energia.
Floriano Vieira Peixoto – Militar e político da cidade de Ipióca (AL). Consolidou a República Brasileira. Foi presidente em substituição a Deodoro da Fonseca. Em seu governo, enfrentou muitas revoltas com firmeza e energia, recebendo por isso, o apelido de “Marechal de Ferro”.
José Lopes da Silva Trovão – Patriota da Ilha de Gipóia/Angra dos Reis (RJ). Um dos maiores propagandistas do Movimento Republicano. Um verdadeiro paladino da liberdade.
Nicola Aslan – Historiador nascido na Ilha de Chio – Grécia. Fez do Brasil o país do seu coração. Autor de grandes obras maçônicas, é membro fundador da Academia Maçônica de Letras.
Eleazar Segundo Afonso de Carvalho – Regente, compositor e instrumentista da cidade de Iguatu (CE). Autor da ópera “Descobrimento do Brasil”. Primeiro brasileiro a reger a Sinfônica de Boston. Regeu as Filarmônicas de Berlim e Viena. Primeiro regente da Sinfônica do Estado e criador do Festival de Inverno de Campos do Jordão.
Pedro Manuel de Toledo – Político, advogado e jornalista da cidade de São Paulo – São Paulo. Foi ministro da Agricultura, embaixador em Roma, Madri e Buenos Aires. Interventor de São Paulo e líder civil da Revolução Constitucionalista de 1932. Foi Grão-Mestre do Grande Oriente entre 1908 e 1913.
Cônego Januário da Cunha Barbosa – Jornalista, orador sacro, poeta, biógrafo e político da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Prócer da Independência do Brasil, lutou muito para sua emancipação.
George Savalla Gomes/ O Carequinha – Compositor, cantor e artista circense da cidade de Rio Bonito (RJ). Formou com Fred Vilar, a mais notável dupla de palhaços.
Alcindo Guanabara – Jornalista e político da cidade de Guapimirim – Magé (RJ). Membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Trabalhou em diversos jornais do país, participando ativamente do Movimento Republicano. Foi deputado pelo Rio de Janeiro. Fundador do jornal A Tribuna. É considerado um dos maiores jornalistas brasileiros.
Rafael Gióia Martins Júnior – Professor, advogado, jornalista, publicitário, poeta e político da cidade de Campinas (SP). Foi vereador, deputado estadual e federal. Um dos grandes poetas cristãos do Brasil.
Erwin Seignemartin – Contabilista e administrador financeiro da cidade de Ribeirão Preto (SP). Foi um dos mais ativos conferencistas de temas maçônicos. Membro da Academia Maçônica Paulista de Letras. Foi Secretário de Relações Exteriores e Grão-Mestre da GLESP.
Luiz Alves de Lima e Silva/ Duque de Caxias – Militar e estadista, nasceu na Fazenda de São Paulo, no Taquaruçú, na Vila de Estrela da Província do Rio de Janeiro (RJ). Foi Ministro da Guerra, criador do Supremo Conselho Militar. Lutou em várias frentes de batalha, em todo continente. Caxias é o Patrono do Exército Brasileiro.
Miguel Joaquim de Almeida e Castro/ Padre Miguelinho – Sacerdote e idealista da cidade de Natal (RGN). Um dos mais dinâmicos ativistas da Revolução Pernambucana de 1817.
Bento Gonçalves da Silva – Militar e revolucionário da cidade de Triunfo (RGS). Defensor de idéias liberais, comandou a Revolução Farroupilha que levou à proclamação da República do Rio Grande do Sul.
Evaristo Ferreira da Veiga e Barros – Jornalista e político da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Foi deputado, trabalhando incansavelmente pela defesa das instituições públicas. É autor da letra do Hino da Independência.
José Carlos do Patrocínio – Jornalista e escritor da cidade de Campos de Goitacases (RJ). Lutou no Movimento Republicano. Seus textos fortes o tornaram símbolo do Movimento Abolicionista no Brasil.
Francisco Antonio de Almeida Morato – Advogado, professor e político da cidade de Piracicaba (SP). Foi diretor da Faculdade de Direito da USP, um dos fundadores do Instituto da OAB e o 1o. presidente da Ordem dos Advogados do Brasil.
Homero de Souza Campos/ o Ranchinho – Artista, músico e cantor de Campos Gerais (MG). Formou com Alvarenga a dupla sertaneja satírica “Alvarenga e Ranchinho”.
Washington Luís Pereira de Sousa – Advogado e político da cidade de Macaé (RJ). Vereador e prefeito na cidade de Batatais, interior de São Paulo, deputado estadual, prefeito da capital e governador do Estado. Foi presidente do Brasil.
Antonio Evaristo de Morais – Advogado e jornalista da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Foi consultor jurídico no Ministério do Trabalho, presidente da Associação Brasileira de Criminologia, um dos fundadores da ABI e do Partido Operário. Popularizou-se como defensor dos fracos e pobres. Foi um dos maiores criminologistas do Brasil.
João Batista Mascarenhas de Moraes – Engenheiro e militar da cidade de São Gabriel (RGS). Foi comandante da Força Expedicionária Brasileira. Comandou o 1o. Escalão em Nápoles, na 2a. Guerra Mundial.
Osvaldo Euclides de Sousa Aranha – Militar, advogado e político da cidade de Alegrete (RGS). Foi deputado, secretário do Interior e Justiça, secretário da Fazenda, presidente do Rio Grande do Sul e Embaixador em Washington. É considerado um dos arquitetos da Revolução de 1930.
Nicolau Pereira de Campos Vergueiro/ Senador Vergueiro – Advogado e político da cidade de Macedo de Cavaleiros – Traz-dos-Montes – Portugal. Foi deputado, ministro e senador. Diretor da Faculdade de Direito de S. Paulo. Um dos chefes do Movimento Liberal de S. Paulo, junto com Feijó e Rafael Tobias de Aguiar.
Elmano Gomes Cardim – Jornalista e político da cidade de Valença (RJ). Trabalhou no Jornal do Comércio, foi diretor da Associação Comercial do Rio, presidente da Sociedade Brasileira da Cultura Inglesa, oficial de gabinete do Ministério da Justiça e funcionário do Arquivo Nacional.
João Caetano dos Santos – Ator e empresário da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Especialista e papéis dramáticos. Introduziu temas brasileiros no teatro do país. Foi defensor do estilo simples e verdadeiro de representar. Teatro João Caetano é em sua homenagem.
Jayr Celso Fortunato de Almeida – Advogado da cidade de Varginha (MG). Ocupou importantes cargos nas administrações da Grande Loja, inclusive como Membro do Conselho do Grão-Mestrado. Foi Grão-Mestre da GLESP para a gestão 1968/1971.
Rodolfo Mayer – Ator de Teatro e TV paulistano. Pioneiro nas novelas do rádio, Rodolfo desempenhou papéis importantes também no Teatro e na Tevê.
Casimiro José Marques de Abreu – poeta carioca. Lírico, harmonioso e melancólico. Autor de poesias maravilhosas como “Primaveras”.
Waldemar Seyssel – “O Arrelia” – Um dos maiores artistas circenses brasileiros.
Antonio de Castro Alves – poeta baiano. O grande poeta da Abolição e da alma brasileira.
José Castellani – Médico paulista de Araraquara. Pesquisador, historiador com mais de 60 obras escritas. O mais importante escritor maçônico brasileiro da atualidade.
João Salvador Pérez – artista e compositor paulista de São Manuel. Com seu irmão, formou a dupla sertaneja mais famosa de todos os tempos. Ele é o Tonico, da dupla “Tonico & Tinoco”.
Joaquim do Amor Divino Rabelo e Caneca / Frei Caneca – Frade carmelita e político pernambucano, de Recife. Um dos líderes da Confederação do Equador.
Benjamin Constant de Magalhães – Militar, catedrático e estadista carioca, da cidade de Niterói. Deve-se a ele a adoção da divisa “Ordem e Progresso” na bandeira brasileira. É considerado o “Pai da República”.
José Bonifácio de Andrada e Silva – Poeta, cientista e político santista. É o redentor dos escravos e patriarca da Independência.
Júlio Prestes de Albuquerque – Advogado e político paulista de Itapetininga. Foi deputado estadual e federal. Governador de S. Paulo e Presidente da República.
José Maria Lisboa – Jornalista brasileiro de origem portuguesa, da cidade de Lisboa. Defendeu os ideais republicanos e lutou em favor da Abolição. É o fundador do jornal “Diário Popular”.
Ibrahim de Almeida Nobre – Advogado, jornalista e escritor paulistano. Foi delegado de polícia, promotor público. Lutou pela legalidade, auxiliou a população dizimada pela varíola e encarnou a angústia do povo. Foi membro da Academia Paulista de Letras.
Aristides da Silveira Lobo – Jornalista, advogado e político da cidade de Mamanguape – Paraíba. Foi deputado federal e ministro do interior. Um dos mais ardorosos defensores da República.
João Mendes de Almeida Júnior – Advogado e professor da cidade de São Paulo. Foi membro do Supremo Tribunal Federal. Autor de “Direito Judiciário Brasileiro”. O Forum e a Praça João Mendes, são em sua homenagem.
José Inácio Ribeiro de Abreu e Lima/ Padre Roma – Padre e patriota da cidade de Recife – Pernambuco. Um dos mártires da Revolução Pernambucana de 1817.
Nelson de Sousa Carneiro – Advogado e político da cidade de Salvador – Bahia. Foi deputado e senador. Lutou pela aprovação da Lei do Divórcio, promulgada em 1977.
Benjamin de Almeida Sodré – Militar e político da cidade de Mecejana – Ceará. Foi presidente da Associação dos Alunos da Escola Naval. Em sua carreira, atingiu o posto de almirante. É o criador da União dos Escoteiros do Brasil. Foi Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil (1953-1954).
Esmeraldo Tarquínio de Campos Filho – Advogado e político da cidade de Santos – São Paulo. Foi deputado e prefeito de Santos (1968-1969).
Kurt Prober – Historiador e numismata brasileiro, de origem alemã, da cidade de Berlim. Possuidor do maior arquivo de documentos maçônicos que se conhece. Fundador da revista “A Bigorna”.
Augusto João Manuel LevergeBarão de Melgaço – Militar e geógrafo brasileiro, de origem francesa, da cidade de Saint Malo. Teve importante papel, na defesa das fronteiras brasileiras, na guerra do Paraguai. Foi presidente da Província de Mato Grosso.
Tomás Antonio Gonzaga – Poeta, advogado e desembargador brasileiro, de origem portuguesa, da cidade do Porto. Participou ativamente do movimento da Inconfidência Mineira. Autor de “Marília de Dirceu” e “Cartas Chilenas”, é considerado um dos grandes poetas do Arcadismo Brasileiro.
Theobaldo Varolli Filho – Historiador da cidade de São Paulo – São Paulo. Importante autor maçônico. Foi membro da Academia Maçônica Paulista de Letras. Grão-Mestre Adjunto, no período de 1956 a 1962.
Cornélio Pires – Escritor, jornalista e folclorista, da cidade de Tietê – São Paulo. Um dos maiores divulgadores do folclore brasileiro. “Enciclopédia de Anedotas e Curiosidades”, “Almanaque do Saci”, “Quem conta um conto…”, são algumas de suas obras.
Amadeu Ataliba Arruda Amaral Leite Penteado/Amadeu Amaral – Escritor e poeta da cidade de Capivari – São Paulo. Fundador da Academia Paulista de Letras. Escreveu “Urzes”, “Névoa”, “Espumas”, “Lâmpada Antiga”, entre outras.
Paulo Duarte – Advogado, jornalista e historiador da cidade de São Paulo – São Paulo. Espírito combativo e independente, participou das articulações da Revolução Constitucionalista de 1932. Trabalhou no jornal O Estado de S. Paulo. Escreveu “Sob as Arcadas” e “Agora”.
Cesar Guerra Peixe – Compositor e maestro da cidade de Petrópolis – Rio de Janeiro. Criador da Escola Brasileira de Música Popular. É autor de vasta obra. “Sinfonia no. 1” e “Maracatus do Recife”, são destaques.
Antonio Frederico Zerrener – Industrial brasileiro de origem alemã. Fundador da Companhia Antarctica Paulista. Foi Grão-Mestre Adjunto de Pedro de Toledo e seu sucessor, no Grande Oriente Estadual de S. Paulo.
José Francisco da Rocha Pombo – Professor, historiador, escritor e jornalista da cidade de Morretes – Paraná. Um dos fundadores da Universidade Federal do Paraná. Pertenceu à Academia de Letras do Estado. Autor de diversas obras, entre elas, “História do Brasil”, “Nossa Pátria”, “No Hospício”.
Martim Francisco Ribeiro de Andrada III – Estadista, matemático e cientista da cidade de Santos – São Paulo. Foi ministro da fazenda em 1820 e 1840, presidente da Assembléia Constituinte e Câmara dos deputados.
José Maria da Silva Paranhos (Visconde do Rio Branco) – Professor, jornalista, estadista e político, da cidade de Salvador (BA). Graduado em matemática, professor na Escola Militar, deputado provincial, senador, ministro da Marinha, Negócios Estrangeiros e da Fazenda. Promulgou a Lei do Ventre Livre. Por suas missões internacionais, é considerado símbolo da diplomacia brasileira. Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil.
José Maria da Silva Paranhos Filho (Barão do Rio Branco) – Historiador, estadista e diplomata da cidade do Rio de Janeiro. Graças aos seus esforços diplomaticos, a Questão do Amapá, foi resolvida em favor do Brasil. Também a Questão do Acre. Serviu a 4 presidentes como secretário de relações exteriores.
Julio Cesar Ribeiro – Romancista, filólogo e jornalista da cidade de Sabará – Minas Gerais. Foi um combativo defensor da abolição e do movimento republicano. Escreveu: “Estudos Gerais de Linguística”, “Padre Belchior de Pontes”, “A Carne”, entre outros.
Antonio Peregrino Maciel Monteiro/Barão de Itamaracá – Médico, político e diplomata da cidade de Recife – Pernambuco. Foi deputado, presidente da Câmara, ministro de Estrangeiros e ministro plenipotenciário em Lisboa.
José Gomes Pinheiro Machado – Advogado e político da cidade de Cruz Alta – Rio Grande do Sul. Foi senador e deputado constituinte em 1890 e 1915.
Manuel Luís Osório/ Marquês de Herval – Militar da cidade Vila de Nossa Senhora da Conceição do Arrôio, hoje Osório – Rio Grande do Sul. Combateu na Revolta dos Farrapos, na Invasão do Uruguai e Argentina. Participou da Guerra do Paraguai. Foi eleito deputado e senador.
Hermes Rodrigues da Fonseca – Militar da cidade de São Gabriel – Rio Grande do Sul. Na carreira militar atingiu o posto máximo: marechal. Foi eleito presidente da república (1910-1914).
Epitácio Lindolfo da Silva Pessoa – Advogado e político da cidade de Umbuzeiro – Paraíba. Foi deputado, ministro da justiça, ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente da república entre 1919 e 1922.
José Lopes da Silva Trovão – Patriota da Ilha de Gipóia – Angra dos Reis – Rio de Janeiro. Foi um dos grandes propagandistas da república. Um paladino da liberdade.
Artur Silveira da Mota/Barão de Jaceguai – Militar da cidade de São Paulo – SP. Fez uma brilhante carreira militar. Foi Grão-Mestre no período de 1881 a 1882.
Joaquim Marcelino de Brito – Magistrado e político da cidade de Salvador – Bahia. Foi deputado, ministro e governador de Sergipe e Pernambuco. Ministro do Supremo Tribunal de Justiça. Foi Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil, no período de 1864 a 1871.
Maurício Paiva de Lacerda – Advogado e político da cidade de Vassouras – Rio de Janeiro. Foi oficial do gabinete de Hermes da Fonseca. Deputado à Assembléia Constituinte e deputado federal.
Joaquim Rodrigues Neves – Advogado da cidade do Rio de Janeiro – Rio de Janeiro. Foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, em 1941. Foi Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil, no período de 1940 a 1952.
Antonio Duarte Nogueira – Médico e político da cidade de São Francisco de Salles – Minas Gerais. Foi prefeito da cidade de Ribeirão Preto, em duas gestões: 1969 a 1973 e 1977 a 1983.
Inocêncio Serzedelo Correia – Militar e político da cidade de Belém – Pará. Com Benjamim Constant, fundou o Clube Militar. Foi ministro da Indústria, Viação e Obras Públicas e um dos próceres da República.
Luiz Gonzaga Pinto da Gama – Escritor e advogado da cidade de Salvador – Bahia. Contribuiu diretamente para a libertação de mais de 500 escravos, em 1830. É o fundador da Imprensa Humorística e do Centro Abolicionista de São Paulo.
Mariano Procópio Ferreira Lage – Empresário e político da cidade de Barbacena – Minas Gerais. Ajudou a construir a 1a. Estrada de Rodagem do Império. Foi diretor da Estrada de Ferro D. Pedro II, hoje, Central do Brasil. Foi deputado provincial e geral.
Fernando Prestes de Albuquerque – Militar e político da cidade de Itapetininga – São Paulo. Foi deputado estadual e federal. Foi governador do Estado de São Paulo, no período de 1898 a 1900. Fundador do Instituto Butantã, nomeando para seu diretor o Dr. Vital Brasil.
Eduardo Vandenkolk – Militar da cidade do Rio de Janeiro – Rio de Janeiro. Foi o 1o. Ministro da Marinha, no governo de Deodoro da Fonseca. Participou nas guerras do Uruguai e Paraguai. Foi senador e vice-almirante da marinha brasileira.
João Batista Gonçalves de Campos/ Visconde de Jary – Jornalista e político da cidade de Acará – Pará. Foi Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil de 1889 a 1890.
Álvaro Palmeira – Médico e professor da cidade do Rio de Janeiro – Rio de Janeiro. Foi Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil, de 1963 a 1968.
Joaquim José Inácio de Barros/Visconde de Inhaúma – Militar da marinha, de origem portuguesa, da cidade de Lisboa. No Brasil, participou da Campanha Cisplatina, Revolução Farroupilha, Guerra do Paraguai e Confederação do Equador. Foi ministro da marinha no gabinete de Caxias.
Gaspar Silveira Martins – Advogado e político da cidade de Cerro Largo – República Oriental do Uruguai, divisa com o estado do Rio Grande do Sul. Foi deputado, conselheiro do Império, senador, ministro da Fazenda, governador do Rio Grande do Sul e um dos grandes oradores de nossa história.
Carlos de Campos – Estadista, parlamentar, jornalista e musicista da cidade de Campinas – São Paulo. Foi diretor do jornal “Correio Paulistano”, secretário de Justiça de Campos Salles e governador do estado de São Paulo.
João Tibiriçá Piratininga – Agricultor e político da cidade de Itú – São Paulo. Foi um dos maiores líderes republicanos da Província de São Paulo.
Américo Brasiliense de Almeida e Melo – Jurisconsulto e político da cidade de São Paulo – São Paulo. Participou da comissão que elaborou a Nova Constituição. Foi ministro do Supremo Tribunal Federal e governador do estado do Rio de Janeiro, em 1866.
Frei Francisco de Santa Tereza de Jesus Sampaio – Religioso e patriota da cidade do Rio de Janeiro – Rio de Janeiro. Frade ativista, Francisco José de Sampaio foi um dos maiores colaboradores da nossa independência.
Américo Brazílio de Campos – Jornalista, diplomata e político da cidade de Bragança Paulista – São Paulo. Trabalhou na “Província de S. Paulo”, hoje “O Estadão” e fundou o “Correio Popular”. Um grande nome do jornalismo brasileiro.
Antonio da Silva Jardim – Advogado e jornalista da cidade de Capivari de Cima (Silva Jardim) – Rio de Janeiro. Escreveu na Gazeta de Notícias. Conferencista e orador brilhante, foi um dos mais ativos propagandistas da república. Escreveu “O General Osório”, “Gente do Mosteiro” e “Memórias e viagens”.
Artur da Silva Bernardes – Advogado e político da cidade de Viçosa – Minas Gerais. Foi deputado, governador e presidente da República (1922-1926). A cidade de Presidente Bernardes, é em sua homenagem.
Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo – Diplomata e escritor da cidade de Recife – Pernambuco. Foi membro da Academia Brasileira de Letras. Destaques para “Camões e os Luzíadas” e “Abolicionismo”.
Antonio Francisco de Paula e Holanda Cavalcanti e Albuquerque/ Visconde de Albuquerque – Militar e político da cidade de Engenho Pantorra – Cabo – Pernambuco. Foi deputado, senador e ministro de estado. Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil de 1837 a 1850.
David José Martins/David Canabarro – Militar da cidade de Pinheiros/Taquari – Rio Grande do Sul. Participou da proclamação da república Catarinense, das Guerras da Cisplatina e Farrapos. Foi um dos líderes da Revolução Farroupilha. Comandou a esquadra de Caxias.
Ubaldino do Amaral Fontoura – Advogado da cidade de Passo dos Marianos – Lapa – Paraná. Companheiro de escritório de Saldanha Marinho. Um dos publicistas da Abolição e da República. Foi senador e ministro do Supremo Tribunal Federal.
Nereu de Oliveira Ramos – Advogado e político da cidade de Lajes – Santa Catarina. Foi deputado federal, senador, governador do estado, vice-presidente e presidente da república. Foi Ministro da Justiça, no governo de Juscelino Kubitscheck.
Bernardino José de Campos Júnior – Estadista, diplomata, político e jornalista da cidade de Pouso Alegre – Minas Gerais. Propagandista dos ideiais republicanos, foi deputado, senador e governador de S. Paulo. Foi ministro da fazenda no governo de Prudente de Morais.
Antonio Vicente Felipe Celestino – Cantor da cidade do Rio de Janeiro. Um dos maiores intérpretes da música popular brasileira e uma das vozes barítonos mais lindas. Seu grande sucesso foi “O Ébrio”.
Nelson Roberto Pérez/ Bob Nelson – Cantor e compositor da cidade de Campinas – São Paulo. Linha musical alegre e divertida, são destaques de seu repertório, “Ó Suzana”, “O boi Barnabé”, “Catulé”, “Te aguenta Mané” e “Eu tiro o leite”.
Cândido José de Araújo Viana/Marquês de Sapucaí – Advogado e desembargador da cidade de Congonhas do Sabará – Minas Gerais. Foi presidente das Províncias de Alagoas e Maranhão e ministro da Suprema Corte de Justiça.
Manoel Joaquim de Albuquerque Lins – Político da cidade de São Miguel dos Campos – Alagoas. Foi senador, secretário da fazenda no governo de Jorge Tibiriçá. Revitalizou a cultura do café. Foi governador do estado, de 1908 a 1912 e vice na chapa de Rui Barbosa, à presidência.
Raphael Baptista Rabello – Violonista, compositor e arranjador da cidade de Petrópolis, Rio de Janeiro. Reconhecido internacionalmente como um grande fenômeno. Músico de técnica e virtuosidade inacreditáveis. Foi parceiro de Radamés Gnatalli.
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2020.11.18 16:35 HoneycombPillager po cara, parabens ai velho

po cara, parabens ai velho, de boa, muito legal isso. contei pra todos aqui da minha familia, todos acharam muito surpreendente e pediram pra te dar os parabens, queriam falar com você pessoalmente se possivel para lhe parabenizar. disseram também que na festa de natal irão contar para os parentes mais distantes e no ano novo lançarão baterias de fogos com seu nome. contei esse seu feito também para alguns outros parentes mais próximos, reagiram tal qual minha familia, pediram seu endereço para mandar cartões e mensagem de parabenização. meus amigos não acreditaram quando eu disse que conhecia o dono desse feito tão imenso, sério, ficaram todos de boca aberta, disseram que farão seu nome ecoar por anos e anos. quando os vizinhos ficaram sabendo do feito, ficaram todos boquiabertos, quiseram saber quem é você, pediu se, caso você tiver tempo, é claro, de poderia passar aqui para receber presentes, congratulações e apertos de mãos. com o esparrame da sua noticia, um grande empresario da região decidiu te contratar como presidente da empresa graças a esse seu surepreendente feito e ao mesmo tempo um grande acionista internacional quer patrocinar shows para você para palestrar e ensinar todos a fazerem igual para que o mundo seja um lugar melhor. você não só está famoso aqui na região quanto aí mas também em todas as partes, todos sabem quem é você graças ao rápido esparrame da notícia, prefeitos de todas as cidades estão pendurando faixas, balões, teleféricos, instalando aparelhos de som, tudo o que possa fazer seu nome vibrar para ver qual cidade te consagra mais por esse seu feito magnifico. aqui na minha cidade mesmo cada rua terá seu sobrenome a partir da próxima gestão da administração municipal. muitos países que antes viam o brasil com maus olhos, agora, graças ao seu feito, vêm o brasil como um exemplo, como uma nova capacitação, os grandes sortudos que sabem sobre você diz "ei, aquele cara é brasileiro" e todos replicam imediatamente "é! é! é! o brasil é um bom lugar". Graças a isso o turismo aumentou no brasil, todos vieram para cá graças a você, a entrada de moedas internacionais foi grande fazendo as bolsas e ações brasileiras decolarem e assim o brasil se tornou o pilar para solução da crise mundial. Graças a isso somos bem vistos e, claro, somos a maior potencia economica do mundo. todos os madeireiros se comoveram com seu feito e decidiram parar de explorar a amazonia para que o mundo viva mais e mais. o caos por conta do presidente negro nos estados unidos foi cessado graças ao fato do brasil ser o lider economico mundial, uma vez sendo um país de varias etnias, todos passaram a aceitar as diferenças com amor no coração. o papa mandou todos os seus representantes pelo mundo falar sobre seu nome e sobre seus feitos para que a palavra sobre vossa pessoa chegue aos ouvidos de cada criatura que ande sobre a face desse planeta. Também, graças ao seu feito, decidiram cessar os experimentos com o LHC já que a origem do universo se torna sem importancia perto da magnitude desse seu ato. Os Maias voltaram de andromeda e disseram que como existe um humano tão magnifico vivo eles iriam dar a chance de nós sobrevivermos em 2012, contaram então sobre o que poderia causar o fim do mundo, e todos os lideres de todas as nações, inspirados nesse seu feito, estão tomando providencias para que não ocorra. a magnitude desse seu feito acabou até com o magnetismo que expulsou o corpo celeste alfa que habitava a órbita da terra. Em nome desse seu feito, Akira Toryama resolveu continuar com as sagas de dragon ball, desta vez com um personagem dedicado a você. Willian Bonner e Jô Soares ao se despedirem toda noite mandam uma saudação para o Brasil e uma somente para você. Continue sempre assim, essa pessoa linda, maravilhosa, esforçada, inspiradora, magnifica, espitufenda, criativa, etc. E continue sempre fazendo atos como estes que o mundo será cada vez mais um lugar melhor para se viver. Continue assim cara, e se sobrar um tempo visites todos os citados, ninguem acredita que eu troco mensagens virtuais.
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2020.11.17 20:12 comimeouser po cara, parabens ai velho, de boa, muito legal isso.

po cara, parabens ai velho, de boa, muito legal isso. contei pra todos aqui da minha familia, todos acharam muito surpreendente e pediram pra te dar os parabens, queriam falar com você pessoalmente se possivel para lhe parabenizar. disseram também que na festa de natal irão contar para os parentes mais distantes e no ano novo lançarão baterias de fogos com seu nome. contei esse seu feito também para alguns outros parentes mais próximos, reagiram tal qual minha familia, pediram seu endereço para mandar cartões e mensagem de parabenização. meus amigos não acreditaram quando eu disse que conhecia o dono desse feito tão imenso, sério, ficaram todos de boca aberta, disseram que farão seu nome ecoar por anos e anos. quando os vizinhos ficaram sabendo do feito, ficaram todos boquiabertos, quiseram saber quem é você, pediu se, caso você tiver tempo, é claro, de poderia passar aqui para receber presentes, congratulações e apertos de mãos. com o esparrame da sua noticia, um grande empresario da região decidiu te contratar como presidente da empresa graças a esse seu surepreendente feito e ao mesmo tempo um grande acionista internacional quer patrocinar shows para você para palestrar e ensinar todos a fazerem igual para que o mundo seja um lugar melhor. você não só está famoso aqui na região quanto aí mas também em todas as partes, todos sabem quem é você graças ao rápido esparrame da notícia, prefeitos de todas as cidades estão pendurando faixas, balões, teleféricos, instalando aparelhos de som, tudo o que possa fazer seu nome vibrar para ver qual cidade te consagra mais por esse seu feito magnifico. aqui na minha cidade mesmo cada rua terá seu sobrenome a partir da próxima gestão da administração municipal. muitos países que antes viam o brasil com maus olhos, agora, graças ao seu feito, vêm o brasil como um exemplo, como uma nova capacitação, os grandes sortudos que sabem sobre você diz "ei, aquele cara é brasileiro" e todos replicam imediatamente "é! é! é! o brasil é um bom lugar". Graças a isso o turismo aumentou no brasil, todos vieram para cá graças a você, a entrada de moedas internacionais foi grande fazendo as bolsas e ações brasileiras decolarem e assim o brasil se tornou o pilar para solução da crise mundial. Graças a isso somos bem vistos e, claro, somos a maior potencia economica do mundo. todos os madeireiros se comoveram com seu feito e decidiram parar de explorar a amazonia para que o mundo viva mais e mais. o caos por conta do presidente negro nos estados unidos foi cessado graças ao fato do brasil ser o lider economico mundial, uma vez sendo um país de varias etnias, todos passaram a aceitar as diferenças com amor no coração. o papa mandou todos os seus representantes pelo mundo falar sobre seu nome e sobre seus feitos para que a palavra sobre vossa pessoa chegue aos ouvidos de cada criatura que ande sobre a face desse planeta. Também, graças ao seu feito, decidiram cessar os experimentos com o LHC já que a origem do universo se torna sem importancia perto da magnitude desse seu ato. Os Maias voltaram de andromeda e disseram que como existe um humano tão magnifico vivo eles iriam dar a chance de nós sobrevivermos em 2012, contaram então sobre o que poderia causar o fim do mundo, e todos os lideres de todas as nações, inspirados nesse seu feito, estão tomando providencias para que não ocorra. a magnitude desse seu feito acabou até com o magnetismo que expulsou o corpo celeste alfa que habitava a órbita da terra. Em nome desse seu feito, Akira Toryama resolveu continuar com as sagas de dragon ball, desta vez com um personagem dedicado a você. Willian Bonner e Jô Soares ao se despedirem toda noite mandam uma saudação para o Brasil e uma somente para você. Continue sempre assim, essa pessoa linda, maravilhosa, esforçada, inspiradora, magnifica, espitufenda, criativa, etc. E continue sempre fazendo atos como estes que o mundo será cada vez mais um lugar melhor para se viver. Continue assim cara, e se sobrar um tempo visites todos os citados, ninguem acredita que eu troco mensagens virtuais.
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2020.11.07 08:41 Charlotte_Tierney Porque é que os Brasileiros e Portugueses têm personalidades tão diferentes?

Os Brasileiros são explosivos, jovens de cabeça, extrovertidos, engraçados. Os Portugueses são muito discretos, muito sérios,não tem nada a ver.
É estranho porque se muitos Brasileiros têm origem de Portugal, como é possível haver essa diferença de personalidade?
Eles nem gostam um do outro. Brasileiro culpa Portugal de roubar o ouro deles. Portugal acha que Brasileiro é bandido. Dois países com uma relação de amor-ódio. Tipo Goku e Vegeta.
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2020.11.04 05:07 Mr-Smoketoomuch Po cara, parabens ai velho

po cara, parabens ai velho, de boa, muito legal isso. contei pra todos aqui da minha familia, todos acharam muito surpreendente e pediram pra te dar os parabens, queriam falar com você pessoalmente se possivel para lhe parabenizar. disseram também que na festa de natal irão contar para os parentes mais distantes e no ano novo lançarão baterias de fogos com seu nome. contei esse seu feito também para alguns outros parentes mais próximos, reagiram tal qual minha familia, pediram seu endereço para mandar cartões e mensagem de parabenização. meus amigos não acreditaram quando eu disse que conhecia o dono desse feito tão imenso, sério, ficaram todos de boca aberta, disseram que farão seu nome ecoar por anos e anos. quando os vizinhos ficaram sabendo do feito, ficaram todos boquiabertos, quiseram saber quem é você, pediu se, caso você tiver tempo, é claro, de poderia passar aqui para receber presentes, congratulações e apertos de mãos. com o esparrame da sua noticia, um grande empresario da região decidiu te contratar como presidente da empresa graças a esse seu surepreendente feito e ao mesmo tempo um grande acionista internacional quer patrocinar shows para você para palestrar e ensinar todos a fazerem igual para que o mundo seja um lugar melhor. você não só está famoso aqui na região quanto aí mas também em todas as partes, todos sabem quem é você graças ao rápido esparrame da notícia, prefeitos de todas as cidades estão pendurando faixas, balões, teleféricos, instalando aparelhos de som, tudo o que possa fazer seu nome vibrar para ver qual cidade te consagra mais por esse seu feito magnifico. aqui na minha cidade mesmo cada rua terá seu sobrenome a partir da próxima gestão da administração municipal. muitos países que antes viam o brasil com maus olhos, agora, graças ao seu feito, vêm o brasil como um exemplo, como uma nova capacitação, os grandes sortudos que sabem sobre você diz "ei, aquele cara é brasileiro" e todos replicam imediatamente "é! é! é! o brasil é um bom lugar". Graças a isso o turismo aumentou no brasil, todos vieram para cá graças a você, a entrada de moedas internacionais foi grande fazendo as bolsas e ações brasileiras decolarem e assim o brasil se tornou o pilar para solução da crise mundial. Graças a isso somos bem vistos e, claro, somos a maior potencia economica do mundo. todos os madeireiros se comoveram com seu feito e decidiram parar de explorar a amazonia para que o mundo viva mais e mais. o caos por conta do presidente negro nos estados unidos foi cessado graças ao fato do brasil ser o lider economico mundial, uma vez sendo um país de varias etnias, todos passaram a aceitar as diferenças com amor no coração. o papa mandou todos os seus representantes pelo mundo falar sobre seu nome e sobre seus feitos para que a palavra sobre vossa pessoa chegue aos ouvidos de cada criatura que ande sobre a face desse planeta. Também, graças ao seu feito, decidiram cessar os experimentos com o LHC já que a origem do universo se torna sem importancia perto da magnitude desse seu ato. Os Maias voltaram de andromeda e disseram que como existe um humano tão magnifico vivo eles iriam dar a chance de nós sobrevivermos em 2012, contaram então sobre o que poderia causar o fim do mundo, e todos os lideres de todas as nações, inspirados nesse seu feito, estão tomando providencias para que não ocorra. a magnitude desse seu feito acabou até com o magnetismo que expulsou o corpo celeste alfa que habitava a órbita da terra. Em nome desse seu feito, Akira Toryama resolveu continuar com as sagas de dragon ball, desta vez com um personagem dedicado a você. Willian Bonner e Jô Soares ao se despedirem toda noite mandam uma saudação para o Brasil e uma somente para você. Continue sempre assim, essa pessoa linda, maravilhosa, esforçada, inspiradora, magnifica, espitufenda, criativa, etc. E continue sempre fazendo atos como estes que o mundo será cada vez mais um lugar melhor para se viver. Continue assim cara, e se sobrar um tempo visites todos os citados, ninguem acredita que eu troco mensagens virtuais.
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2020.11.04 03:30 AMOR202 me ajudem !!!

Tinha um relacionamento de 3 anos e 9 meses. Depois de muitas brigas ela começou amar sozinha na relação (Ela é diagnosticada com Depressão e ansiedade) E eu tava na relação por estar mas nunca disse isso para ela, porém nunca traí nem nada do tipo. com o tempo eu percebi que tinha muitos problemas emocionais e fui atrás de corrigir isso. cerca de 6 meses percebi que ela é a mulher da minha vida e eu mudei muito na relação, depois que me tratei me tornei mais maduro e bem resolvido. ela percebeu minha mudança mas mesmo assim disse não sentir mais amor, estar em duvida sobre oque sente. e ai meu mundo sumiu diante meu nariz. cheguei a me humilhar, mas ela disse estar convicta da decisão, Não sei se o fato de me humilhar talvez tenha mexido no ego dela, eu realmente não sei oque aconteceu. gente depois de perceber que me libertei da minha dependência emocional e continuar amando ela mesmo assim.. eu percebi que é realmente amor e não sei oque fazer para tela de volta. sei que ela morre de medo de se machucar novamente então iria começar com uma abordagem devagar. iria esperar passar uns 10 dias sem contato algum (tempo do luto de fim de namoro) passar um pouco e mandar uma carta, mas nessa carta não sei se digo que quero a amizade dela (Para depois ir subindo os degraus até conquistar novamente ) ou na carta deixar a entender que que quero algo a mais. a carta que escrevi é essa.
oi, Baleia. Eu descobri meus traumas de infância e trabalhei eles, e isso não faz mais parte da minha vida. e isso tinha um impacto gigante
na sua vida. isso gerou vários processos de apego,Eu precisava de confirmação o tempo todo e estar no controle pois nunca tive isso.
sempre só obedeci e não tinha carinho. o abandono e rejeição gerou traumas no meu subconsciente. e agora essas coisas não fazem mais parte da minha vida. por isso peço desculpas.
-depois do acompanhamento profissional me tornei um Homem de verdade e quero agradecer você pela mulher incrível que você foi.
Eu tinha um incrível amor engavetado por você pelos meus traumas e demorei muito pra descobrir. porém esse amor veio com apegos e dependência emocional. Hoje que estou livre disso tudo, só sobrou amor pela pessoa que você é.
Quando eu parei de lhe culpar por tudo o meu amor começou a florescer, quando parei de ter medo de sofrer pelo meu histórico de rejeição na infância. o amor começou a florescer.
Eu quero agradecer por tudo que fez por mim, até no fim você foi boa pois aprendi muito e tratei problemas antigos. nunca imaginaria que meus traumas iriam afetar meu futuro, e descobri traumas que não queria..
Quero agradecer por ter me dado o cachorro mais bobão do mundo (Hoje não é mais meu), que morro de saudades. quero agradecer pelas noites no seu quarto e as crises de riso, quero agradecer por ser a primeira mulher com quem eu me relacionei sexualmente e foi fantástico,
quero agradecer por me apresentar a praça do galo (Eu realmente gosto daquele lugar),quero agradecer por me ensinar gostar de praia,Também adorava dançar agarrado enquanto você lavava louça, e por me mostrar um mundo que não conhecia. quero te agradecer por apontar meus problemas e me fazer pensar sobre eles.
o nosso término foi fundamental para meu entendimento sobre quem quero ser, sobre como tratar meus problemas, e finalmente superar meus traumas. eram coisas tão simples de se fazer mas muito difíceis de se enxergar. finalmente dei meu grito de dependência emocional.
Também comecei me cuidar melhor, dar oportunidade para novas experiências e estou muito alegre com tudo que estou vivendo.
Espero que não tenha raiva de mim, pois só tenho gratidão por você. Hoje eu entendo meus erros como ''ativação'' que é: Reação desproporcional numa situação que não justifica. Você acaba destruindo o emocional da pessoa por um problema intrínseco seu. Por isso é pra tratar a origem da ativação: Traumas da infância como rejeição, bullying, etc.
Nega. hoje estou muito feliz com minhas descobertas, e com a pessoa que estou me tornando. Sou uma pessoa feliz que me ama, mas eu iria ser mais feliz se tivesse sua companhia pois você é muito importante pra mim, se precisar de mim como amigo, sempre vou ter gratidão.
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2020.11.04 03:14 AMOR202 Gente preciso de conselhos de como reconquistar um amor !!!!

Tinha um relacionamento de 3 anos e 9 meses. Depois de muitas brigas ela começou amar sozinha na relação (Ela é diagnosticada com Depressão e ansiedade) E eu tava na relação por estar mas nunca disse isso para ela, porém nunca traí nem nada do tipo. com o tempo eu percebi que tinha muitos problemas emocionais e fui atrás de corrigir isso. cerca de 6 meses percebi que ela é a mulher da minha vida e eu mudei muito na relação, depois que me tratei me tornei mais maduro e bem resolvido. ela percebeu minha mudança mas mesmo assim disse não sentir mais amor, estar em duvida sobre oque sente. e ai meu mundo sumiu diante meu nariz. cheguei a me humilhar, mas ela disse estar convicta da decisão, Não sei se o fato de me humilhar talvez tenha mexido no ego dela, eu realmente não sei oque aconteceu. gente depois de perceber que me libertei da minha dependência emocional e continuar amando ela mesmo assim.. eu percebi que é realmente amor e não sei oque fazer para tela de volta. sei que ela morre de medo de se machucar novamente então iria começar com uma abordagem devagar. iria esperar passar uns 10 dias sem contato algum (tempo do luto de fim de namoro) passar um pouco e mandar uma carta, mas nessa carta não sei se digo que quero a amizade dela (Para depois ir subindo os degraus até conquistar novamente ) ou na carta deixar a entender que que quero algo a mais. a carta que escrevi é essa.
oi, Baleia. Eu descobri meus traumas de infância e trabalhei eles, e isso não faz mais parte da minha vida. e isso tinha um impacto gigante
na sua vida. isso gerou vários processos de apego,Eu precisava de confirmação o tempo todo e estar no controle pois nunca tive isso.
sempre só obedeci e não tinha carinho. o abandono e rejeição gerou traumas no meu subconsciente. e agora essas coisas não fazem mais parte da minha vida. por isso peço desculpas.
-depois do acompanhamento profissional me tornei um Homem de verdade e quero agradecer você pela mulher incrível que você foi.
Eu tinha um incrível amor engavetado por você pelos meus traumas e demorei muito pra descobrir. porém esse amor veio com apegos e dependência emocional. Hoje que estou livre disso tudo, só sobrou amor pela pessoa que você é.
Quando eu parei de lhe culpar por tudo o meu amor começou a florescer, quando parei de ter medo de sofrer pelo meu histórico de rejeição na infância. o amor começou a florescer.
Eu quero agradecer por tudo que fez por mim, até no fim você foi boa pois aprendi muito e tratei problemas antigos. nunca imaginaria que meus traumas iriam afetar meu futuro, e descobri traumas que não queria..
Quero agradecer por ter me dado o cachorro mais bobão do mundo (Hoje não é mais meu), que morro de saudades. quero agradecer pelas noites no seu quarto e as crises de riso, quero agradecer por ser a primeira mulher com quem eu me relacionei sexualmente e foi fantástico,
quero agradecer por me apresentar a praça do galo (Eu realmente gosto daquele lugar),quero agradecer por me ensinar gostar de praia,Também adorava dançar agarrado enquanto você lavava louça, e por me mostrar um mundo que não conhecia. quero te agradecer por apontar meus problemas e me fazer pensar sobre eles.
o nosso término foi fundamental para meu entendimento sobre quem quero ser, sobre como tratar meus problemas, e finalmente superar meus traumas. eram coisas tão simples de se fazer mas muito difíceis de se enxergar. finalmente dei meu grito de dependência emocional.
Também comecei me cuidar melhor, dar oportunidade para novas experiências e estou muito alegre com tudo que estou vivendo.
Espero que não tenha raiva de mim, pois só tenho gratidão por você. Hoje eu entendo meus erros como ''ativação'' que é: Reação desproporcional numa situação que não justifica. Você acaba destruindo o emocional da pessoa por um problema intrínseco seu. Por isso é pra tratar a origem da ativação: Traumas da infância como rejeição, bullying, etc.
Nega. hoje estou muito feliz com minhas descobertas, e com a pessoa que estou me tornando. Sou uma pessoa feliz que me ama, mas eu iria ser mais feliz se tivesse sua companhia pois você é muito importante pra mim, se precisar de mim como amigo, sempre vou ter gratidão <3
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2020.11.04 02:16 AMOR202 OQUE FAZER ????

Tinha um relacionamento de 3 anos e 9 meses. Depois de muitas brigas ela começou amar sozinha na relação (Ela é diagnosticada com Depressão e ansiedade) E eu tava na relação por estar mas nunca disse isso para ela, porém nunca traí nem nada do tipo. com o tempo eu percebi que tinha muitos problemas emocionais e fui atrás de corrigir isso. cerca de 6 meses percebi que ela é a mulher da minha vida e eu mudei muito na relação, depois que me tratei me tornei mais maduro e bem resolvido. ela percebeu minha mudança mas mesmo assim disse não sentir mais amor, estar em duvida sobre oque sente. e ai meu mundo sumiu diante meu nariz. cheguei a me humilhar, mas ela disse estar convicta da decisão, Não sei se o fato de me humilhar talvez tenha mexido no ego dela, eu realmente não sei oque aconteceu. gente depois de perceber que me libertei da minha dependência emocional e continuar amando ela mesmo assim.. eu percebi que é realmente amor e não sei oque fazer para tela de volta. sei que ela morre de medo de se machucar novamente então iria começar com uma abordagem devagar. iria esperar passar uns 10 dias sem contato algum (tempo do luto de fim de namoro) passar um pouco e mandar uma carta, mas nessa carta não sei se digo que quero a amizade dela (Para depois ir subindo os degraus até conquistar novamente ) ou na carta deixar a entender que que quero algo a mais. a carta que escrevi é essa.
oi, Baleia. Eu descobri meus traumas de infância e trabalhei eles, e isso não faz mais parte da minha vida. e isso tinha um impacto gigante
na sua vida. isso gerou vários processos de apego,Eu precisava de confirmação o tempo todo e estar no controle pois nunca tive isso.
sempre só obedeci e não tinha carinho. o abandono e rejeição gerou traumas no meu subconsciente. e agora essas coisas não fazem mais parte da minha vida. por isso peço desculpas.

-depois do acompanhamento profissional me tornei um Homem de verdade e quero agradecer você pela mulher incrível que você foi.
Eu tinha um incrível amor engavetado por você pelos meus traumas e demorei muito pra descobrir. porém esse amor veio com apegos e dependência emocional. Hoje que estou livre disso tudo, só sobrou amor pela pessoa que você é.
Quando eu parei de lhe culpar por tudo o meu amor começou a florescer, quando parei de ter medo de sofrer pelo meu histórico de rejeição na infância. o amor começou a florescer.

Eu quero agradecer por tudo que fez por mim, até no fim você foi boa pois aprendi muito e tratei problemas antigos. nunca imaginaria que meus traumas iriam afetar meu futuro, e descobri traumas que não queria..
Quero agradecer por ter me dado o cachorro mais bobão do mundo (Hoje não é mais meu), que morro de saudades. quero agradecer pelas noites no seu quarto e as crises de riso, quero agradecer por ser a primeira mulher com quem eu me relacionei sexualmente e foi fantástico,
quero agradecer por me apresentar a praça do galo (Eu realmente gosto daquele lugar),quero agradecer por me ensinar gostar de praia,Também adorava dançar agarrado enquanto você lavava louça, e por me mostrar um mundo que não conhecia. quero te agradecer por apontar meus problemas e me fazer pensar sobre eles.
o nosso término foi fundamental para meu entendimento sobre quem quero ser, sobre como tratar meus problemas, e finalmente superar meus traumas. eram coisas tão simples de se fazer mas muito difíceis de se enxergar. finalmente dei meu grito de dependência emocional.
Também comecei me cuidar melhor, dar oportunidade para novas experiências e estou muito alegre com tudo que estou vivendo.

Espero que não tenha raiva de mim, pois só tenho gratidão por você. Hoje eu entendo meus erros como ''ativação'' que é: Reação desproporcional numa situação que não justifica. Você acaba destruindo o emocional da pessoa por um problema intrínseco seu. Por isso é pra tratar a origem da ativação: Traumas da infância como rejeição, bullying, etc.

Nega. hoje estou muito feliz com minhas descobertas, e com a pessoa que estou me tornando. Sou uma pessoa feliz que me ama, mas eu iria ser mais feliz se tivesse sua companhia pois você é muito importante pra mim, se precisar de mim como amigo, sempre vou estar aqui. Gratidão <3
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2020.10.27 23:03 leonardofragas Um guia para ter cultura, por Paulo Francis

Um guia para ter cultura, por Paulo Francis
https://preview.redd.it/ob286jmvkpv51.png?width=1080&format=png&auto=webp&s=98787e8245cd77cc7ae59b31813c5b11a168e7aa
Pedem minha ficha acadêmica para jovens vestibulandos… Não tenho. Tentei um mestrado na Universidade Columbia em Nova York 1954, mas desisti, aconselhado pelo professor-catedrático Eric Bentley. Achou que eu perdia o meu tempo. Li toda a literatura relevante, de Ésquilo a Beckett, e sabia praticamente de cor a Poética de Aristóteles. Em alguns meses se lê tudo que há de importante em teatro. Li e reli anos a fio.
Mas, sem o doutorado ou nem sequer mestrado, me proponho fazer algumas indicações aos jovens, que, no meu tempo, seriam supérfluas, mas que, hoje, talvez tenham o sabor de novidade. Falo de se obter cultura geral. É fácil.
Educação era a transmissão de um acúmulo de conhecimentos. Hoje, é uma adulação da juventude, que supostamente deve fazer o que bem entende, estar na sua, como dizem, e o resultado é que os reitores de universidades sugerem que não haja mais nota mínima de admissão, que se deixe entrar quem tiver nota menos baixa. Deve haver exceções, caso contrário o mundo civilizado acabaria, mas a crise é real, denunciada por gente como o príncipe Charles, herdeiro do trono inglês, e por intelectuais como Alan Bloom, que consideram a universidade perdida nos EUA. No Brasil, houve a Reforma Passarinho nos anos 80. A ditadura militar tinha o mesmo vício da esquerda. Queria ser popular. Era populista. Quis facilitar o acesso universitário ao povo, como reza o catecismo populista. Ameaça generalizar o analfabetismo.
Não há alternativa à leitura. Me proponho apontar alguns livros essenciais ao jovem, um programa mínimo mesmo, mas que, se cumprido, aumentará dramaticamente a compreensão do estudante do mundo em que está vivendo.
Começando pelo Brasil, é indispensável a leitura de Os Sertões, de Euclides da Cunha. É curto e não é modelo de estilo. Euclides escreve como Jânio Quadros fala. É cara do far-te-ei, a forma oblíqua de que Jânio se gaba. Mas o livro é de gênio. Nos dá a realidade do sertão, que é, para efeitos práticos, o Brasil quase todo, tirando o Sul; a realidade do sertanejo, e do nosso atraso como civilização, como cultura, como organização do Estado. Euclides mostra o choque central entre o Brasil que descende da Europa e o Brasil tropicalista, nativo, selvagem. Euclides apresenta argumentos hoje superados sobre a superioridade da Europa, mas nem por isso deixa de estar certo. Tudo bem ter simpatia pelo índio e o sertanejo, o matuto, mas nosso destino é ser, à brasileira, à nossa moda, um país moderno nos moldes da civilização européia. Euclides começou o livro para destruir Antônio Conselheiro e a Revolta de Canudos, mas se deixou emocionar pela coragem e persistência dos revoltosos e terminou escrevendo um grande épico, em prosa, que o poeta americano Robert Lowell, que só leu a tradução, considera superior a Guerra e Paz, de Tolstoi.
Mas o importante para o jovem é essa escolha entre o primitivo irredentista dos Canudos e a civilização moderna, porque é o que terá de enfrentar no cotidiano brasileiro. É o nosso drama irresolvido.
Leia algum dos grandes romances de Machado de Assis. O mais brilhante é Memórias Póstumas de Brás Cubas. Para estilo, é o que se deve emular. O coloquialismo melodioso e fluente de Machado. É um grande divertimento esse livro. Eu recomendaria ainda para os que tem dificuldade de manejar a língua O Memorial de Aires. É o livro mais bem escrito em português que há.
Os gregos são um dos nossos berços. Representam a luz e a doçura, na frase de um educador inglês, Mathew Arnold (também poeta e crítico). Arnold falava contra a tradição judaico-cristã, dominante na nossa cultura, na nossa vida, a da Bíblia e do Novo Testamento, que predominaram no mundo ocidental desde o Século V da Era Cristã, quando o imperador romano Constantino se converteu ao cristianismo. Estudos gregos sérios só começaram no Século XIX, quando se tornaram currículo universitário, porque antes os padres e pastores não deixavam.
Mas leia originais. Escolhi quatro. Depois de se informar sobre Platão na enciclopédia do seu gosto, se deve ler A Apologia, que é a explicação de Sócrates a seus críticos, quando foi condenado à morte, e Simpósio, um diálogo de Platão. Platão não confiava na palavra escrita. Dizia que era morta. Preferia a forma de diálogo. Na A Apologia se discute o que é mais importante na vida intelectual. A liberdade de ter opiniões contra as ortodoxias do dia. Ajudará o estudante a pensar por si próprio e ter a coragem de suas convicções.
Depois, o delicioso Simpósio. É uma discussão sobre o amor, tudo que você precisa saber sobre o amor sensual, o altruístico, o que chamam de platônico, é o amor centrado na sabedoria.
Platão colocou, à parte Sócrates, seu ídolo, no Diálogo, Aristófanes, o grande gozador de Sócrates. Na boca de Aristófanes põe uma de suas idéias mais originais. Que o ser humano era hermafrodita, parte homem parte mulher, e que cada pessoa, depois da separação, procura recuperar sua parte perdida, e daí a predestinação da mulher certa para um homem e do homem certo para uma mulher.
Imprescindível também ler As Vidas, de Plutarco, o grande biógrafo da Antiguidade. Ficamos sabendo como eram os grandes nomes em carne e osso, de Alexandre, paranóico, a Júlio César, contido, a Antônio e Cleópatra. Shakespeare baseou grande parte de suas peças em Plutarco e leu em tradução inglesa, porque Shakespeare, como nós, não sabia latim ou grego. E, finalmente, como história, leia A Guerra do Peloponeso, de Tucídides. É sobre a guerra entre Atenas, Esparta, Corinto e outras, durante 27 anos, no Século V antes de Cristo. Lendo sobre Péricles, o líder ateniense, Cleon, o führer espartano, e Alcebíades, o belo, jovem e traiçoeiro Alcebiades, nunca mais nos surpreenderemos com qualquer ato de político em nossos dias. É o maior livro de história já escrito. Sempre atual.
Da Roma original basta ler Os Doze Césares, de Suetônio, e Declínio e Queda do Império Romano, de Gibbon. Mais um banho de natureza humana.
Meu conhecimento científico é quase nenhum. Mas li, claro, a Lógica da Pesquisa Científica, de Karl Popper, quando entendi o que esses cabras querem. Para quem quer um começo apenas, recomendo o prefácio do Novum Organum, de Francis Bacon, que quer dizer, o título, novo instrumento, e Bacon explica o método científico e o que objetiva a ciência. E para complementá-lo leia o prefácio dos Os Princípios Matemáticos da Filosofia Natural de Isaac Newton, e o prefácio de Bertrand Russell e Alfred North Whitehead de seus Principios da Matemática. Também vale a pena ler a História da Filosofia Ocidental de Bertrand Russell, e o capítulo sobre Positivismo Lógico que é a filosofia calcada no conhecimento científico. Em resumo, tudo que pode ser provado lógica e matematicamente, é filosofia.O resto não é. Acho isso perfeitamente aceitável. Dispenso o resto.
É nas artes que está a sabedoria. Como viver bem sem ler Hamlet, de Shakespeare? Está tudo lá em linguagem incomparável, é de uma clareza exemplar, tudo que nós já sentimos, viremos a sentir, ou possamos sentir.
Preferi citar junto com Shakespeare uma peça grega, que considero vital: Antígona, de Sófocles. Há uma tradução de Antígona, em verso, por Guilherme de Almeida, que Cacilda Becker representou no Teatro Brasileiro de Comédia.
Antígona é o que há de melhor na mulher. É a jovem princesa cujos irmãos morreram em rebelião contra o tio, o rei Creon, e ela quer enterrá-los, porque na religião grega espíritos não descansam enquanto os corpos não são enterrados. Creon não quer que sejam enterrados, como advertência pública a subversivos. Antígona desafia Creon. Ele manda matá-la. Ela morre. Seu noivo se suicida. É o filho de Creon, que enlouquece. Parece um dramalhão, mas não é. É a alma feminina devassada em toda sua possibilidade fraterna. Hegel achava que Antígona era o choque de dois direitos, o direito individual e o direito do Estado. E assim definiu a tragédia.
A melhor história de Roma é a de Theodore Mommsem. A melhor história da Renascença é a de Jacob Buckhardt. Tudo que você precisa saber.
E aprenda com um dos mais famosos autodidatas, Bernard Shaw (o outro é Trotski). Leia todos os prefácios das peças dele. São uma história universal. Um estalo de Vieira na nossa cabeça. Em um dia você lê todos. Anotando, uma semana. Também vale a pena ler a Pequena História do Mundo, de H.G.Wells, superada em muitos sentidos, mas insuperável como literatura.
Passo tranqüilo pelo Iluminismo. Foi tão incorporado a nossa vida, que não é necessário ler Voltaire ou Diderot. Os livros de Peter Gay sobre o Iluminismo são excelentes. Dizem tudo que se precisa saber. Se se quer saber mesmo o que foi o cristianismo, a obra insuperada e As Confissões de Santo Agostinho, uma das grandes autobiografias, à parte a questão religiosa.
Não é preciso ler A Origem das Espécies, de Darwin, mas é um prazer ler Viagens de um Naturalista ao redor do Mundo, as aventuras de Darwin como botânico e zoólogo, a bordo do navio inglês Beagle, nos anos 1830, pela América do Sul, com páginas inesquecíveis sobre Argentina, Brasil e Galápagos, que está até hoje como Darwin encontrou (e o Brasil e Argentina, na sua alma?)
Houve três grandes revoluções no mundo, a americana, a francesa e a russa. A literatura não poderia ser mais copiosa. Mas basta ler, por exemplo, Cidadãos, de Simon Schama, para se ter um relato esplêndido da revolução interrompida, 1789-1794, na França, e concluir com o livro de Edmund Wilson, Rumo à Estação Finlândia. Schama é conservador, Wilson não era, quando escreveu, fazia fé, ainda na década de 30, como tanta gente, na Revolução Russa. Mas a esta altura, e mesmo antes de ele morrer, em 1972, é fácil notar que a Revolução Russa não teve o Terror interrompido, como a Francesa, mas continuou até Gorbachev revelar o seu imenso fracasso.
O melhor livro sobre a Revolução Francesa é História da Revolução em França, de Edmund Burke, de 1790, que previu o Terror de Robespierre e Saint-Just. Se o estudante quer um livro a favor da Revolução Francesa, leia, o título é o de sempre, o de Gaetano Salvemini. A favor da russa a de Sukhanov, que a Oxford University Press resumiu num volume, ou A Revolução Russa, de Trotski, um clássico revolucionário. Mas os fatos falam mais alto que o brilho literário de Trotski.
Sobre a Revolução Americana não conheço livro bom algum traduzido, mas por tamanho e qualidade, um volume só, sugiro a da editora Longman, A History of the United States of America, do jovem historiador inglês Hugh Brogan, 749 págs, apenas, quando comprei custava US$ 25. Tem tudo que é importante.
Em economia, a Abril publicou 50 volumes dos principais economistas. Eu não perderia tempo. Têm tanta relação com a nossa vida como tiveram Zélia e a criançada assessora. Mas há o Dicionário de Economia, também da Abril. Quando tascarem o jargão, você consulta para saber, ao menos, o que significa a embromação. Economia se resume na frase do português: quem não tem competência não se estabelece.
Dos romances do Século XIX, Guerra e Paz, de Tolstoi, e Crime e Castigo, de Dostoiévski, me parecem absolutamente indispensáveis. Guerra e Paz porque é o retrato completo de uma sociedade como uma grande família, porque rimos e choramos sem parar, porque contém um mundo e as inquietações do protagonista, Pierre Bezhukov, que até hoje não foram respondidas. Crime e Castigo, porque exemplifica toda a filosofia de Nietzsche de uma maneira acessível e profundamente dramática, de como o cérebro humano é capaz de racionalizar qualquer crime, que tudo é relativo, em suma, a pessoa que pensa e age, como Raskólnikov, o protagonista. Vale tudo. Dostoiévski, para nos impedir de aniquilar uns aos outros, acrescenta que não se pode viver sem piedade.
Dos modernos, Proust é maravilhoso, mas penoso, Joyce é desnecessário, mas vale a pena ler as obras-primas de Thomas Mann, A Montanha Mágica, para saber o que foi discutido filosoficamente neste século, e Dr. Fausto, que leva o relativismo niilista que domina a cultura moderna e de que precisamos nos livrar, se vamos sobreviver culturalmente, como civilização, e não como meros consumidores, num nível abjeto de satisfação animal. Há muitas obras que me encantaram e não estou, de forma alguma, excluindo autores ou quaisquer livros. A lista que fiz me parece o básico. Em algumas semanas, duas horas por dia, se lê tudo. Duvido que se ensine qualquer coisa de semelhante nas nossas universidades. Se eu estiver enganado, dou com muito prazer a mão à palmatória.
— Paulo Francis, O Estado de São Paulo, 30 de Maio de 1991
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2020.10.25 17:48 JGPeres19 Então amigo

Então amigo, acho que seu comentário/postagem foi um pouco cringe, o tal termo cringe abrange varios fatores importantes a serem levados em conta, como o tom que será usado no post sendo irônia ou como uma crítica mais cetica sobre a nossa sociedade, entenda que cringe também é tudo aquilo que causa aquele pequeno desconforto chamado por proficionais na área da psicologia de vergonha alheia, dentro dessa classe de entre aspas memes estão os tik toks, e em geral postagens feitas por mulheres, lembrando que não importando as circunstâncias, mulheres não são engraçadas. Tente também adicionar um toque do humor nascido na internet chamado "shitpost", onde como o nome já diz são postagens de merda, não interessa se a piada realmente tenha graça ou não, oque importa é que ela não tenha sido feita por uma mulher. O Shitpost é o grito desesperado de homens que vivem em um mundo em colapso prestes a conhecer seu fim trágico como sociedade já que como eu já disse antes, foi arruinada pelas mulheres. Quando temos uma sociedade que faz uso da sua consciência lara fazer uma análise superficial da vida e seus atributos sociais se vê que a religião possívelmente é a verdadeira causa de majoritária parte de nossos problemas em sociedade. Também acho que pdoe ter sido muito bluepillzada, oque é bluepill você me pergunta? O homem que toma a tão falada bluepill é aquele homem que ainda vive na ilusão de um dia viver um amor verdadeiro ao invés da dura verdade de que relacionamentos heteros cis são não mais. Passou longe de ser uma redpillzada, veja bem, você poderia adaptar uma visão mais niilista como Rick and Morty, veja que na série são existem várias piadas niilistas sobre a falta de sentido em fazer qualquer coisa através do personagem super complexo do Rick Sanchez, o Rick representa essa visão bem Blackpillzada que é o que falta na sua postagem. Embora nós aqui no grupo não tenhamos tomado a blackpill, nós apoiamos toda e qualquer corrente filosófica contraria a união de homens e mulheres na mesma relação. Você também precisa ver a vida por um ponto de vista MGTOW tendo em vista que o feminismo estragou as mulheres em nossa sociedade e levando-nos a ao niilismo similar ao de Rick, levamos em conta os fatos que as mulheres hoje não mais querem ser submissas a seus maridos assim estragando nossos planos de sermos homens de família. Os emojis são uma parte extremamente importante da piada ainda mais quando você vai fazer algo aqui no nosso grupo MGTOW redpill, se não for uma redpillzada faça pelo menos uso da blackpillzada total e não esqueça de fazer piadas com pessoas menos favorecidas para ficar mais based. Based seria algo com muito bom embasamento já que a origem do termo vem do inglês com o mesmo significado, based não necessariamente é uma opinião construída com muito esforço oi estudos, mas sim uma opinião com grande quantidade de likes e comentários de apoiadores em redes sociais, principalmente o reddit é o ifunny.
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2020.10.07 11:31 pqamarks Minha avó está com câncer de pâncreas

Escrevi isso de madrugada porque nem consegui dormir de tanta preocupação e tristeza. Chorei pelo menos umas 9 vezes ontem. É um relato grande, peço desculpas por possíveis erros gramaticais e não sei se alguém vai ler.

Enfim, ela tem 74 anos e várias comorbidades: diabetes tipo 2, pressão alta, hipotireoidismo e espondilolistese. De um ano pra cá, veio relatando cansaço diariamente - Eu a vejo todos os dias, já que moramos em um sobrado: eu na casa de baixo, com meus pais, e ela na casa de cima. Mesmo com a queixa de cansaço, eu nem parava para pensar na possibilidade de câncer. Ela mesma dizia que se sentia bem, apesar do cansaço, então supunha que deveria ser por causa da diabetes.

Todos os dias ia para a casa dela para tomar um cafezinho (o melhor café que já tomei, aliás), rir, dar carinho nos 6 gatos dela e ouvir ela me contando histórias enquanto me mostrava as plantas dela. Sempre conversávamos sobre as novidades, eu contava para ela como está a faculdade e tudo mais.
Minha avó é uma batalhadora. A história dela é maravilhosa: filha de imigrantes espanhóis e italianos de origem pobre, enfrentou a falta de recursos desde muito cedo. Começou a trabalhar aos 12 anos de idade (ela conta que pegava o trem às 5 da manhã para ir trabalhar todos os dias) e parou os estudos depois do ensino fundamental, mas retomou aos 20 e poucos anos e concluiu o ensino médio, então se tornou auxiliar de enfermagem. Com o dinheiro conquistado junto com os pais e o marido - o amor da vida dela (que trabalhou para a aeronáutica e já foi carteiro também) - ela conseguiu construir esse sobrado em um terreno grande. Foi um imenso sacrifício, ela passou necessidades, inclusive conta que já chegou a passar fome, mas conseguiu fazer uma casa enorme e muito bonita. Teve só uma filha e deu tudo do bom e do melhor para ela. Sempre foi elogiada em seu trabalho no hospital e, mesmo após mais de 20 anos de aposentada, alguns antigos pacientes chegaram a vir na casa dela para agradecê-la por ter "salvado a vida" deles.

Em 1990, minha bisavó partiu. Câncer de mama. No mesmo ano, meu irmão mais velho nasceu.
Em 1995, eu e meu irmão gêmeo nascemos.
Em 1998, meu avô partiu. Câncer colorretal. Ela entrou em depressão profunda e se agarrou ao catolicismo com todas as forças que ainda tinha. Ia para a missa todo fim de semana, assistia a programas religiosos e rezava todos os dias. Me ensinou a rezar, me levava à missa e me levava à catequese e à escola, e também pagava meus estudos. Sempre foi minha super heroína, meu modelo a ser seguido; minha mãe teve muitos problemas de saúde durante a minha vida (teve um tumor cerebral, problemas de ansiedade, depressão e bipolaridade, além de ter feito outras cirurgias, então infelizmente ela não conseguia cuidar tanto de mim), logo, minha avó sempre foi minha segunda mãe: durante a infância, me acordava todos os dias com bolachas, leite com chocolate e me dava um beijo, dizia "bença" e me incentivava a estudar.
Então eu fui crescendo, ela foi envelhecendo, e mesmo cada vez mais fraquinha, acumulando comorbidades, nunca parou.

Lá para 2004, tivemos uma crise financeira absurda. Meu pai ficou desempregado e começou a fazer faculdade mesmo com seus trinta e poucos anos, minha mãe estava com um tumor e não podia trabalhar e eu e meus irmãos éramos crianças. Minha avó começou a carregar a família nas costas, pagava todas as contas e fazia de tudo para eu e meus irmãos ficarmos bem. Depois de alguns anos de muita pobreza, meu pai terminou os estudos, começou a trabalhar, meu irmão mais velho conseguiu um emprego e as coisas foram melhorando aos poucos, mas ela sempre foi a chefe das finanças e quem mais contribuía, além de lavar roupas, cuidar dos gatos, limpar a casa e fazer a comida para todos nós.

Minha avó sempre foi extremamente persistente, independente, forte e amável. Eu terminei a escola e resolvi que iria prestar medicina. Sempre foi meu sonho, me impressionava com todas as histórias que ela me contava sobre a rotina no hospital e queria poder proporcionar às outras pessoas a mesma sensação que tive quando tivemos cirurgias bem sucedidas na minha família. Minha avó inclusive fez uma cirurgia na coluna em 2009 e melhorou muito da espondilolistese. Concluí que queria realmente fazer medicina e que gostaria de ajudar as pessoas, assim como meu exemplo de vida (minha avó) fez durante a vida dela.

Entretanto, quando falei para a minha família que iria prestar medicina, meu pai me disse que não tinha condição nenhuma de me ajudar com os estudos, então "seria melhor fazer biomedicina e pronto". Eu disse que não tinha problema, que eu trabalharia e estudaria pagando um cursinho. Ele me xingou de várias coisas, já que o clima da discussão tinha esquentado (ele sempre teve vontade de fazer medicina também, mas não conseguiu, então acho que ficou bravo comigo por isso, não sei), e depois apostou comigo que eu nunca conseguiria passar. Ele realmente não me ajudou, minha avó não tinha dinheiro para me bancar mais uma vez, e nem a minha mãe. Então fui trabalhar como repositor de supermercado aos 18 anos. Logo depois de ter sido contratado e resolvido pagar meu cursinho pré vestibular, minha avó disse que iria sujar o próprio nome fazendo um empréstimo absurdo, não pagando as parcelas, e então pagando meu cursinho. Então ela disse que eu não deveria mais trabalhar, já que o vestibular é muito concorrido e eu precisava passar numa universidade em que eu não precisasse pagar, considerando a nossa realidade financeira. De início, recusei e achei um absurdo o que ela fez. Mas ela me pediu por favor para nunca desistir e disse que, mesmo que eu não conseguisse, não teria problema. O importante era apenas que eu tentasse.

Dessa forma, larguei o emprego e resolvi honrar cada centavo gasto por ela. Precisava passar no vestibular. Eram muitas coisas em jogo: a aposta do meu pai, o sacrifício dela e a realização do meu sonho. Passei no vestibular depois de muito esforço e sentimento de frustração por ter fracassado por dois anos. Ela nunca desistiu de mim. Sempre insistiu e me pedia para não ir trabalhar, focar nos estudos e não desanimar. Eu passei, comemorei muito e agradeci demais a ela. E ainda por cima ganhei uma bolsa 100%. Mesmo com todas as dificuldades financeiras, deu tudo certo no final. E depois ela acabou quitando a dívida com o banco.

Então minha próxima meta era me formar e ela me ver médico, autossuficiente, ajudando minha família e mimando ela o máximo possível para poder retribuir pelo menos 1% de tudo o que ela já me fez. Os anos de faculdade até então foram bons e, como disse anteriormente, visitá-la era um hábito.

Até que semana passada fui vê-la e de repente ela quase desmaiou enquanto tomávamos um café. Ela estava meio amarelada. Mais tarde, a levei para o pronto socorro e o médico, sem nem dar boa noite e nem olhar na cara dela, disse que era "refluxo" e que ela melhoraria sozinha. Em seguida, mandei ele olhar nos olhos dela e debaixo da língua dela para ver como ela estava ictérica. Finalmente o médico meia boca tomou vergonha na cara e pediu vários exames, meio envergonhado. Depois dela tomar alguns remédios na veia, voltou para casa. Um dia depois, voltou para o hospital para ver os resultados dos exames. Os resultados não foram animadores e ela foi internada. Depois de uma semana de muito sofrimento, furadas nas veias e vários exames, veio o diagnóstico: câncer de cabeça de pâncreas. Só falta fazer o estadiamento e confirmar onde tem metástases.

Hoje ela teve alta, mas não está bem. Está cansadinha, sonolenta e levanta com muita dificuldade, precisando de ajuda até para ir ao banheiro. Eu estou acabado, sem chão, destruído. Escrevi isso tudo chorando. Ela disse ao meu irmão que não tem medo de nada, que ama a família dela e que tem os melhores netos do mundo. Também disse que está feliz porque finalmente irá reencontrar meu avô e os pais dela.

Não vou conseguir devolver tudo o que ela fez de bom por mim. Eu queria mimá-la, tratá-la como uma rainha e dar uma excelente condição de vida para ela. Queria que minha avó me visse formado e gostaria que ela não sofresse, mas a vida é desse jeito: de repente nos dá uma rasteira. A minha sensação é de incompetência, já que eu deveria ter levado ela antes para o hospital, já suspeitando da possibilidade de câncer. Mas ela sempre me dizia que estava bem e que eu não deveria me preocupar.

E agora? Como eu fico sem minha base? Sem a pessoa que mais amo no mundo? A pessoa que nunca desistiu de mim e me fez ser quem eu sou? Isso tudo é triste demais. Eu tento me mostrar forte e oferecer apoio para a minha mãe e meus irmãos, mas na verdade uma parte minha está morrendo. Não dá para acreditar que isso esteja acontecendo.

De qualquer forma, nunca vou me esquecer do legado dela. Por onde ela passou, deixou vida: se encontrou numa profissão que se destina a ajudar o próximo, fez inúmeras caridades para a Pastoral da Criança, ajudou pessoas necessitadas, tratou de pacientes em hemodiálise e trouxe vida até mesmo a partir de atos mais sutis: desde os cuidados com plantas até com animais de estimação. Ela é uma pessoa que naturalmente traz vida para os ambientes por onde passa. Sempre teve algum gato, cachorro ou passarinho, lutou contra injustiças, curou, ajudou e forneceu suporte a todos. Mesmo agora, provavelmente no fim da vida, ela dá uma aula de como viver a vida. Continua sorridente, divertida, carinhosa, extremamente pé no chão, agradando os gatos e conversando de forma lúcida e perspicaz. É uma pessoa incrível e, independente do que possa acontecer, eu amo demais tudo o que ela representa.
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2020.10.07 07:18 pqamarks Minha avó está com câncer de pâncreas

Estou escrevendo isso de madrugada porque nem consigo dormir de tanta preocupação e tristeza. Chorei pelo menos umas 9 vezes ontem. É um relato grande, peço desculpas e não sei se alguém vai ler.
Enfim, ela tem 74 anos e várias comorbidades: diabetes tipo 2, pressão alta, hipotireoidismo e espondilolistese. De um ano pra cá, veio relatando cansaço diariamente - Eu a vejo todos os dias, já que moramos em um sobrado: eu na casa de baixo, com meus pais, e ela na casa de cima. Mesmo com a queixa de cansaço, eu nem parava para pensar na possibilidade de câncer. Ela mesma dizia que se sentia bem, apesar do cansaço, então supunha que deveria ser por causa da diabetes.
Todos os dias ia para a casa dela para tomar um cafezinho (o melhor café que já tomei, aliás), rir, dar carinho nos 6 gatos dela e ouvir ela me contando histórias enquanto me mostrava as plantinhas dela. Sempre conversávamos sobre as novidades, eu contava para ela como está a faculdade e tudo mais.
Minha avó é uma batalhadora. A história dela é maravilhosa: filha de imigrantes espanhóis e italianos de origem pobre, enfrentou a falta de recursos desde muito cedo. Começou a trabalhar aos 12 anos de idade (ela conta que pegava o trem às 5 da manhã para ir trabalhar todos os dias) e parou os estudos depois do ensino fundamental, mas retomou aos 20 e poucos anos e concluiu o ensino médio, então se tornou auxiliar de enfermagem. Com o dinheiro conquistado junto com os pais e o marido - o amor da vida dela (que trabalhou para a aeronáutica e já foi carteiro também) - ela conseguiu construir esse sobrado em um terreno grande. Foi um imenso sacrifício, ela passou necessidades, inclusive conta que já chegou a passar fome, mas conseguiu fazer uma casa enorme e muito bonita. Teve só uma filha e deu tudo do bom e do melhor para ela. Sempre foi elogiada em seu trabalho no hospital e, mesmo após mais de 20 anos de aposentada, alguns antigos pacientes chegaram a vir aqui em casa para agradecê-la por ter "salvado a vida" deles.
Em 1990, minha bisavó partiu. Câncer de mama. No mesmo ano, meu irmão mais velho nasceu. Em 1995, eu e meu irmão gêmeo nascemos. Em 1998, meu avô partiu. Câncer colorretal. Ela entrou em depressão profunda e se agarrou ao catolicismo com todas as forças que ainda tinha. Ia para a missa todo fim de semana, assistia a programas religiosos e rezava todos os dias. Me ensinou a rezar, me levava à missa e me levava à catequese e à escola, e também pagava meus estudos. Sempre foi minha super heroína, meu modelo a ser seguido; minha mãe teve muitos problemas de saúde durante a minha vida (teve um tumor cerebral, problemas de ansiedade, depressão e bipolaridade, além de ter feito outras cirurgias, então infelizmente ela não conseguia cuidar tanto de mim), logo, minha avó sempre foi minha segunda mãe: durante a infância, me acordava todos os dias com bolachas, leite com chocolate e me dava um beijo, dizia "bença" e me incentivava a estudar. Então eu fui crescendo, ela foi envelhecendo, e mesmo cada vez mais fraquinha, acumulando comorbidades, nunca parou.
Lá para 2004, tivemos uma crise financeira absurda. Meu pai ficou desempregado e começou a fazer faculdade mesmo com seus trinta e poucos anos, minha mãe estava com um tumor e não podia trabalhar e eu e meus irmãos éramos crianças. Minha avó começou a carregar a família nas costas, pagava todas as contas e fazia de tudo para eu e meus irmãos ficarmos bem. Depois de alguns anos de muita pobreza, meu pai terminou os estudos, começou a trabalhar, meu irmão mais velho conseguiu um emprego e as coisas foram melhorando aos poucos, mas ela sempre foi a chefe das finanças e quem mais contribuía, além de lavar roupas, cuidar dos gatos, limpar a casa e fazer a comida para todos nós.
Minha avó sempre foi extremamente persistente, forte e amável. Eu terminei a escola e resolvi que iria prestar medicina. Sempre foi meu sonho, me impressionava com todas as histórias que ela me contava sobre a rotina no hospital e queria poder proporcionar às outras pessoas a mesma sensação que tive quando tivemos cirurgias bem sucedidas na minha família. Minha avó inclusive fez uma cirurgia na coluna em 2009 e melhorou muito da espondilolistese. Concluí que queria realmente fazer medicina e que gostaria de ajudar as pessoas, assim como meu exemplo de vida (minha avó) fez durante a vida dela.
Entretanto, quando falei para a minha família que iria prestar medicina, meu pai me disse que não tinha condição nenhuma de me ajudar com os estudos, então "seria melhor fazer biomedicina e pronto". Eu disse que não tinha problema, que eu trabalharia e estudaria pagando um cursinho. Ele me xingou de várias coisas, já que o clima da discussão tinha esquentado (ele sempre teve vontade de fazer medicina também, mas não conseguiu, então acho que ficou bravo comigo por isso, não sei), e depois apostou comigo que eu nunca conseguiria passar. Ele realmente não me ajudou, minha avó não tinha dinheiro para me bancar mais uma vez, e nem a minha mãe. Então fui trabalhar como repositor de supermercado aos 18 anos. Logo depois de ter sido contratado e resolvido pagar meu cursinho pré vestibular, minha avó disse que iria sujar o próprio nome fazendo um empréstimo absurdo, não pagando as parcelas, e então pagando meu cursinho. Então ela disse que eu não deveria mais trabalhar, já que o vestibular é muito concorrido e eu precisava passar numa universidade em que eu não precisasse pagar, considerando a nossa realidade financeira. De início, recusei e achei um absurdo o que ela fez. Mas ela me pediu por favor para nunca desistir e disse que, mesmo que eu não conseguisse, não teria problema. O importante era apenas que eu tentasse.
Dessa forma, larguei o emprego e resolvi honrar cada centavo gasto por ela. Precisava passar no vestibular. Eram muitas coisas em jogo: a aposta do meu pai, o sacrifício dela e a realização do meu sonho. Passei no vestibular depois de muito esforço e sentimento de frustração por ter fracassado por dois anos. Ela nunca desistiu de mim. Sempre insistiu e me pedia para não ir trabalhar, focar nos estudos e não desanimar. Eu passei, comemorei muito e agradeci demais a ela. E ainda por cima ganhei uma bolsa 100%. Mesmo com todas as dificuldades financeiras, deu tudo certo no final. E depois ela acabou quitando a dívida com o banco.
Então minha próxima meta era me formar e ela me ver médico, autossuficiente, ajudando minha família e mimando ela o máximo possível para poder retribuir pelo menos 1% de tudo o que ela já me fez. Os anos de faculdade até então foram bons e, como disse anteriormente, visitá-la era um hábito.
Até que semana passada fui vê-la e de repente ela quase desmaiou enquanto tomávamos um café. Ela estava meio amarelada. Mais tarde, a levei para o pronto socorro e o médico, sem nem dar boa noite e nem olhar na cara dela, disse que era "refluxo" e que ela melhoraria sozinha. Em seguida, mandei ele olhar nos olhos dela e debaixo da língua dela para ver como ela estava ictérica. Finalmente o médico meia boca tomou vergonha na cara e pediu vários exames, meio envergonhado. Depois dela tomar alguns remédios na veia, voltou para casa. Um dia depois, voltou para o hospital para ver os resultados dos exames. Os resultados não foram animadores e ela foi internada. Depois de uma semana de muito sofrimento, furadas nas veias e vários exames, veio o diagnóstico: câncer de cabeça de pâncreas. Só falta fazer o estadiamento e confirmar onde tem metástases.
Hoje ela teve alta, mas não está bem. Está cansadinha, sonolenta e levanta com muita dificuldade, precisando de ajuda até para ir ao banheiro. Eu estou acabado, sem chão, destruído. Escrevi isso tudo chorando. Ela disse ao meu irmão que não tem medo de nada, que ama a família dela e que tem os melhores netos do mundo. Também disse que está feliz porque finalmente irá reencontrar meu avô e os pais dela.
Não vou conseguir devolver tudo o que ela fez de bom por mim. Eu queria mimá-la, tratá-la como uma rainha e dar uma excelente condição de vida para ela. Queria que minha avó me visse formado e gostaria que ela não sofresse, mas a vida é desse jeito: de repente nos dá uma rasteira. A minha sensação é de incompetência, já que eu deveria ter levado ela antes para o hospital, já suspeitando da possibilidade de câncer. Mas ela sempre me dizia que estava bem e que eu não deveria me preocupar.
E agora? Como eu fico sem minha base? Sem a pessoa que mais amo no mundo? A pessoa que nunca desistiu de mim e me fez ser quem eu sou? Isso tudo é triste demais. Eu tento me mostrar forte e oferecer apoio para a minha mãe e meus irmãos, mas na verdade uma parte minha está morrendo. Não dá para acreditar que isso esteja acontecendo.
De qualquer forma, nunca vou me esquecer do legado dela. Por onde ela passou, deixou vida: se encontrou numa profissão que se destina a ajudar o próximo, fez inúmeras caridades para a Pastoral da Criança, ajudou pessoas necessitadas, tratou de pacientes em hemodiálise e trouxe vida até mesmo a partir de atos mais sutis: desde os cuidados com plantas até com animais de estimação. Ela é uma pessoa que naturalmente traz vida para os ambientes por onde passa. Sempre teve algum gato, cachorro ou passarinho, lutou contra injustiças, curou, ajudou e forneceu suporte a todos. É uma pessoa incrível e, independente do que possa acontecer, eu amo demais tudo o que ela representa.
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2020.09.27 15:17 fofinho20103 po cara, parabens ai velho

po cara, parabens ai velho, de boa, muito legal isso. contei pra todos aqui da minha familia, todos acharam muito surpreendente e pediram pra te dar os parabens, queriam falar com você pessoalmente se possivel para lhe parabenizar. disseram também que na festa de natal irão contar para os parentes mais distantes e no ano novo lançarão baterias de fogos com seu nome. contei esse seu feito também para alguns outros parentes mais próximos, reagiram tal qual minha familia, pediram seu endereço para mandar cartões e mensagem de parabenização. meus amigos não acreditaram quando eu disse que conhecia o dono desse feito tão imenso, sério, ficaram todos de boca aberta, disseram que farão seu nome ecoar por anos e anos. quando os vizinhos ficaram sabendo do feito, ficaram todos boquiabertos, quiseram saber quem é você, pediu se, caso você tiver tempo, é claro, de poderia passar aqui para receber presentes, congratulações e apertos de mãos. com o esparrame da sua noticia, um grande empresario da região decidiu te contratar como presidente da empresa graças a esse seu surepreendente feito e ao mesmo tempo um grande acionista internacional quer patrocinar shows para você para palestrar e ensinar todos a fazerem igual para que o mundo seja um lugar melhor. você não só está famoso aqui na região quanto aí mas também em todas as partes, todos sabem quem é você graças ao rápido esparrame da notícia, prefeitos de todas as cidades estão pendurando faixas, balões, teleféricos, instalando aparelhos de som, tudo o que possa fazer seu nome vibrar para ver qual cidade te consagra mais por esse seu feito magnifico. aqui na minha cidade mesmo cada rua terá seu sobrenome a partir da próxima gestão da administração municipal. muitos países que antes viam o brasil com maus olhos, agora, graças ao seu feito, vêm o brasil como um exemplo, como uma nova capacitação, os grandes sortudos que sabem sobre você diz "ei, aquele cara é brasileiro" e todos replicam imediatamente "é! é! é! o brasil é um bom lugar". Graças a isso o turismo aumentou no brasil, todos vieram para cá graças a você, a entrada de moedas internacionais foi grande fazendo as bolsas e ações brasileiras decolarem e assim o brasil se tornou o pilar para solução da crise mundial. Graças a isso somos bem vistos e, claro, somos a maior potencia economica do mundo. todos os madeireiros se comoveram com seu feito e decidiram parar de explorar a amazonia para que o mundo viva mais e mais. o caos por conta do presidente negro nos estados unidos foi cessado graças ao fato do brasil ser o lider economico mundial, uma vez sendo um país de varias etnias, todos passaram a aceitar as diferenças com amor no coração. o papa mandou todos os seus representantes pelo mundo falar sobre seu nome e sobre seus feitos para que a palavra sobre vossa pessoa chegue aos ouvidos de cada criatura que ande sobre a face desse planeta. Também, graças ao seu feito, decidiram cessar os experimentos com o LHC já que a origem do universo se torna sem importancia perto da magnitude desse seu ato. Os Maias voltaram de andromeda e disseram que como existe um humano tão magnifico vivo eles iriam dar a chance de nós sobrevivermos em 2012, contaram então sobre o que poderia causar o fim do mundo, e todos os lideres de todas as nações, inspirados nesse seu feito, estão tomando providencias para que não ocorra. a magnitude desse seu feito acabou até com o magnetismo que expulsou o corpo celeste alfa que habitava a órbita da terra. Em nome desse seu feito, Akira Toryama resolveu continuar com as sagas de dragon ball, desta vez com um personagem dedicado a você. Willian Bonner e Jô Soares ao se despedirem toda noite mandam uma saudação para o Brasil e uma somente para você. Continue sempre assim, essa pessoa linda, maravilhosa, esforçada, inspiradora, magnifica, espitufenda, criativa, etc. E continue sempre fazendo atos como estes que o mundo será cada vez mais um lugar melhor para se viver. Continue assim cara, e se sobrar um tempo visites todos os citados, ninguem acredita que eu troco mensagens virtuais.
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2020.09.15 02:44 josianemoreira Israel e seus Inimigos

Tudo começou na época de Abraão, quando ele e Sara tiveram seu filho Isaque, o filho da promessa, que deu origem ao povo judeu pp.dito. Porém, antes Abraão havia tido um filho com sua escrava Hagar, Ismael, que casando-se com uma egípcia deu origem a doze príncipes que povoaram aquela região. Descendentes de Abraão, Ló e o filho rebelde de Isaque, Esaú, se misturam com os ismaelitas, dando origem aos povos vizinhos (adonitas, amonitas, amalequitas, moabitas, hagarenos, ismaelitas) que juntaram-se aos filisteus, cananeus e outros povos com um único objetivo: – destruir a linhagem da promessa, Israel. Depois vieram os babilônios, os persas, os gregos, os romanos, os turcos, os árabes, e mesmo vários segmentos do cristianismo, como ocorrido na época dos cruzados, a inquisição, os pogroms, o holocausto, as intifadas e agora os terroristas do Hamás, Hisbolah, Isis, e outras facções do Islam, sempre com o mesmo objetivo, a aniquilação de Israel.
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Se o judeu é o povo da Bíblia, então o maior legado de Israel para a humanidade é seu livro divino e inspirado por D´us. O que diz então este livro sobre esta hereditária perseguição e desejo de aniquilar Israel, varrendo-o do mapa?
Foi então que me concentrei nas passagens bíblicas que pudessem trazer luz ou pelo menos uma explicação razoável no sentido de entender a importância de Israel para as nações através do tempo e do plano divino. Portanto, não há como entender a inimizade dos países vizinhos e mesmo a maioria das nações que se posiciona contra Israel sem levarmos em consideração os aspectos espirituais deste conflito milenar.
Meu amigo, apresento a seguir, um contexto bíblico-espiritual na tentativa de explicar o porquê deste conflito. Evidentemente, mesmo os que não crêem na Bíblia poderão conhecer um pouco da história.
Antes de começar, eu gostaria de apresentar neste momento a minha conclusão final: A razão de toda guerra e conflito com Israel está relacionado ao Tikkun Olam (A redenção universal) que virá em breve sobre o planeta Terra e sobre todo o universo. Israel foi comissionado divinamente como nação coorporativa para esta nobre missão. Entretanto, esta missão não o coloca melhor do que nenhuma outra nação, mas faz recair sobre ele uma grande responsabilidade pela qual Israel tem pago um altíssimo preço ao longo de sua existência. A grande verdade é que as forças opositoras do mal ou das trevas, que tanto a Bíblia menciona, sabem que pouco tempo lhes resta para agir (Ap 12:12).
Israel como povo muitas vezes tem se esquecido, ao longo de sua própria história, dessa nobre missão, desse chamado divino e irrevogável. Mas, se recorrermos ao Tanhuma Kdoshim, 10 (um antigo Midrash), escrito antes do Tamuld da Babilônia, veremos que os rabinos da época já entendiam a importância de Israel no contexto universal. Ou seja, Israel é o centro da terra na perspectiva messiânica. Assim, o centro do mundo seria Israel, do mesmo modo que o centro de Israel seria Jerusalém. O centro de Jerusalém seria o Templo; o centro do Templo seria o Aron Hakodesh (a Arca) e o Centro da Arca seria a Torá.
Representação do Midrash Tanhuna Kdoshim: A Palavra do Eterno como centro do universo

Mas, o que é a Torá? No profundo sentido espiritual seria a Palavra de D´us, Sua “davar”ou “logos”. Para mim, a Torá é o Verbo que se fez carne e habitou entre nós, segundo João (1:14), apóstolo e seguidor de Yeshua, o Messias, em sua primeira vinda. Na sua primeira vinda, Yeshua veio para trazer as Boas Novas de redenção para a humanidade; veio como profeta, como Filho do homem (Ben Adam), como gostava de ser chamado. Mas, em sua segunda vinda, virá como Rei (Ben David) e Sacerdote para implantar o Seu Reino Messiânico de Justiça, Paz e Alegria (Rm 14:17), reinando sobre as nações de Jerusalém, exatamente do Templo de Salomão que será reconstruído no Monte Moriá, segundo o profeta Ezequiel.
O profeta Ezequiel, em exílio na Babilônia no ano 598, A.C, entendeu claramente o porquê de Israel estar em exílio por 70 anos. Israel vivia como as demais nações na tríade da idolatria, adultério e apostasia. Ezequiel vê Israel saindo dos propósitos divinos e em luta constante com seus vizinhos. Depois, num outro tempo, Ezequiel vê as nações da terra marchando contra Israel. Sobre isto, gostaria, para efeitos didáticos, fazer uma “midrash” de vários textos bíblicos, resumindo no seguinte:
Os três tipos de inimigos de Israel em três tempos:
I. Primeiro Tempo – Os vizinhos inimigos de Israel.
Os capítulos 25 a 32 de Ezequiel mencionam os vizinhos de Israel como seus inimigos. Todos tem em comum um único propósito: destruir Israel! Quem são eles?
Amon, Moabe, Edom, Filístia, Tiro, Sidon e Egito. Asafe, salmista contemporâneo do Rei David, escreveu no Salmo 83 que os vizinhos inimigos de Israel são: Edom (descendentes de Esaú), Ismaelitas (descendentes de Ismael), Moabe (descendentes de Ló com sua filha mais velha), Hagarenos descendentes de Hagar), Gebal (fenícios e parte do Líbano), Amom (filhos de Ló com a filha mais nova), Amaleque (descendentes de Esaú), Filisteus (habitavam em Jope e Gaza), Tiro e Assíria (parte da Síria e Iraque). No Salmo 83, é dito que esses povos formaram uma liga, um conselho (federação) com um único objetivo: Riscar Israel do Mapa! (Vinde, e apaguemo-los para que não sejam nação, nem seja lembrado mais o nome de Israel – verso 4). Ou seja, podemos fazer uma correlação entre os textos de Ezequiel (25-32) com o Salmo 83 e chegar à conclusão que todos esses povos foram inimigos ferrenhos de Israel e tentaram destruí-lo, impedindo que o povo hebreu conquistasse e tomasse posse da Terra prometida a Abraão, a terra de Canaã. Interessante notar que nenhum desses povos prevaleceu na terra. Todos esses povos possuem vestígios no atual povo árabe, hoje os vizinhos de Israel. E o mais interessante é que o mesmo espírito e desejo de destruir Israel continua vivo. Portanto, Israel deverá estar atento sempre aos seus novos “antigos” vizinhos.
Resumindo:
a) Esses antigos vizinhos foram e serão ainda derrotados no futuro segundo o salmista. Isto nos mostra que existirão países vizinhos de Israel que tentarão alcançar seus antigos objetivos: Apagar Israel do Mapa. Podemos então dizer que esses vizinhos tentarão impedir a existência de Israel, isto é, do povo e da terra de Israel ainda nos dias de hoje.
b) Motivo espiritual: impedir que as profecias messiânicas se cumpram quanto à terra de Israel e seu povo para a chegada do Messias e de seu Reino universal (Tikkun Olam).
II) Segundo Tempo – A coligação das nações, inimigos de Israel.
Representada em Apocalipse como a Grande Babilônia (Ap 17 a 20) constituída por dez reis ou nações ou coligações das nações, onde aparecem figuras como o Dragão (satanás), a Besta e o Falso Profeta (Ap19). A tríade do espírito da Babilônia é a idolatria, a prostituição e a apostasia. Podemos dizer que idolatria é tudo aquilo que afasta o homem do verdadeiro D´us; a prostituição é tudo aquilo que corrompe relacionamentos e valores morais, e apostasia é a conseqüência natural de afastar o homem do Seu Criador, da fé, das bênçãos e promessas. Hoje, vemos claramente que as nações estão se alinhando para a formação desta liga babilônica, onde Israel é o centro dessa oposição. É interessante notar que a Europa tem sido invadida por mulçumanos oriundos dos países árabes e da África, principalmente. Nota-se também que os países europeus tornam-se cada vez mais antagonistas ao Estado judeu. Facções da ideologia nazista tem crescido no mundo todo, bem como o antissemitismo. O espírito do mal que nos tempos bíblicos tentava impedir Israel de se estabelecer e existir, aparece ao longo da história na destruição do primeiro Templo por Nabucodonosor, do segundo Templo por Tito de Roma, seguido depois pelos Cruzados, Inquisição, Pogroms, Holocausto, intifadas, e no momento, a coligação de terroristas islâmicos.
Objetivo final: Tentar impedir a vinda (retorno) do Messias e de Seu Reino Milenar, o Tikkun Olam. Pois segundo as profecias, o Messias Yeshua volta para Israel, não para outro país. Porém, essa “babilônia” será destruída na batalha no Vale do Armagedon, ou Megido, ou Vale de Jesreel, o vale do juízo, onde o Messias adentrará com seus eleitos e vitoriosos, destruindo a besta e o falso profeta, lançando-os no abismo, no lago de fogo e enxofre. O Dragão, satanás, será preso por mil anos (Ap19:20 e 20:2). Quase todos os profetas bíblicos desde Isaías até Malaquias fizeram menção quanto ao “Iom há Din” o grande e temível dia do Senhor, o dia do juízo das nações.
III) Terceiro Tempo – Coligação das nações com Gogue e Magogue contra Israel no final da era milenar
Mesmo após o Reino de D´us ser implantado nesta terra pelo Messias Yeshua (para aqueles que Nele crêem), aparecerão no final da era milenar povos e nações que se rebelarão contra todo o propósito deste Reino messiânico. Inacreditável, mas isto acontecerá segundo as profecias. O profeta Zacarias (Zc 14:16) menciona que neste período de 1000 anos de paz na terra, as nações subirão de ano a ano a Jerusalém para adorarem o grande Rei Messias e para celebrarem a festa de Sucot (Tabernáculos), mostrando a paz no mundo e a alegria por termos um Rei soberano sobre todas as nações. Nesta época haverá três tipos de pessoas vivendo na terra. O primeiro será constituído por aqueles crentes em Yeshua que morreram no Messias, mas que ressuscitaram por ocasião que antecedeu a Sua vinda, no arrebatamento da Igreja, judeus e gentios juntos no Messias (I Te 4:13:16). O segundo tipo foram aqueles crentes que não passaram pela morte, mas também tiveram seus corpos glorificados na vinda de Yeshua (ITe13:15) e o terceiro tipo serão pessoas que nascerão durante a era milenar. Eles levarão uma vida normal no período milenar, mas no final do milênio satanás será solto e levará grande parte desses a uma rebelião contra D´us e o Messias. Porém, serão destruídos pelo fogo que cairá dos céus (Ap20:7-10). Quem serão esses povos que se rebelarão contra D´us no Reino milenar de Yeshua? Ezequiel, nos capítulos 38 e 39, e também Ap 20:8, mencionam Gogue, chefe de Meseque e Tubal, Pérsia, Cuche, Pute, Gomer e Togarma. Quem são esses povos?
Gogue representa uma entidade de satanás. Meseque (filho de Jafé, deu origem aos europeus); Tubal (assírios); Persa (Irã); Cuxe (descendentes de Cão, os Líbios, p. ex.); Gomer (descendentes do filho mais velho de Jafé, os Cimérios, arianos que vieram da Ucrânia e Rússia) e finalmente Togarma (povo de Carmequis, Turquia). Muito interessante analisar que esses povos serão os arqui-inimigos de Israel e do reino messiânico.
Objetivo final: no final do milênio, segundo a Bíblia, haverá o juízo final e a ressurreição de todos aqueles que não passaram pela primeira ressurreição (dos salvos em Yeshua). Portanto, o objetivo de Gogue e Magogue com suas nações coligadas será impedir o Juízo final, por isso, tentarão pela última vez destruir a sede do Reino Milenar, Jerusalém – Israel. Em outras palavras, satanás tentará anular o juízo final e a condenação que virá para seus seguidores (Ap 20:7-15).
Indicação das nações da coligação “Gogue” e “Magogue”
PORÉM, HÁ UM GRANDE MISTÉRIO QUE NÃO PODEMOS ENTENDER, não nos sendo revelado: – Como sendo o D´us de Abraão, Isaque e Jacó, o D´us de Israel, um Deus definido pela Bíblia como AMOR , pode ser chamado pela própria Bíblia de D´us dos Exércitos de Israel (ICr 11:9;ICr17:24; I Sm17:45) ou o D´us das batalhas (Sl24:8; ISm25:28) ou o D´us que adestra as mãos de Israel para a guerra (Sl144:1)?
Lembremo-nos que D´us não muda (Ml 3:6). Ele é o mesmo D´us de ontem, de hoje e de sempre. Portanto, concluímos que Ele continua sendo o D´us dos Exércitos de Israel nos dias de hoje.
Eu não posso entender como um D´us definido como amor, paz, justiça, alegria e tantos outros atributos, pode se posicionar ainda hoje como o D´us dos Exércitos de Israel! Isto é difícil de entender, mas é verdade.
Poucos conseguem ver que D´us trabalha em tempos e propósitos consecutivos: Adão perde pelo livre arbítrio o Reino terreno sob o comando celestial e toda a humanidade tem sofrido grandemente as consequências deste pecado da separação: guerras, fome, miséria, corrupção, perda dos valores morais, deterioração da família, etc. Portanto, D´us dá inicio ao processo de Redenção, escolhendo primeiro um povo e uma terra para se manifestar, mostrando seu propósito, dando a este povo a Sua Torá. Este povo precisaria de aprendizado, de disciplina e de temor a D’us. Assim, D´us o coloca por 430 anos para ser escravo no Egito. Depois, D´us através de Moisés o leva para a terra de Canaã, a terra prometida para que jamais deixassem aquele local. Logo a seguir, D´us levanta seus profetas que preconizam e ensinam sobre a era messiânica e o papel de Israel, em específico, da Tribo de Judá, da qual sairia o Messias em sua primeira vinda. Um grande feito divino que marcou o mundo antes e depois dele foi a redenção individual do Messias há dois mil anos, permitindo às nações, através do Mashiach, usufruir das alianças, das promessas e das bênçãos de Israel. O muro de separação foi quebrado entre Israel e as nações. D´us queria que Seu Reino começasse em cada coração, ainda no interior, na alma, tanto para os judeus como para os gentios que crêem em Seu Filho, o Mashiach!(Ef 2:11-22).
Dois mil anos se passaram. D´us permite que Israel subsistisse entre os povos, ajuntando-os dos cantos da terra e levando-os para a terra de seus pais. Israel floresce como povo e nação, preparando-se para o grande dia em que seus olhos serão abertos e receberão o messias Yeshua como Seu Rei (Rm11:26). Este tempo se aproxima e aqui faremos um parêntese, uma pausa, para que as profecias messiânicas continuem a se cumprir em Israel e no mundo.
Se realmente cremos que Ele é amor, então, só entenderemos no final e no tempo messiânico o porquê de todo este conflito com Israel através da história humana. Lá saberemos e comprovaremos que realmente a humanidade receberá o melhor Dele, o Seu amor! Ele só ama Israel porque ama todas as nações. Ele quer o melhor para as nações e, por isso, escolheu Israel e seu povo para ser a luz para as nações (Isaias 42:6) através Daquele (O Mashiach) que vêm Dele para reinar sobre toda a terra, estabelecendo o Seu shalom, a Paz!
Yeshua, em sua primeira vinda, falou muito deste Reino de D´us que começa primeiro em nosso coração. Mas em breve ele será real! A terra viverá em paz, Israel florescerá e dará frutos ao mundo. As nações da terra subirão a Jerusalém para adorar o grande Rei. O próprio Yeshua, quando se despediu de seus discípulos num Seder de Pesach (Ceia de Páscoa), disse que desde aquele momento não beberia mais do fruto da videira (vinho, kidush de Pesach) até aquele dia em que conosco beberá de novo, no Reino do Pai (Mt 26:29). Ele mesmo declarou à Jerusalém: “Declaro-vos, pois, que, desde agora, já não me vereis, até que venhais a dizer: “Baruch há Ba BeShem Adonai” – Bendito o que vem em nome do Senhor! (Mt 23:39)
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2020.09.14 02:44 Hands_of_Axe Primogênito do Sol

Capítulo 1 ( Introdução )
“Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.” - Êxodo 20:12
Com o adoçado cantarolar das aves ao amanhecer, o dia ganhava vigor. O despertar daquele que se esvai, como um garoto medroso, na calada da noite, o Sol, marca o início do novo dia.
Um menino acorda com a claridade forte do Sol esquentando o seu rosto. Seu nome é Lisso, um jovem comum de cabelo negro e liso o qual chegava a tocar os ombros. Tem uma estatura na média, é magro e fraco, nunca se destacou em nenhum esporte em particular, mas sempre quis participar de todos, mesmo não tendo qualidade nenhuma. Está no primeiro ano do ensino médio, com 15 anos.
O jovem levanta ansioso, amarra seus longos fios de cabelo com um elástico negro. Veste seu uniforme escolar e desce as escadas correndo, quase tropeçando e caindo com o rosto no chão. Ao chegar no primeiro andar, uma jovem de cabelos negros olha para o garoto com um sorriso no rosto. Ela era bonita e tinha um semblante calmo e suave. A cor de seus cabelos, que chegavam até suas coxas, era negra e brilhante, como uma pedra preciosa de uma princesa. A mulher aparentava ter vinte anos, ela era a mãe do jovem Lisso. O garoto corria até a mesa esperando um prato delicioso feito por sua mãe. O cheiro de pão quente deixava o garoto cada vez mais ansioso para comer, até começou a babar de tanta fome.
Sua mãe fala em uma voz doce e gentil, que faria aflorar em no garoto um sentimento de segurança e afeto, como se aquela voz fosse a de um anjo.
- Terminei, está pronto para comer meu filho? - Ela fala de costa para o garoto, pega o prato e caminha até ele, um som de gota tocando o chão é ouvido.
- Claro, mãe! Estou morrendo de fome... - a barriga do menino ronca
Em passos lentos, a mãe chega até a mesa e o cheiro do pão enlouquece o menino. Porém, ao colocar o prato na frente do garoto, o mesmo arregala os olhos. Apavoro e desespero ficam visíveis em seu rosto, o garoto fica paralisado por alguns segundos olhando para aquilo que deveria ser sua refeição matinal.
- Ma...mamãe? - Lisso fala gemendo em um tom baixo, e um som de gota tocando no chão é ouvido novamente - O que é isso....?
- Seu lanche meu amor – a voz doce de sua mãe responde ao apavoro do garoto com tranquilidade.
- Mas... - ele engole em seco – isso é uma mão humana? E está sangrando? Mãe... - Os olhos arregalados e brilhantes, os quais refletiam aquela mão humana, se viravam juntamente com a cabeça do garoto, em busca de olhar para sua mãe. Então, paralisa de vez. Não consegue mexer sequer um músculo, seu cérebro para de pensar, seu corpo fica mole e pálido, o que o garoto estava vendo amedrontava-o no fundo de sua alma. Uma gota cai no chão, outra em seguida, depois outra. Uma poça escarlate se forma no chão, perto da mãe de Lisso. A origem das gotas era do próprio braço da mulher, a qual sorria com um liquido vermelho escorrendo de sua boca que logo começará a pingar no chão em sintonia com as gotas de seu braço.
- O que foi filho? Pode comer, a mamãe fez com muito amor. - ela começa a se aproximar e toca no rosto de Lisso – Afinal você quem fez isso com a mamãe, neh? - Lagrimas começam a escorrer do rosto da mulher, enquanto o garoto ainda está inerte com a situação, ele tremia e seus olhos ainda estavam arregalados, quase pulando para fora do seu rosto, porém o brilho deles havia sumido por completo – Por que você me matou, Lisso? Eu não fui boa o suficiente?
O cérebro do menino começa a funcionar de novo, porém ele só tem uma reação, gritar. Lisso grita muito, sem parar, até que ele acorda dentro de uma pequena tenda branca e apertada. De seus olhos lagrimas surgem sem parar, ele fica imóvel olhando para frente enquanto coça a sua própria mão, e fala baixo:
- Não.... eu não o fiz .... mamãe...
Uma jovem loira com voz aguda coloca o rosto dentro da tenda pela entrada. Ela vê a situação e fala.
- Ei ei ei, bebe chorão. Estamos quase chegando, não vai desistir agora. - Ela fala em um tom provocativo – Tomei um susto com essa gritaria, não faz mais isso, tá bom?
- Desculpe – Lisso fala em tom baixo – Foi só um pesadelo.
- Que bom, estamos chegando no lugar da prova, fique pronto. Logo o sol irá despertar e continuaremos.
O garoto respira fundo e dá alguns tapinhas no seu rosto para retomar a coincidência. Ele empurra a cabeça da menina para fora da tenda e sai junto a ela. Se levantando olhando para os raios do sol que começam a surgir no horizonte.
- Você está certa, o despertar do sol está próximo.
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2020.09.10 23:51 Helamaa 😳👉🏻👈🏻

a carência tá imoral e eu tô procurando uma namoradinha, se vcs conhecerem alguma mina que tenha esses requisitos, me avisem redpillada channer, dogoleira, wgtow, ancap, , jogadora de poker, bv, virgem, sem amigos, crente, fã da UDR,magrela, footlet,escuta Chico Buarque, weeabo, hikkimori, otaku, gameri, hetero,federal,trader de bitcoin,hacker, defacer, cubista, penspinner, recordista de memorização de baralhos, timida, mãe de pet, hidratada, não consumidora de açucar, saudável, youtuber, netolover, pooper, cambista, shitposter, anarquista, materialista, roquista, travesquista, mono talon vlogger, blogueira, e-girl, intolerante a lactose, intolerante a gluten, grinder e hipnóloga, fiel, niilista existencialista, metaleira, headbanguer, pelo no suvaco, patriota, masoquista, ballbuster, jogadora de minecraft, buceta fedida, que não tenha medo de chuta minhas bolas pelo amor de deus eu nao consigo encontrar uma menina pra chutar minhas bolas por favor deus eu imploro nao agusnto mais isso nao eh um meme porque voces tem medo de me chutar no saco. Raça: nórdica Altura: 170cm+ Pele: 1 ou 2 (Fitzpatrick) Olhos: 7+ (Martin) Cabelos: qualquer cor, mas apenas lisos ou ondulados (FIA) Nariz: reto ou virado para cima Crânio: dolico ou mesocefálico Óculos: não Aparelhos: não Queixo furado: não Covinhas: não Orelha presa: não Orelha de abano: não Franja em V: não Pelos no corpo: muito pouco Tatuagem: não Graduação: apenas cursos voltados à pesquisa Faculdade: apenas bem conceituadas Habilidades matemáticas: sim Idiomas: fluência em inglês e mais outro idioma Álcool, cigarro, drogas: não, nenhum Personalidade: introversão Cultura: europeia ocidental RELIGIÃO: Cristã Ortodoxa Gostar de escutar rogério skylab:
Para ser sincero, você precisa ter um QI muito alto para entender Rogério Skylab Para ser sincero, você precisa ter um QI muito alto para entender Rogério Skylab. O humor é extremamente sutil e, sem uma compreensão sólida de filosofia moderna, a maioria das piadas vai passar despercebida pelo telespectador médio. Há também a visão niilista de Rogério, que está habilmente tecida em sua caracterização - sua filosofia pessoal se baseia fortemente na literatura de Nododaya Volya, por exemplo. Os fãs entendem essas coisas; eles têm a capacidade intelectual para realmente apreciar a profundidade dessas piadas, para perceber que elas não são apenas engraçadas - elas dizem algo profundo sobre a VIDA. Como conseqüência, as pessoas que não gostam de Rogério Skylab são verdadeiros idiotas - é claro que eles não apreciariam, por exemplo, o humor no bordão existencial de Rogério "Chico Xavier é viado e Roberto Carlos tem perna de pau", que é uma referência criptíca para o épico Pais e Filhos do russo Turgenev. Estou sorrindo agora mesmo imaginando um desses coitados simplistas coçando a cabeça em confusão enquanto as músicas se desenrolam na tela de seu computador. Que tolos… como eu tenho pena deles. E sim, a propósito, eu tenho uma tatuagem do Rogério Skylab. E não, você não pode vê-la. É só para os olhos das damas. E mesmo elas, precisam demonstrar de antemão que possuem um QI com diferença absoluta de no máximo 5 pontos do meu (de preferência para baixo).
Rotina, Habitos e interesses: Nofap + Banho Gelado + comer carne crua + comer virado pra parede + biohack + dormir no chão + Jordan Peterson + mewing + HBD + PUA + jelq + dormir 5 horas por dia + café gelado sem açúcar + hipismo + compilação mitadas Enéas + alho cru + podcast do Joe Rogan + redpill + Brain Force + Jejum + meditação iasd + músicas para concentração, foco e inteligência + teste de QI da internet + grupos de linhagem viking do facebook + ficar longe do poste de internet 4G + youtube do varg vikernes + essência de morango da turma da mônica no narguilé + jogar vape na cara de todo mundo que tentar entrar no bloco da faculdade + 5 segundos de calistenia no deserto do atacama + darkcel + óculos do aécio na foto de perfil + ler quotes do nietzsche no brainy quote + criar galinha no quarto sem os pais saberem + Alho cru + uma colher de azeite quando acorda e outra antes de dormir + jejum de 24hrs a cada 72hrs + assistir VT no premiere logo que chega do estádio + canal Ultras 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Astúrias perguntar quando custa a bolacha Bauducco que aparece no site + Mandar entregar pizza na Rua dos Tamoios casa n°18 com portão vermelho + cosplay de russo no Omegle pedindo pra mostrarem a bunda + Dormir imaginando uma linha pra fazer viagem astral + recitar Homero pra mendigo + tomar antibiótico no café da manhã + Meditar imaginando o raio de luz violeta que representa a energia transmutadora + Workshop Reiki do Canal Luz da Serra MULHERES TERRAPLANISTAS RALEM.
Primeiro de tudo! Vai tomar no cu, MULHERES terraplanistas! Junto com todas que me contrariaram nos últimos meses falando "dur hur você não sabe nada de paleontologia, vai assistir seus desenhos filipinos e não encha o saco". TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! LERAM DIREITO? TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! A farsa ficou tão óbvia, que eles não tem mais como esconder que TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! Alguns mais penas, outros menos penas, MAS TODOS TEM. E aproveitando no mesmo vídeo, NÃO TEVE METEORO PORRA NENHUMA! Provavelmente as mudanças climáticas naturais, junto com a separação gradual dos continentes, é que extinguiu a mega-flora e a mega-fauna. E se teve algum meteoro, apenas acelerou o processo em uma região muito especifica. Agora só falta as ((especialistas)) e a (((Academia))) admitir que dinossauros nunca existiram e que foi tudo um erro grotesco de interpretação de pessoas que não sabiam que caralhos eram aqueles esqueletos. São apenas aves e mamíferos ancestrais de milhões de anos atrás. E antes que eu me esqueça, vai todo mundo que me contrariou tomar no cu!
GOSTAR DE MIM POR QUEM EU SOU E NAO PELA MINHA APARENCIA
Sério, de verdade, ser uma pessoa bonita não é fácil em nossa sociedade atual; não é só os olhares de desejo das mulheres e dos homens que me incomoda, e sim, o fato de ser só isso para as pessoas. Sou muito mais que apenas um cara bonito. Tenho qualidades além dessas, e saber que as pessoas não ligam para elas, pois estão entorpecidas de anseio pela minha formosura, me entristece muito.
Não suporto mais ser bonito. Tudo que eu queria era poder nascer de novo num corpo de uma pessoa feia, pois sério, vocês não sabem como me dói saber que por culpa de algo que nasceu em mim (a incrível beleza), serei rotulado eternamente por isso.
Eu trabalho, estudo, procuro, conheço, aprendo! Sou um ser-humano como qualquer outro e não só mais um rostinho bonito.
Pergunta antes de eu poder te namorar: Você é ocultista?
Essa é a pergunta de um milhão de dólares que raramente vejo sendo feita.
Se você ainda não for, pra se tornar minha namorada precisará ser e aqui está como fazer isso
É fato que a maior parte da literatura especializada ocidental acredita em Deus e Cristo, somente olhando-o por uma lente diferente. Não há um ritual que lhe aproxime de Deus, as coisas raramente são tão simples. Entretanto, com estudo e meditação o caminho começa a ficar mais claro.
Entenda que não sou nenhum senhor da verdade, e o que te falo hoje posso descobrir ser mentira amanhã. Saiba também que um dos maiores problemas desse meio é a falta de um início claro, sendo as obras tidas como introdutórias porcarias completas. Dito isso, lhe respondo o seguinte:
  1. O caminho mais completo para se aproximar do que você quer começa com noções do pensamento Helênico. Entenda que boa parte da visão de mundo cristã vem da antiguidade clássica, principalmente as noções de harmonia e belo. Não te peço para ler tudo o que já foi jogado ao chão pelos gregos, mas saiba um pouco das origens das coisas. Tenha uma ideia básica dos quatro humores gregos, e que essa é uma das origens para atribuirmos personalidades aos elementos da natureza. Entenda um pouco dos seus deuses e Cosmos, porque eles serão utilizados no futuro de forma metafórica em textos. Saiba que quando aparecer um hermafrodita em um texto especializado não há conexão com desvios modernos, mas com um simbolismo mais antigo (Salvo engano, sua origem é Platônica. Mais especificamente, O Banquete, durante os discursos sobre amor).
  2. Entenda que boa parte da origem da magia ocidental vem da confluência da cultura grega com a egípcia, incluindo a alquimia. A tábua esmeralda é um texto obrigatório. Leia um pouco sobre o Axioma de Maria, A judia. Aprenda um pouco da simbologia alquímica, porque será importante para você no futuro. É dentro da alquimia que irão discursar sem final sobre a trindade (pelo menos os da corrente de Paracelso). Não se pretenda nenhum mestre dos espagíricos, porque os químicos farão isso melhor do que você. Entenda que não havia essa separação absoluta entre o material e o espiritual, então os dois conhecimentos andaram juntos ao decorrer da história. Entenda também que haviam escritores voltados especificamente para a alquimia espiritual, enquanto outros à química.
  3. Estude a Cabala. Eu entendo que para alguns seja difícil dar atenção à Cabala Judaica com o surto conspiracionista chanístico sobre a índole de todo um povo, mas querendo ou não o judaísmo é o Pai da fé cristã, sendo Jesus judeu. Entenda que a árvore da vida é um estudo sobre Deus e suas emanações, e dela virá uma boa parte de seu conhecimento.
  4. Leia as coisas atuais sobre o assunto. Dê atenção aos escritores herméticos, principalmente.
Ocultismo é um saco, pelo menos se você for estudar seriamente. Você pode perder a vida se tiver um projeto ambicioso como se aproximar de Deus.
Você também pode pular algumas etapas no que te falei. Sobre a parte do pensamento grego, saiba que boa parte é "dispensável". Dito isso, recomento que entenda um pouco sobre o funcionamento do Cosmos de Ptolomeu. Entenda também alguns dos símbolos planetários, porque seu entendimento irá lhe ajudar no futuro.
Pra me namorar também tem que gostar dos animes:
Akame ga Kill! Akarui Sekai Keikaku Ana Satsujin Asu no Yoichi! Azumanga Daioh Balance Policy Black Cat BlazBlue: Remix Heart Chichi ga Loli na Mono de Choujigen Game Neptune: The Animation - Dengeki Comic Anthology Come Come Vanilla! Criminale! Dog Style Domina no Do! Eden no Ori Evangelion Fullmetal Alchemist K-on! Naruto Shingeki no Kyojin Yu-gi-oh
Sobre assistir Yu-gi-oh; quando eu era adolescente, gostava (na época que passou na TV Globinho e era moda), mas hoje em dia não gosto mais; então não assistiria de novo.
Quanto às minhas lembranças marcantes de Yu-gi-oh:
Em 2003, Yu-gi-oh era moda e todo mundo na escola da quinta e da sexta série jogava com cartinhas piratas, já o pessoal da sétima e da oitava não se interessava. A propósito, em 2003 tiveram duas grandes modas de brinquedos baseados em animes, cartinhas de Yu-gi-oh e Beyblade. Outro brinquedo que todo mundo da quinta e da sexta série levava pra escola em 2003 depois que passou a moda de Yu-gi-oh e começou a moda da Beyblade era a Beyblade.
Outra lembrança marcante que tenho de Yu-gi-oh é que em 2003 na escola o pessoal criava suas próprias cartinhas, fazendo desenhos e estatísticas.
Fujimura-kun Mates Gantz Gou-Dere Bishoujo Nagihara Sora♥️ Higurashi no Naku Koro ni Kai: Matsuribayashi-hen Hitsugi no Chaika Ichigo 100% Ichinensei ni Nacchattara In Bura!: Bishoujo Kyuuketsuki no Hazukashii Himitsu Jigokuren: Love in the Hell Jinzou Shoujo JoJo no Kimyou na Bouken Part 4: Diamond wa Kudakenai JoJo no Kimyou na Bouken Part 5: Ougon no Kaze JoJo no Kimyou na Bouken Part 6: Stone Ocean JoJo no Kimyou na Bouken Part 7: Steel Ball Run Kaibutsu Oujo Lucky☆Star Mahou no Iroha! Mahou Tsukai Kurohime Monster Hunter Orage Mujaki no Rakuen Needless Zero Nyotai-ka Onihime VS Oretama Perowan!: Hayakushinasai! Goshujinsama♪ Re:Marina Rosario to Vampire Saitama Chainsaw Shoujo Sankarea School Rumble Shingetsutan Tsukihime Shocking Pink! Shurabara! Sora no Otoshimono Sora no Otoshimono Pico Akame ga Kill! Ana Satsujin Asu no Yoichi! Azumanga Daioh Balance Policy Black Cat BlazBlue: Remix Heart Chichi ga Loli na Mono de Choujigen Game Neptune: The Animation - Dengeki Comic Anthology Come Come Vanilla! Dorohedoro Nekopara Pet Toaru Kagaku no Railgun Magia Record: Mahou Shoujo Madoka☆Magica Gaiden Rikei ga Koi ni Ochita no de Shoumei shitemita.Rikei ga Koi ni Ochita no de Shoumei shitemita. Isekai Quartet 2Isekai Quartet 2 Ishuzoku Reviewers Somali to Mori no Kamisama Eizouken ni wa Te wo Dasu na!Eizouken ni wa Te wo Dasu na! Itai no wa Iya nano de Bougyoryoku ni Kyokufuri Shitai to Omoimasu.Itai no wa Iya nano de Bougyoryoku ni Kyokufuri Shitai to Omoimasu. Jibaku Shounen Hanako-kun Haikyuu!!: To the TopHaikyuu!!: To the Top Darwin's GameDarwin's Game Kyokou SuiriKyokou Suiri Plunderer
PRE REQUISITO: GOSTAR DE FILMES DE FAROESTE.
IMPORTANTE: Se você gosta de filmes de super heroi, pare de ler e va se foder.
Se você é assim, fique longe de mim.
NÃO QUERO AS MULHERES QUE: As que falam palavrões As que fumam As que usam drogas As que postam foto com bebida Que bebem (menos 🍷, isso é coisa de dama) As que vão para balada, festa, rave etc As que postam foto com decote ou sensuais
Há uma coisa que eu quero que você entenda sobre nós os homens.
Quando você colocar uma foto sua nua no facebook, fazendo uma pose gostosa, mostrando os seios ou como vemos em várias fotos mostrando o bumbum ou deitada sedutoramente em sua cama, a única coisa que você faz é que as pessoas tenham desejo sexual por você, claro em A maioria dos casos por parte de homens.
Eu sei que você vai ficar tão emocionada com os 500 likes, 120 comentários e as inúmeras mensagens privadas! Você vai querer postar cada vez mais fotos para se sentir cada vez mais no topo.
Mas há algo importante que você precisa saber:
Na verdade nenhum desses caras que gostam, comentam ou enviam mensagens privadas te ama. Tudo o que eles querem é usá-la e depois atirá-la para o lixo, para ser honesto nenhum deles a levaria para sua casa para ser sua esposa, acredite em mim, você para eles não é mais que uma menina de programa em busca de popularidade barata No Facebook.
Os homens ricos os que tem o que você procura "dinheiro" ou os pobres admiram as mulheres que se vestem com decência e se respeitam. Uma vestimenta decente que não revela muito o seu corpo, leva-os a amar e a respeitar-te, isto a simples vista nos diz que és uma mulher virtuosa, alguém a quem se pode levar para casa para ser esposa e mãe.
Isto em muitos casos diz-lhes que você foi criada com princípios morais e lhes dá detalhes do seu bom histórico familiar.
Eles não se preocupam muito com a maquiagem excessiva, uma mulher digna de propor casamento sempre se distingue do monte, não importa como.
Valoriza seu corpo, lembre-se que para encontrar diamantes é preciso cavar, respeita, e um verdadeiro homem vai te respeitar de um modo ou de outro.
Mas você terá muito respeito: Mulher, não mostre seu corpo no facebook, você não sabe que tipo de pessoas, venha suas coisas, você é uma mulher bela, não precisa de fotos, nem mostrar tanto, você pode conquistar com sua simpatia, com seu educación con seu sonrrisa,
As que já ficaram com amigos seus, ou que ficam com mais de 3 em um único ano As que não trabalham ou estudam (ou que estão em um curso irrelevante de humanas) As que não sabem o básico de uma casa, como lavar, passar roupa, cozinhar, trocar fralda, etc As interesseiras As que estão pedindo presentes sempre As que já estão comprometidas As não gostam de crianças ou dizem que não querem ter filhos (pessoas que não querem ter filhos não são confiáveis) As que tem piercing de bufalo
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2020.09.07 04:54 CraftedBot Parabéns aí velho, muito legal sua postagem

Parabéns aí velho, de boa, muito legal sua postagem. Contei pra todos aqui da minha família, que ficaram muito surpreendidos e pediram pra te dar os parabéns! Queriam falar com você pessoalmente se possível para lhe parabenizar. Disseram também que na festa de Natal irão contar para os parentes mais distantes e no Ano Novo lançarão baterias de fogos com seu nome. Falei dessa sua postagem para alguns outros parentes mais próximos, reagiram tal como minha família, pediram seu endereço para mandar cartões e mensagem de parabenização. Meus amigos não acreditaram quando eu disse que conhecia o dono desse feito tão imenso, sério, ficaram todos de boca aberta, disseram que farão seu nome perpetuará por anos e anos. Quanto aos meus vizinhos que ficaram sabendo do seu play, todos estão boca aberta! Quiseram saber quem é você, pediu se, caso você tiver tempo, é claro, se poderia passar aqui para receber presentes, congratulações e apertos de mãos. Com o esparrame da sua notícia, um grande empresário da região decidiu te contratar como presidente da empresa graças a esse seu surpreendente play, ao mesmo tempo que um grande acionista internacional quer patrocinar shows para você para palestrar e ensinar todos a fazerem igual para que o mundo seja um lugar melhor. Você não só está famoso aqui na região, mas também em todas as partes sabem quem é você graças à rápida divulgação da notícia! Prefeitos de todas as cidades estão pendurando faixas, balões, teleféricos, instalando aparelhos de som, tudo o que possa fazer seu nome vibrar para ver qual cidade te consagra mais por esse seu feito magnífico. Aqui na minha cidade mesmo cada rua terá seu sobrenome a partir da próxima gestão da administração municipal. Muitos países que antes viam o Brasil com maus olhos, agora, graças ao seu feito, vêm o Brasil como um exemplo, como uma nova capacitação, os grandes sortudos que sabem sobre você diz Hei, aquele cara é brasileiro; e todos replicam imediatamente É! é! é! o Brasil é um bom lugar. Graças a isso o turismo aumentou, graças a você, a entrada de moedas internacionais fez as bolsas e ações brasileiras decolarem e assim o país se tornou o pilar para solução da crise mundial. Graças a isso somos bem vistos e, claro, viraremos a maior potência econômica do mundo. Todos os madeireiros se comoveram com seu feito e decidiram parar de explorar a Amazônia para que o mundo viva mais e mais. O caos por conta do Presidente negro nos Estados Unidos foi cessado graças ao fato do Brasil ser o líder econômico mundial, uma vez sendo um país de varias etnias, todos passaram a aceitar as diferenças com amor no coração. O Papa Francisco mandou todos os seus representantes pelo mundo falar sobre seu nome e sobre seus feitos para que a palavra sobre vossa pessoa chegue aos ouvidos de cada criatura que ande sobre a face desse planeta. Também, graças ao seu feito, decidiram cessar os experimentos com o LHC já que a origem do universo se torna sem importância perto da magnitude desse seu ato. Os Maias voltaram de Andrômeda e disseram que como existe um humano tão magnífico vivo eles iriam dar a chance de nós sobrevivermos em 2015, contaram então sobre o que poderia causar o fim do mundo, e todos os lideres de todas as nações, inspirados nesse seu feito, estão tomando providencias para que não ocorra. A magnitude desse seu play acabou até com o magnetismo que expulsou o corpo celeste alfa que habitava a órbita da terra.
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